Capítulo Onze: O Nobre na Noite Escura, o Altivo Imortal

Cetro Negro Asa da Morte Nassarion 3224 palavras 2026-02-07 18:49:40

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A poeira pairava no ar, e a terra sob os pés de Morpheus tremia violentamente naquele momento!

Foi ali que, parado atrás da fileira de guardas das famílias, Morpheus compreendeu de fato o quão insignificante era o poder individual no campo de batalha.

Mesmo o mestre espadachim capaz de lançar cavaleiros de armadura pesada pelos ares não conseguiu resistir ao impacto dos inimigos, que avançavam como uma torrente negra; foi atingido por uma lança e lançado longe!

Espadas giravam, ondas invisíveis cortavam o ar, clarões saltavam nas sombras e crepitavam pelo vale abafado. Morpheus baixou o centro de gravidade, apertou a adaga na mão, prendeu a respiração e fixou o olhar.

Cavaleiros vestidos de negro investiam sem cessar contra a linha formada pelos espadachins. Usavam mantos escuros, e os relinchos das montarias cortavam os ouvidos, misturados aos gritos de guerra ensurdecedores. Embora a linha fosse invadida e corroída, ainda não colapsara!

“Bang!”

Justo quando Morpheus se preparava para atacar os cavaleiros que flanqueavam, o velho mordomo desferiu de súbito um soco ao seu lado. O baque abafado, junto com o espirrar de carne e sangue, tingiu de vermelho a roupa limpa de Morpheus num instante!

O inimigo, desfigurado, caiu ao pó sem sequer tocar na barra das vestes de Morpheus.

Um combate desesperado!

Esta não era uma ofensiva comum; a formação em cunha servia para reduzir o impacto sofrido pela infantaria diante dos cavaleiros, mas os cavaleiros que emergiam incessantemente das trevas já começavam a desgastar a ponta dessa formação.

“Clang!”

O som indescritível de uma espada sendo desembainhada ressoou como trovão, mesmo naquele ambiente caótico!

Pafa Reno, o velho mordomo do ducado, desembainhou pela primeira vez sua espada longa—Morpheus nem sequer viu de onde ela surgiu. Quando virou o rosto, um clarão branco cortou o ar!

Era como um arco de foice, branco, a lâmina passando e nenhum homem podia resistir.

O som de corpos separados ressoou, então, por um instante, o campo de batalha à frente mergulhou em silêncio. Os inimigos à frente tombaram como feixes de trigo colhido, transformando-se em pedaços rolando pelo chão!

O mordomo avançou, e a espada longa interceptou de súbito, bem à frente de Morpheus, uma segunda lâmina surgida do vazio, detendo-a a meio palmo do rosto de Morpheus—a ponto de o vento cortante eriçar-lhe os cabelos, mas sem lhe fazer pestanejar.

O mordomo bloqueou o ataque do assassino. O vampiro vestido com manto púrpura escuro, empunhando uma longa e fina espada prateada, exibia o rosto pálido, idêntico ao dos dois assassinos mortos no dia anterior, mas emanava uma aura ainda mais cruel e poderosa!

“Ha!”

Pafa rugiu, sua espada desenhando rastros ilusórios no ar. Faíscas do choque metálico dançavam diante de Morpheus, e a pura força e velocidade assustadora o fizeram compreender... aquele campo de batalha não era para suas mãos.

Mas ele ficaria ali parado?

Enquanto o velho mordomo enfrentava o poderoso vampiro, a figura de Morpheus desapareceu por trás de Pafa.

Neste mundo, a única coisa em que se pode confiar é em si mesmo; Morpheus jamais esqueceria disso, mesmo com a força dos criados.

A contra-carga dos cavaleiros guarda já se iniciava, o caos envolvia o campo, e sombras negras voavam pelo céu—morcegos gigantes que, a cada ataque, caíam em bando sobre algum espadachim. As dezenas de mordidas logo deixavam uma mancha de carne e sangue. Agachado rente ao chão, Morpheus observava o campo, então sacou a adaga e a brandiu para a direita—um morcego do tamanho do torso dele foi partido ao meio. Antes que pudesse reagir, uma explosão ao longe, trazendo uma onda de choque, quase o lançou ao chão, fazendo o terreno inteiro estremecer!

O velho mordomo parecia ter conseguido vantagem.

Ao voltar o olhar para Pafa, Morpheus viu sua visão ser subitamente encoberta por um manto de faixas prateadas e negras.

“Esconder-se covardemente na retaguarda não é digno de um nobre.”

