Quarenta e oito: O truque das dez estrelas ilusórias "Aceleração do Pensamento" (1) Peço que adicionem aos favoritos e votem.
Chama ardente segurava a caixa de refeições enquanto concluía o processo de atualização, e então dirigiu-se à sala de oração de Leila. Ao abrir a porta, deparou-se com as duas pendurando cordas nas colunas e escalando-as para cima e para baixo.
— O que vocês estão fazendo, um show de macacos? — Chama ardente cobriu o rosto, incrédula.
— Ah, você chegou! — Mint saltou alegremente da coluna.
— O que é isso? — Chama ardente colocou a caixa sobre a mesa.
— A senhorita Hortelã está me ensinando a usar equipamentos de corda! É incrível! — Leila também largou a corda e correu até elas.
— Vocês parecem bem relaxadas, mas eu fui espancada pelas fadas! — Chama ardente reclamou, contando em detalhes o que acontecera na loja de doces. As duas se divertiram tanto ouvindo a história que riram até se curvar sobre a mesa.
— Nini vive aprontando coisas absurdas, não leve isso tão a sério! Hahahaha! — Mint disse entre risos.
— São só crianças, como eu poderia me importar com elas? — Chama ardente tocou o rosto, sentindo ainda uma dor semelhante a agulhadas. — Só que foi como ir à creche e ser atacada por pestinhas. Me deixou frustrada!
As duas meninas não conseguiam parar de rir.
— Nini já tem mais de cem anos, na verdade você é a criança aqui! — Mint zombou.
— O quê? Mais de cem anos?! — Chama ardente sentiu-se ainda mais confusa.
— Mas as fadas têm ciclos de crescimento diferentes dos humanos. Seu intelecto permanece infantil, salvo algumas exceções, a maioria nunca passa de sete anos em maturidade. Então não se preocupe, encare como uma brincadeira com elas! — Mint explicou.
— Que inveja, poder brincar com essas fadas adoráveis… — Leila se apoiou na mesa, os olhos brilhando de expectativa. — Eu também quero brincar!
Pobre sacerdotisa reclusa, em seus dezoito anos de vida sempre lhe faltaram companheiros de brincadeira, e ela admirava aquelas criaturas nascidas para a diversão.
— No dia da fuga, vou pedir para Nini brincar com você! — Mint garantiu.
— Sim, sim! — Leila ficou radiante.
Então as três sentaram-se ao redor da pequena mesa para dividir a comida, todas famintas.
Mint também não queria voltar ao quartel para almoçar, afinal, os bolos e doces de Emíldora eram suficientes para saciar todas, então decidiram tornar aquilo o almoço. Leila olhava extasiada para aquelas comidas que nunca experimentara, os olhos brilhando como estrelas, quase salivando, esperando ansiosa pela partilha de Mint.
— Ah! Isso! — Mint exclamou de surpresa e tentou pegar algo, mas Chama ardente foi mais rápida e tomou para si.
— Que esperta! Como conseguiu comprar isso? — Mint, frustrada por não conseguir o pudim, apontou para a taça de cristal delicada. — Que raiva! Se soubesse, também teria escolhido esse! Você nem me avisou!
— Esqueça! Isso é minha compensação, não vou ceder para ninguém! — Chama ardente pensava nas surras que levou, além de ser acusada de nerd nojento. De jeito nenhum iria entregar para outra pessoa, nem para a senhorita Hortelã!
— Senhorita Hortelã, o que é isso? — Leila perguntou curiosa.
No rosto de Mint, havia inveja e ressentimento. Ela respondeu, indignada:
— Este é o doce exclusivo de Emíldora — Pudim do Orvalho Matinal! É preparado pela rainha das fadas, que coleta o orvalho da Árvore da Vida na Ilha Flutuante entre as nuvens, junto com outros ingredientes preciosos. Um pudim desses é raríssimo, difícil de encontrar até mesmo uma vez por mês! E essa criatura conseguiu um logo na primeira visita à Emíldora, que injustiça!
