Capítulo Oito: Lua Crescente, Aura Assassina Imponente
Período de lançamento do novo livro, peço cliques, favoritos e votos vermelhos, agradeço de coração.
Meia-noite, lua crescente.
Morfeu jamais repousou nesta confortável cama. Por incontáveis noites e dias, descansou agachado sobre galhos, moldando hábitos indeléveis de abrir os olhos a cada poucos minutos para vigiar, um instinto animal de alerta que o fazia erguer-se ao menor ruído vindo do exterior do hotel.
Lá fora, tudo era silêncio e vazio àquela hora avançada, mas uma súbita passagem de sombras rastejantes tornou o ambiente tenso e carregado. Os homens de negro não usavam armaduras de metal, seus passos eram inaudíveis e o propósito, evidente, porém era claro que tal força não representava ameaça real a um grupo protegido por cavaleiros de elite.
O silêncio do hotel foi quebrado por flechas de besta cortando o ar! Os cavaleiros de guarda não eram novatos; a emboscada tornou-se risível—desviar ou partir flechas em pleno voo com espadas de mais de cinco quilos era feito para poucos, mas aqueles dois cavaleiros repeliram os projéteis com destreza impressionante.
O combate explodiu em instantes!
Os cavaleiros, sempre preparados, não tiravam as armaduras nem para descansar. Os atacantes, apesar de habilidosos, logo se viram em combate direto, espadas e gemidos misturando-se em caos. No entanto, ninguém percebeu a sombra negra cruzando os céus.
...
No quarto de Morfeu, tudo permanecia quieto. O único herdeiro do Duque de Windsor parecia tranquilo, mas, ao mesmo tempo em que o combate fervia no térreo, um estrondo irrompeu subitamente no segundo andar!
O som de vidro estilhaçado rompeu o silêncio, e tudo mergulhou em quietude.
Uma criatura negra, parecida com um morcego e com asas de dois metros de envergadura, despencou do céu como um projétil, destruindo a janela do quarto de Morfeu e, ao adentrar, assumiu forma humana, lançando-se com uma lâmina reluzente sobre a cama!
Um estalo cortou o ar.
A cama de madeira foi partida em duas pela lâmina, uma força brutal e veloz transformando-a, junto a tudo sobre ela, em estilhaços sob um temporal de ataques. Porém, quando as penas do travesseiro caíram como neve, não havia sangue espalhado como o invasor esperava.
A luz da lua era pálida, a sede de sangue invisível.
No instante seguinte, a figura de Morfeu saltou do vigamento do teto, arremessando-se com velocidade triplicada sobre o invasor diante da cama!
Um golpe surdo.
Seu joelho atingiu violentamente a nuca do oponente, a mão esquerda encontrou a cabeça inimiga na penumbra, enquanto a direita cravou a adaga sob a orelha direita, penetrando até o cabo no peito do adversário.
Um só golpe, mortal.
A sombra recém-ereta foi esmagada de cima para baixo; ao erguer-se, Morfeu tinha nas mãos uma cabeça separada do corpo retorcido no chão.
Foi uma luta silenciosa, sem palavras, sem duelo, apenas ataque e contra-ataque, como cães e lobos, tudo em três segundos.
De repente, o corpo sangrante se desfez em dezenas de criaturas negras. Morfeu apurou o olhar: eram morcegos mortos.
Sanguinários... aquela raça abandonada por Deus aparecera ali?
A cabeça em sua mão exibia um espanto extremo, incapaz de crer na morte súbita—Morfeu, oculto nas sombras conhecidas como “Manto do Vampiro”, escapara da percepção de um senhor sanguinário, e sua adaga, com velocidade inumana, perfurara o coração e, num só movimento, degolara o inimigo.
Crueldade?
Sem ela, Morfeu teria morrido incontáveis vezes na floresta.
A porta de madeira se abriu e o velho mordomo, de semblante severo, entrou sem dizer palavra. Ao levantar a mão, Morfeu percebeu algo e saltou de lado.
Ao olhar para trás, viu que quase fora atingido por outra sombra que irrompeu pela janela destruída!
Se não fosse por seu reflexo, aquela lâmina prateada teria decapitado Morfeu sem hesitar. Não tinha dúvidas sobre a força e agilidade do adversário, muito superior ao anterior.
O velho mordomo permaneceu diante da lâmina, erguendo apenas a mão esquerda, e o agressor, indistinguível à vista, foi detido no ar como se atingido por um aríete!
A força brutal torceu o corpo do invasor, sem que o mordomo precisasse exibir armas—ele sequer usou uma!
Intimidação?
Morfeu já presenciara bestas das selvas despedaçando elefantes de cinco metros, e besouros gigantes perfurando presas com ar comprimido. Nada ali o surpreendia, mas aquilo despertou nele uma admiração inédita.
O poder humano podia chegar a tanto?
O corpo distorcido, em pleno voo, transformou-se em morcegos negros, que logo tomaram a forma de um homem de meia-idade, altivo e aterrorizado.
Trajando um impecável uniforme nobre, pele pálida e presas expostas, o agressor olhou para o mordomo impassível, respirando com dificuldade.
“Diante de um fiel, ainda insiste em teus atos vis e desprezíveis?”
“Os sanguinários não são inimigos diretos da Igreja, modere suas palavras, tu és apenas um criado.”
Inesperadamente, o vampiro parecia calmo. Nas lendas do Império, esses seres das sombras sempre foram modelos de nobreza, e sua postura agora justificava um pouco da fama. Mas não o suficiente para intimidar o mordomo de uma casa ducal.
Morfeu, atento, percebeu o movimento do braço do mordomo e rolou para longe—compreendendo de imediato que a batalha diante dele era como o duelo mortal de bestas mágicas por território na floresta.
Ele não tinha lugar naquela luta.
Explosão!
Sua avaliação se provou correta—o impacto destruiu a janela e deixou uma rachadura na parede inteira. O atacante desapareceu sem deixar vestígio.
Logo, o mordomo surgiu diante de Morfeu, lançando um soco impossível no instante exato em que o vampiro ressurgia ao lado do jovem. O golpe, acompanhado por uma onda de choque, lançou Morfeu contra a parede, enquanto o vampiro caiu sem vida ao chão.
“Esses hereges deviam ser queimados na cruz”, murmurou o mordomo, encarando o corpo imóvel, antes de erguer lentamente a mão direita—pela primeira vez, Morfeu via-o atacar com essa mão.
Um golpe aparentemente comum, mas, num estrondo seco, o vampiro, que tentava se levantar, foi atingido e seu corpo explodiu em uma massa sangrenta, espalhando-se pelo quarto.
O cheiro de sangue preencheu o ar, e Morfeu ficou paralisado por três segundos ante o impacto.
“Senhor...”
“Como preferir”, respondeu Morfeu sem hesitar, deixando a decisão ao mordomo, enquanto se levantava, as vestes ainda manchadas pelo sangue fresco do vampiro. Esfregou o rosto com força e silenciou.
O mordomo, após breve silêncio, curvou-se para recolher um pequeno objeto embrulhado em um resquício do chão, envolveu-o em seu lenço limpo e, com um gesto respeitoso, convidou Morfeu a descer.
A batalha no térreo já terminara.