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O processo de gravação também foi bastante longo; anteriormente, todas as gravações eram feitas de uma só vez com sucesso, porém a gravação da "Técnica de Planar" exigiu que Fogo Ardente a dividisse em três etapas para concluí-la.
"Potência máxima!" gritou Fogo Ardente, e todas as estrelas ilusórias começaram a brilhar intensamente, liberando seu poder máximo para energizar o novo modelo de habilidade. Na superfície de seu corpo, fluxos de luz misteriosos se entrelaçavam, e era possível ouvir sons cortando o ar; de vez em quando, um arco elétrico saltava e atingia o solo. Era a potência total de quase duzentas estrelas ilusórias!
"Continue firme! Vá com mais força!" instou o mestre Treleck, observando com tensão ao lado. "Assim! Aos poucos! Não tenha pressa!"
"Ahhh!" Fogo Ardente cerrou os dentes, aumentando gradualmente a potência, até que os fluxos de luz começaram a se dissipar, e todo o seu corpo irradiava uma cor peculiar.
A energia colossal agitava-se dentro do modelo de habilidade, composto por dezesseis estrelas ilusórias, e à medida que a potência crescia, atingiu um ponto crítico!
Naquele instante, Fogo Ardente sentiu como se tivesse dado um passo além, entrando em um novo domínio.
"Ha!" Uma luz azul celeste explodiu de dentro de si, iluminando todo o campo de treinamento!
A "Técnica de Planar" havia sido ativada com sucesso!
Depois de um longo tempo, o fenômeno desapareceu, o modelo de habilidade se desfez e tudo voltou ao normal.
...
Como ninguém em Colônia tinha aprendido a "Técnica de Planar", o mestre Treleck só pôde encontrar algumas imagens antigas para que Fogo Ardente aprendesse. Observando aqueles vídeos embaçados, Fogo Ardente começou a compreender o estilo de combate dos Cavaleiros do Céu.
A razão pela qual eram chamados de Cavaleiros do Céu era principalmente porque, após aprenderem a "Técnica de Planar", seu modo de combate se tornava marcante.
Nas imagens, a figura pulava constantemente no ar, não voando, mas usando a técnica para prolongar seu tempo de sustentação. Seu oponente era um gigante de lava com trinta metros de altura; um combatente comum já teria sido consumido pela lava fluente, mas o Cavaleiro do Céu lidava com facilidade, usando as saliências mais resistentes como apoio e dançando ao redor do gigante.
Por não precisar tocar o solo, ele podia mudar de posição à vontade, dificultando ao gigante de lava, com seu corpo massivo, prever seus movimentos. O gigante só podia tentar, em vão, agarrá-lo, esperando que a sorte o trouxesse para baixo, mas o Cavaleiro do Céu era ágil demais, movendo-se incessantemente. Por fim, aproveitou uma oportunidade e cravou sua espada no núcleo do gigante.
A imagem terminou ali.
"Entendeu?" perguntou o mestre Treleck.
Fogo Ardente abaixou a cabeça, ponderando, tentando absorver aquele método de combate.
Apesar de se chamar "planar", o que se destacava era a capacidade de permanecer no ar por longos períodos, usando a habilidade para se apoiar e, em determinados ambientes de batalha, demonstrar um poder incomparável.
Depois de muito refletir, Fogo Ardente começou a treinar, saltando entre pilares e telhados.
Foi então que percebeu que todas as habilidades que Treleck o ensinara tinham propósitos especiais.
"O Ataque Relâmpago", uma técnica ofensiva irracional, podia oferecer deslocamento em situações de emergência. "Técnica de Leveza" o tornava mais ágil e aumentava o tempo de sustentação no ar. "Multi Conjuração" e "Aceleração Mental" lhe permitiam usar várias habilidades simultaneamente. Se encontrasse um inimigo difícil de derrotar, podia recorrer à "Espada de Impulso" e ao "Golpe de Meteorito" enquanto estava no ar para mudar o rumo da batalha.
