47 Duendes e a Casa de Doces (1) Peço que adicionem aos favoritos e recomendem

Armas do Mundo Fantástico Fogo Escarlate Ardente 2456 palavras 2026-02-08 17:01:06

No caminho, Chama Ardente recebeu uma mensagem de Minthe, que, com mil e uma manhas, insistia para que ele lhe trouxesse doces.

“Querido, traz pra mim, vai! ~ Eu sou tão conhecida na loja, se for pessoalmente, com certeza vou ser reconhecida~ O capitão vai me dar uma bronca~”, dizia a mensagem de Minthe.

Chama Ardente sentiu uma gota de suor frio escorrer pela testa, sem saber nem por onde começar a comentar sobre todos os absurdos.

“Minha bolsa dobrável não serve pra transportar comida!”, respondeu ele.

A dele era uma bolsa de pele de dragão albina, feita especialmente para combate, sem aquelas funções de conservação e estabilidade que a de Minthe tinha. Se colocasse algo ali dentro, talvez quando tirasse só encontrasse punhais no lugar dos doces.

Logo veio outra mensagem de Minthe.

“Ai, por favorzinho, querido~ Só carrega pra mim, vai~ Beijinho (づ ̄ 3 ̄)づ”

Chama Ardente quase despencou da passarela, sentindo o suor frio escorrer incessantemente. Por favor, pare de agir assim!

Resignado diante da insistência de Minthe, Chama Ardente não teve escolha a não ser fazer um pequeno desvio no caminho para passar na lendária “Casa de Doces de Emíliard” e comprar guloseimas para Minthe e Leyla. Não era exatamente por causa das manhas da amiga, mas sim porque se lembrou de que Leyla nunca tinha provado – assim como ele próprio – aqueles doces famosos, e aproveitou a oportunidade para comprar para ela também.

A “Casa de Doces de Emíliard” era uma confeitaria administrada por pequenas fadas; tirando os atendentes e caixas, todos os cargos eram ocupados por elas. Todas as manhãs, a maioria das fadas de dentro e fora da cidade coletava néctar de flores especialmente para aquela loja.

O mel artesanal das fadas era um tesouro para qualquer amante de doces; diariamente, incontáveis jogadoras se reuniam ali em busca daquela satisfação mágica. Claro, havia também muitos homens. Jogadores normais agiam sem maiores problemas, mas havia alguns fanáticos espalhando o rumor de que os doces de Emíliard eram, na verdade, as fezes das fadas. Esses fanáticos corriam para comprar os doces assim que saíam frescos do forno, tratando-os como relíquias sagradas.

“Mel é o cocô das abelhas! Então, naturalmente, o das fadas também é delas! Viva o cocô cor-de-rosa!” – essa era a declaração pervertida de um dos líderes dos fanáticos, usando um enorme capacete cor-de-rosa, como uma extensão do amor às garotas de anime.

Pensando bem, até que fazia certo sentido... Mas, claro, qualquer cavalheiro de bom senso repudiaria veementemente esse tipo de comentário! Era preciso combater esses boatos com firmeza! Se encontrasse algum desses malucos espalhando tais rumores, era caso de sair no braço!

Chama Ardente, no entanto, nunca tinha ouvido falar desses boatos. Com total naturalidade, entrou na “Casa de Doces de Emíliard”, lotada de garotas.

“Dayle, Dayle! Tem cliente novo chegando!”, anunciou uma pequena figura cintilando em cores vivas, saltando à frente de Chama Ardente, com outras tantas figuras minúsculas flutuando ao redor.

Era uma fada de asas de borboleta, parecida com aquela do mago Peros, medindo pouco mais de dez centímetros, com o rosto redondo e levemente bochechudo, o corpo de contornos femininos humanos, só que reduzido em cem vezes. As fadas eram as queridinhas da natureza, nascidas nas ilhas flutuantes entre as nuvens, dotadas de um magnetismo natural pelos elementos mágicos.

Na antiguidade, magos viam as fadas como a fonte da magia e as chamavam de elementais, classificando-as conforme suas afinidades mágicas: terra, ar, água, fogo e outros. Só recentemente foi esclarecido que, na verdade, as fadas não tinham relação direta com a origem da magia.