Fria, irônica, uma risada sutil. O homem diante dele não exibia emoções. Em meio ao campo de batalha, parecia alheio ao caos e ao barulho ao redor. Seus dedos longos e pálidos terminavam em unhas afiadas. Não havia monstruosidade ou maldade, apenas uma elegância própria dos nobres.

Morpheus não desperdiçou palavras; atacou em linha reta com a adaga, veloz como um raio!

“Clack!”

O vampiro apareceu de repente ao seu lado—Morpheus nem viu como ele se moveu—e o pulso dele foi firmemente agarrado.

“A cabeça de um herdeiro da família Windesol vale cinco mil moedas de ouro astecas, mas neste momento não vejo nada em ti que valha meu esforço.”

Um nobre da noite, um orgulhoso imortal.

“Tin…”

A adaga de Morpheus caiu ao chão, não suportando o aperto implacável do adversário. O som agudo fez o vampiro deter por um instante o gesto de erguer a mão para matar o jovem.

A mão pálida se fechou no ar sobre a adaga caída, que voou até sua palma em um lampejo prateado. O vampiro semicerrava os olhos, examinando o entalhe do punho como se nada mais existisse ao redor.

“Puf!”

Morpheus não se resignou à morte. Com a mão esquerda, sacou sem hesitar a adaga que recebera do Conde Blair e a cravou no abdômen do vampiro!

“A pontaria é aceitável, mas um humano comum, sem condensar energia cristalina, não pode ativar a magia desta adaga.”

A voz fria fez Morpheus gelar até os ossos. E aquela adaga, cravada fundo, parecia presa por alguma força e não se movia!

Mas a próxima frase foi estranha:

“A quem pertence esta adaga?”

Morpheus permaneceu calado—de que adiantaria responder?

Não diria nada. Morpheus sabia... o velho Dom Quixote não precisava de mais problemas.

O vampiro que o segurava pelo pulso não perdeu tempo, semicerrando os olhos. Num gesto, como se brandisse um chicote, lançou Morpheus ao alto e o atirou com força ao chão!

“Bang!”

Dor lancinante!

A ferida nas costas ainda não cicatrizara, e o impacto fez Morpheus morder os lábios—a certeza era clara: quebrara a escápula e o braço ao cair!

Suas roupas nobres estavam imundas de poeira. O vampiro, que o tratava como um brinquedo, olhou-o de cima a baixo e murmurou em tom baixo:

“Pensaste que se pode vestir um traje de honra sem pagar o preço?”

Logo depois, ergueu o braço e aparou, com a própria carne, o golpe de espada do mordomo que corria veloz em seu socorro!

“Clang!”

Antes que Pafa pudesse atacar de novo, uma onda de choque lançou-o ao longe!

“O quê?!”

Rastejando no chão, o velho Pafa exclamou, perplexo: jamais imaginara quem poderia contratar um vampiro de nível ducal como aquele! Um vampiro desse grau tinha poder comparável ao auge dos Windesol! Ou seja, equivalia a um mestre santo da ordem dos espadachins!

Mesmo uma família influente como os Cristóvão não conseguiria contratar um assassino desse calibre! Em todo o reino de Gondoslan, não havia mais de dez vampiros de nível de conde, e jamais se ouvira falar de um duque agindo assim!

Será que… o verdadeiro mandante era outro?

A faixa prateada sobre o manto negro dava ao vampiro parado ali uma nobreza inigualável. O brasão arrancado do peito impedia Pafa de identificar a família de origem… mas, ao tentar se erguer para lutar de novo, percebeu que algo chamara a atenção do adversário.

Morpheus, ainda preso pelo pulso como um coelho, foi erguido no ar. A manga do manto escorregou, revelando, no braço do jovem, uma runa mágica apagada, quase imperceptível.

O gesto do vampiro congelou por um instante. Sem hesitar, com a outra mão, rasgou a camisa de Morpheus no peito.

O tecido se abriu num corte longo, sem ferir a pele, uma precisão e controle de força que atestavam seu poder—mas, ao ver a runa mágica no corpo de Morpheus, o vampiro arregalou os olhos sem disfarçar!

“Maldição!”

O vampiro praguejou com tom estranho e, de súbito, largou o pulso de Morpheus, como quem solta uma brasa. Antes que o rapaz pudesse erguer a cabeça para ver quem era, ele desapareceu!

Ao mesmo tempo, os morcegos negros que voavam pelo campo recuaram para longe, levando consigo os cavaleiros silenciosos que também sumiram na noite.

“Tin…”

No chão restou apenas a adaga mágica, com traços de sangue em sua lâmina fria, agora manchada pela poeira do campo.