Quanto ao "Investida Relâmpago", era a habilidade ideal para combinar com a "Técnica de Planar", transformando uma habilidade bidimensional em tridimensional, um salto enorme!
Fogo Ardente experimentava diferentes combinações, treinando sem cessar, enfrentando às vezes o mestre Treleck para integrar as habilidades ao combate real.
Sem qualquer referência, só lhe restava aprender sozinho, passo a passo.
"No caminho dos Cavaleiros do Céu, ninguém mais pode lhe orientar; tudo depende de você!" declarou o mestre Treleck.
Fogo Ardente treinou quase todo o dia, até que Mente veio procurá-lo; só então ele conseguiu, de forma precária, dominar a habilidade.
Despediu-se do mestre Treleck e decidiu que, após o almoço, voltaria para continuar os treinos e gravar outra habilidade, a "Lança Celeste".
...
"Uau! Então agora você pode voar?" Mente arregalou os olhos.
"Planar, na verdade! Não é bem voar; só consigo ficar mais tempo no ar que os outros," respondeu Fogo Ardente, coçando a cabeça.
Naquele momento, estavam na Cidade Baixa; Mente levou Fogo Ardente furtivamente a um pequeno estabelecimento de um nativo, escapando da ordem de silêncio do líder do grupo e aproveitando para experimentar a autêntica culinária local. Raramente combatentes iam à Cidade Baixa para comer, então não se preocupavam em serem reconhecidos.
A região da planície da Cidade Baixa era habitada principalmente por civis, o que trouxe a Fogo Ardente uma nova perspectiva. Embora fizesse parte do núcleo da cidade, ali os habitantes passavam a maior parte do tempo trabalhando em oficinas ou ajudando nas lojas, muitos dedicando-se a serviços para os moradores da Cidade Alta — incluindo os jogadores, que chamavam de "senhores combatentes".
No caminho, viu idosos e mulheres realizando tarefas manuais simples na porta de casa, crianças despreocupadas brincando em grupos, com brinquedos improvisados, às vezes até de barro misturado com urina. Crianças mais travessas eram ocasionalmente perseguidas pelos familiares, que os puxavam pela orelha de volta para casa.
Apesar da pobreza, o ambiente era pacífico e vibrante.
Mente fez o pedido e os dois retomaram a conversa.
"Claro que é voar! Veja, existem três formas de voar na realidade. A primeira é o foguete, usando propulsão. A segunda são hélices, aproveitando as correntes ascendentes. E a terceira é o avião, que, na verdade, tem estrutura de um planador; o motor só fornece impulso!" explicou Mente, contando nos dedos. "O foguete seria como a magia de voo, as hélices como feitiços de invocação de asas, e o seu caso é igual ao avião comum!"
"Embora cada método tenha vantagens e desvantagens, o mais econômico e versátil é o avião, que utiliza o princípio do planar, não é mesmo?"
Fogo Ardente achou que fazia sentido, mas reconheceu sua maior fraqueza.
"Mesmo assim, sou só um planador; falta a peça essencial para virar um avião — um motor a jato, ou até mesmo o mais simples motor de hélice," disse, abrindo as mãos.
"É verdade... Mas não dá para usar magia, como lâminas de ar, para propulsão?" questionou Mente, piscando.
"Claro que não! Amelia já explicou: a magia parece ser lançada, mas não exerce força sobre objetos reais; só afeta o mundo quando é ativada. Eu já tentei, não funciona. Só magias específicas de voo conseguem gerar propulsão. E aprender magia de voo é muito difícil, pois é de nível avançado," respondeu Fogo Ardente, balançando a cabeça.
"Eu nunca entendi como a magia funciona!" Mente riu. "Mas falando de propulsão... tenho uma ideia, quer tentar? É uma técnica secreta da Guilda dos Batedores!"
Ao ouvir isso, Fogo Ardente ficou curioso.