Chama ardente, no início, só não queria abrir mão do pudim por ser um presente das fadas, mas ao ouvir Mint explicar sua origem, passou a valorizar ainda mais. Saboreou-o tranquilamente sob os olhares invejosos das duas meninas, ignorando completamente o olhar ressentido de Mint.
O tesouro da rainha das fadas… O sabor era maravilhoso!
Leila piscou, sem grandes emoções. Ouviu a explicação, mas não se sentiu particularmente invejosa; afinal, ao provar doces pela primeira vez, já estava completamente derretida pela sensação, olhos perdidos no paraíso açucarado.
Após um tempo, tendo terminado de comer e beber, Chama ardente, com a ajuda de Leila, alcançou o nível 8.
'Nome de guerra: Chama ardente'
'VRIN: CN0409d3f25b0053'
'Nível: LV8'
'Guilda registrada: Guilda dos Rangers'
'Estrelas ilusórias: Força 18, Resistência 18, Explosão 18, Reflexo 18, Tenacidade 18, Agilidade 18, Raciocínio 18, Controle 18, Magia 16, ??? 8'
...
Despediu-se da sacerdotisa Leila e, junto de Mint, dirigiu-se à Guilda dos Mestres de Ilusões, pois o próximo talento a aprender era uma habilidade profissional — 'Aceleração Mental'.
— Aceleração Mental, hein… — Mint caminhava ao lado de Chama ardente, já habituada aos caminhos peculiares das habilidades do mentor dele. — Mais uma habilidade profissional!
Chama ardente corou:
— Sim, é isso mesmo…
— Será que vai acontecer de novo, como ontem? — Mint se inclinou para olhar o rosto envergonhado dele, provocando. — Você está ansioso, não está?
— Claro que não! — Chama ardente, ruborizado, apertou o punho e tossiu. — Parece ser uma habilidade de dez estrelas ilusórias, certo? Pelo nome, não parece tão poderosa…
— Bem… Só sei que Amélia, com essa habilidade, consegue desenhar dez esboços diferentes ao mesmo tempo!
— Amélia é impressionante! — Chama ardente admirou.
Ao chegar à Guilda dos Mestres de Ilusões, Chama ardente foi registrar-se, enquanto Mint foi procurar Amélia.
Por sorte, a Guilda dos Mestres de Ilusões não era tão complicada quanto a dos Magos; as habilidades profissionais não eram completamente exclusivas, e mesmo quem não era membro podia aprender, bastando ser aprovado pelo mentor em alguns processos de avaliação — depois do nível 10, havia outras vias para aprender talentos de diferentes guildas, e as restrições serviam apenas para impedir que aprendizes fossem excessivamente ambiciosos.
Num laboratório, Chama ardente encontrou sua mentora — Sela, a Mestra de Ilusões.
— Francamente, estou surpresa que a Guilda dos Rangers tenha solicitado aprender 'Aceleração Mental'. — Sela vestia uma túnica de feiticeira ajustada, realçando sua figura elegante. Sentada à mesa de experiências, apoiava o queixo observando Chama ardente.
— Também estou surpreso, nem sei para que serve essa habilidade. — Ele deu de ombros.
— Você é bem sincero. — Sela sorriu, indicando que ele se sentasse, e explicou: — 'Aceleração Mental' é uma habilidade profissional muito poderosa para os Mestres de Ilusões. Claro, seu poder se destaca apenas nas artes ilusórias, o que não é fácil de compreender para os outros, mas para aqueles que valorizam discrição e velocidade no lançamento de feitiços, é o melhor talento de suporte.
— Mesmo para os Mestres de Ilusões, essa habilidade só é ensinada aos que atingem o nível de magista. Pelo que sei, entre os combatentes, apenas uma pessoa domina esse talento ainda como aprendiz!
— E essa pessoa é a aprendiz Amélia!