No entanto, o costume de selar pactos com fadas continuou, e conquistar a confiança de uma delas não era tarefa fácil: exigia uma combinação perfeita de tempo, lugar e circunstâncias. Talvez por isso tantos fanáticos – principalmente de certo país insular – fossem obcecados em se tornar magos. Para esses aprendizes de intenções duvidosas, só resta mesmo desejar boa sorte.

Mas voltemos ao presente.

Ao som alegre das fadas, a funcionária chamada Dayle aproximou-se. Todas as atendentes da loja vestiam uniformes de empregada preto e branco – ideia de quem, ninguém sabia, mas o resultado era encantador.

“Bem-vindo à ‘Casa de Doces de Emíliard’, deseja consumir aqui ou levar para viagem?”, perguntou Dayle, com um sorriso impecável.

“Ah, olá.” O impacto visual deixou Chama Ardente um pouco nervoso. “Eu... quero para viagem. Poderia preparar as caixas, por favor?”

“Claro. É sua primeira vez aqui? Deseja que eu apresente o cardápio?”

“Não, não precisa. Vim buscar para uma amiga, ela já me disse o que queria. Eu mesmo escolho, obrigado.” Ele acenou com a mão.

“Então, por favor, escolha os doces enquanto pego as caixas. Coloque-os aqui dentro”, disse ela, entregando-lhe uma cesta.

Agradecendo, Chama Ardente pegou a cesta e, conferindo a lista, começou a selecionar os doces para Minthe e Leyla.

O que ele não imaginava era que já estava sendo observado pelas fadas.

Em sua própria língua, elas cochichavam entre si, circulando ao redor dele.

“Ouviram? Ele está comprando para outra pessoa!”

“Será que aqueles pervertidos ainda não desistiram?!”

“Que medo, que medo!” Uma das fadas começou a chorar.

“Dodo, Dodo, não chora!”, consolou outra.

“Não pode ser! Não podemos vender nossos doces pra eles!”, exclamou a fada de asas de borboleta, fechando os punhos com determinação.

“Nini tem razão! Chega de deixá-los se aproveitar!”

“Mas Dayle vai ficar brava, e ela briga feio!”

“Dayle não deixa ninguém maltratar os clientes! Ela bate em quem desobedecer!”

“E agora, vamos só deixar ele ir embora?”

“De jeito nenhum! Eles vão organizar aquelas reuniões esquisitas de novo!”

“Não podemos deixá-lo ir! São esses que dizem que nossos doces são nosso cocô!”, gritou Nini, indignada, com as mãos na cintura.

“Ah!” “Não!” “Socorro!” As fadas coraram, batiam as asinhas apressadas e cobriam os olhos, gritando em pânico.

“Irmãs! Para que nossos doces não sejam profanados, vamos dar uma lição nele!”, berrou Nini, liderando o ataque contra Chama Ardente.

“Vamos transformar ele num porquinho!”, responderam as fadas em coro, cerrando seus pequenos punhos e partindo atrás dela.

Chama Ardente, entretido escolhendo os doces, jamais poderia imaginar tal desastre. De repente, uma minúscula figura surgiu diante de seus olhos e, antes que pudesse reagir, levou um soco bem no nariz!

Apesar do tamanho, a fada era surpreendentemente forte. O golpe o pegou desprevenido; ele gritou de dor, levou a mão ao rosto e deixou a cesta cair no chão com um estrondo.

“Batem nele!” “Transformem em porquinho!” “Cocô de pervertido!” “Grande tarado!” As fadas o cercaram, socando e chutando com seus bracinhos e perninhas minúsculas.

“Ei... Espera... O que está acontecendo... Ai! Não nos olhos! Parem!”, gritou Chama Ardente, completamente aturdido com o ataque inesperado. Quando percebeu quem eram suas agressoras, não teve coragem de revidar, restando-lhe apenas apanhar.

Felizmente, ainda se lembrou de pedir socorro: “Ah... Por favor, parem... Está doendo... Senhorita Dayle! Socorro!”