As flores de tâmara já desabrocharam. (Parte Um)
— Há pessoas e situações que, quando deveriam ser valorizadas, não o são; e só quando o chá esfria e o sentimento se desvanece é que nos arrependemos amargamente.
No mundo, existem esperas que, ao longo do tempo, se dissipam; além das boas lembranças, nada mais resta.
“Mas, você já pensou bem? No caminho à frente, você ainda vai enfrentar situações como essa. Você realmente aguenta?”
Mu Qingge baixou levemente as sobrancelhas, desviando o olhar para o rosto ainda um pouco inocente de Shui Jintuo.
A moça era realmente bonita, não era à toa que fora importunada.
Na correria do momento, ele não havia reparado em sua aparência, mas agora, ao observá-la com calma, achava-a cada vez mais encantadora e cheia de vida.
Um vestido longo azul-turquesa realçava sua pele clara; seu rosto redondo tinha duas pequenas covinhas delicadas; as pálpebras finas davam-lhe um ar vivo e animado; seus cabelos negros estavam presos de maneira simples em duas tranças laterais, amarradas com fitas de cetim azul, conferindo-lhe uma aura luminosa e despreocupada.
“Bem... é que... não precisa se preocupar, irmão Chu.” Os grandes olhos cintilantes de Shui Jintuo continham um leve rubor; ela fez uma careta tímida e disse: “Na verdade, aquele homem que você viu agora é meu futuro marido...”
“O quê?”
Mu Qingge ficou boquiaberto, quase gaguejando.
Enquanto o casal se divertia animadamente, ele, sem pensar, havia tirado a moça de lá; por um instante, chegou a se achar um herói, mas tudo não passava de um grande engano.
“Descul... desculpe, irmão Chu... não fiz por mal...”
Ao ver a expressão cada vez mais sombria de Mu Qingge, Shui Jintuo quase engasgou com o chá de tanta vergonha.
“Quer uma explicação adequada!”
Com o rosto carregado, Mu Qingge apertou a xícara.
As veias na testa pulsavam enquanto seu coração se inflamava de raiva.
“Por favor, irmão mais velho... não fique bravo... de... deixa eu te explicar...”
Shui Jintuo fez bico, sentindo o coração disparar.
Ela, a jovem senhorita da família Shui, nunca teve medo de ninguém, nem agiu com tanta reverência para alguém, exceto para seu pai obstinado e seu noivo teimoso — e agora havia também esse ‘bem-intencionado’ Chu Yunruo. Que dor de cabeça.
“Fale logo!” Murmurou Mu Qingge com um suspiro, resignado.
Diante da expressão tão triste de Shui Jintuo, ele, como homem, não podia simplesmente repreender a jovem.
“Tudo culpa do meu pai, que acha que sou muito inquieta e barulhenta, e insiste em me mandar embora rápido!” Ela fez bico, sentindo-se muito injustiçada, mas logo mudou o tom: “Qingyuan Shu é amigo do meu irmão; desde que se conheceram, estão inseparáveis. Com isso, naturalmente eu e o ‘quase perdido’ nos tornamos um pouco mais próximos que os outros.”
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Há coisas e pessoas que, por mais que insistamos, inexplicavelmente queremos desistir. Seja escrever, seja outras coisas, sempre haverá momentos de perda de confiança. Nesses momentos, vale a pena dizer a si mesmo: se é algo que você gosta, algo que queria fazer bem, esforce-se para realizar. Porque é algo que você ama, que escolheu, mesmo que falhe, as consequências não serão tão ruins; sempre haverá momentos belos que serão recompensas inesperadas.
Se estas palavras puderem tocar um pouco sua alma, por favor, mexa seus dedos e as guarde! Muito obrigado~