Capítulo 102: Novidades no Casamento na Cidade
Bai Hada continuou:
— Sobre a propaganda, é isso. Claro, se puderem escrever uma reportagem sobre o trabalho que estamos fazendo aqui na Vila do Rio Crescente, seria ainda melhor, serviria para impulsionar as atividades. Além disso, há a supervisão, uma tarefa relativamente mais pesada. Sempre que você notar alguém na vila agindo contra os princípios de "Cinco Direções, Quatro Belezas e Três Amores", Zhenfu, anote para mim. Na primeira vez, aconselhe e dê uma chance de correção. Na segunda, haverá punição. Quanto a como proceder, pensaremos com calma depois, estudaremos e definiremos as normas. O que me diz, Zhenfu?
Yuan Zhenfu percebeu que não tinha como escapar e, contra a vontade, aceitou, prometendo fazer o seu melhor.
— Quanto às aulas dos alunos — continuou Bai Hada —, não podem ser negligenciadas de jeito nenhum. Precisam ser bem ministradas. É um momento crítico; é como na época da colheita, precisamos garantir água e adubo. Você terá que conciliar as duas coisas. Sendo jovem e cheio de energia, acredito que dará conta do recado...
***
Ser encarregado da propaganda era, de fato, fácil: bastava escrever cartazes e colá-los por aí. Escrever as reportagens também não era difícil, não ocupava muito tempo, bastava sacrificar um pouco do sono à noite. O trabalho de supervisor, porém, era uma tarefa ingrata que certamente geraria inimizades. Era preciso vigiar todos os dias; se não fosse rigoroso, não teria como prestar contas aos líderes da vila, mas, se fosse rigoroso demais, acabaria despertando irritação e antipatia.
Yuan Zhenfu era naturalmente uma pessoa séria. Quando lhe davam uma tarefa, ele queria cumpri-la bem, sem meios-termos. Às vezes, levava as coisas a ferro e fogo, o que inevitavelmente desagradava algumas pessoas na vila.
An Qishiqi, Shalina e Qiqige, ao ouvirem comentários de descontentamento por onde passavam, tentavam persuadir Zhenfu a desistir. Ele, contudo, mantinha-se firme:
— Eu não queria aceitar no início, só aceitei porque não tive escolha. Já que dei minha palavra ao Secretário Bai e ao Diretor Saihan, preciso cumprir até o fim. Não posso abandonar o trabalho pela metade.
Sem saber o que fazer, Qiqige passou a aconselhar os pais:
— O Zhenfu é desse jeito, deixem-no em paz. Qualquer tarefa que ele pegue, se for para fazer de qualquer jeito, ele nem sabe como. De qualquer forma, é só por um mês, ele aguenta.
Como sogros, An Qishiqi e Shalina não podiam se aprofundar muito no assunto e acabaram cedendo. Zhenfu não achava nada de errado na sua função; pelo contrário, via sentido em contribuir para a campanha de "Cinco Direções, Quatro Belezas e Três Amores" da vila. Só mais tarde, quando alguém foi tirar satisfações pessoalmente em sua porta, é que ele percebeu que talvez devesse ser mais contido.
***
Meng Guozhong finalmente se casou; provavelmente conseguiu juntar dinheiro suficiente. A velha casa deixada pelos pais foi limpa e organizada, ganhando um aspecto de novidade.
Guozhong e Liu Ping decidiram adotar um estilo moderno para o casamento. Para Guozhong, foi fácil, pois ele decidia por si mesmo. Para Liu Ping, foi um esforço convencer os pais, e quando finalmente conseguiu, o irmão dela, Liu An, voltou atrás. O plano "moderno" consistia em dispensar as festas separadas nas casas dos noivos e realizar tudo em um único evento, com um banquete conjunto em um restaurante, seguido por uma cerimônia simples de agradecimento.
O pretexto pomposo de Liu An para discordar era que aquilo desvalorizava sua irmã. Na verdade, ele queria uma festa em casa para poder convidar todos os seus "amigos de farra", espalhar convites e aproveitar para arrecadar presentes e encher os bolsos.
No fim, o irmão não venceu a irmã. O casamento moderno aconteceu. Meng Guozhong e Liu Ping formaram oficialmente uma nova família.
No casamento, Sun Dehou levou Liu Guang junto. Principalmente por consideração ao velho professor Meng, para prestigiar o noivo.
Não havia muitas pessoas conhecidas, então Sun Dehou não se sentiu muito à vontade, mas Liu Guang estava eufórica, achando tudo novo e interessante. No caminho de volta, sentada na garupa da bicicleta, ela tagarelava sem parar.
— Dehou, me diga, o pessoal da cidade é diferente de nós, do campo, não é? O casamento foi tão... extravagante!
Sun Dehou olhou para trás e questionou:
— Extravagante? Que palavra você foi usar! Pedale direito, olhe para a estrada e apenas escute!
Liu Guang deu um tapinha nas costas de Sun Dehou e continuou:
— O que eu quis dizer é que o casamento deles foi inovador. As duas famílias se uniram, economizaram trabalho, mas como será que eles dividiram o dinheiro dos presentes? Meio a meio?
Sun Dehou deu um risinho irônico:
— Você se preocupa com cada coisa. Não viu que cada um recolheu o seu? Por exemplo, nós dois nem conhecemos a família da noiva, por acaso daríamos o presente para eles? Demos para o Guozhong, não foi?
— Se for assim, os parentes da noiva certamente deram o dinheiro para os pais da Liu Ping. Se tudo ficou com o Guozhong, aquele rapaz se deu bem! — Liu Guang riu. Ela pensava consigo mesma que, como Guozhong tinha poucos parentes, se o pessoal do lado da família Liu dividisse os presentes com ele, seria um bom negócio.
— Ninguém é tão bobo assim!
— Eu também acho. Se fosse, não seria diferente daquele Xizi. Ei, falando no diabo, olha lá, não é o Xizi ali?
Liu Guang ficou animada, como se tivesse visto um parente distante. Ela se remexeu na bicicleta, fazendo Sun Dehou perder o equilíbrio. O guidão oscilou, e Liu Guang soltou um grito de susto.
O grito assustou Xizi, que, ao olhar para trás, saiu correndo. Liu Guang começou a rir, e Sun Dehou, sem conseguir controlar a bicicleta, acabou caindo. Felizmente, a velocidade era baixa, caso contrário, teriam se machucado.
— Você é doida? — Sun Dehou, sentado no chão, olhou furioso para ela.
Liu Guang limpou a poeira das roupas, parou de rir e retrucou:
— Olha só quem fala! Um homem desse tamanho e não sabe nem andar de bicicleta! Quase nos derrubou de vez...
— Se você não tivesse se contorcido como uma... — Sun Dehou olhou em volta e completou — como uma larva, eu teria caído?
Sun Dehou pronunciou a palavra "larva" bem baixinho; afinal, sendo professor, precisava zelar pela sua imagem, especialmente durante o "Mês da Civilidade e Cortesia".
Liu Guang não ligou e ajudou Sun Dehou a se levantar. Os dois seguiram empurrando a bicicleta lado a lado.
— Ei, lembrei de outra coisa.
— O que foi? — Sun Dehou ainda estava irritado e nem olhou para ela.
— Eu me chamo Liu Guang, a esposa do Guozhong se chama Liu Ping. Parece até que somos irmãs.
Sun Dehou deu um sorriso desdenhoso:
— Então volte para a casa dos seus pais, verifique a árvore genealógica da família Liu. Vai ver, vocês são mesmo parentes distantes.