30. Como escolher uma bolsa dobrável (por favor, adicione aos favoritos)

Armas do Mundo Fantástico Fogo Escarlate Ardente 2635 palavras 2026-02-08 16:58:27

Neste mundo, talvez nada provoque tanta empatia entre chineses e franceses quanto a busca pela gastronomia. Mesmo estando dentro do jogo, Chama Ardente se deleitava com prazer. Foie gras, panquecas e outros pratos indispensáveis estavam presentes, e até mesmo o caracol, que Chama Ardente experimentou corajosamente, revelou-se surpreendentemente saboroso. Havia também várias iguarias locais, que, embora fossem bem diferentes do mundo real e tivessem aparências excêntricas, agradavam pelo sabor.

Menta contribuiu com seu hidromel dos elfos do vento.

“Essa foi uma recompensa que ganhei nas terras dos elfos do vento, resta muito pouco.” Menta sacudiu o delicado frasco de cerâmica e suspirou. “Acho que preciso voltar lá.”

Chama Ardente bebia devagar, apreciando cada gole. Da última vez, bebeu tão rápido que não conseguiu saborear, mas agora percebia nuances diferentes. “Essa sensação... é energia de estrela fantástica?”

“Isso mesmo!” Menta ergueu o queixo com orgulho. “Se beber o frasco inteiro, ganha uma estrela fantástica completa de agilidade! Mas vai ficar embriagado por três dias e três noites!”

“Que bebida extraordinária!” Chama Ardente admirou. Já conhecia a dificuldade de obter estrelas fantásticas de alto nível, e para jogadores como Menta, itens que aumentam essa energia têm valor incalculável.

“Mas provavelmente será difícil conseguir mais, só resta contar com a sorte.” Menta encolheu os ombros, guardando o frasco em sua pequena bolsa na cintura.

“Ah, quase esqueci!” Menta exclamou repentinamente. “Depois, vou te levar para comprar uma bolsa dobrável!”

“Bolsa dobrável?” Chama Ardente ficou surpreso, erguendo sua bolsa militar na cintura. “Você quer dizer isto?”

Durante as batalhas, não achava ruim, mas agora, comparando à pequena bolsa de Menta, parecia antiquada e fora de moda.

“Exatamente!” Menta apontou para a bolsa militar, com uma expressão de desdém. “Essa é usada pelo grupo de apoio para carregar bugigangas, é horrível! Um jogador de elite não pode usar uma coisa dessas! Depois vou te ajudar a escolher uma bem estilosa!”

A chamada bolsa dobrável é aquela capaz de ocultar o volume dos objetos, mas sem eliminar o peso. Na última batalha, só havia uma bolsa militar disponível para Chama Ardente, própria para o grupo de apoio armazenar os espólios, e Menta já não suportava mais aquele item feioso.

Após comerem e beberem, os dois foram ao distrito comercial, entrando numa loja de artigos para combatentes.

“Bem-vindos!” A atendente cumprimentou com entusiasmo, uma jovem nativa vestida com um traje típico de Colônia, elegante e prática.

“Gostaríamos de ver bolsas dobráveis masculinas.” Menta pediu.

“Claro, por aqui!” A atendente indicou com a mão.

As bolsas dobráveis variam de tamanho. As do grupo de apoio são grandes, pois precisam comportar itens volumosos; se a abertura não for suficiente, nada entra.

Contudo, o tamanho da bolsa pouco interfere na capacidade de armazenamento: até numa bolsa do tamanho de uma carteira, pode-se colocar uma carroça inteira de água sagrada — desde que se consiga carregar o peso, pois a bolsa não alivia em nada.

O material da bolsa também influencia. As de lona ou tecido grosso, como as de combate, só permitem encantamentos de resistência ao desgaste e dificultam a organização de itens pequenos.

Já bolsas feitas com materiais especiais — como a de Menta, confeccionada com seda de orvalho dos elfos do vento — podem receber encantamentos de estabilidade e temperatura, além de um círculo mágico de categorização, permitindo retirar rapidamente os itens necessários em combate, especialmente as flechas.

Essa loja não vendia bolsas comuns; as de seda, veludo, couro de rinoceronte, de boi ou de lobo eram consideradas produtos básicos. Havia também bolsas artesanais dos elfos do vento, como a de Menta, mas os preços assustavam Chama Ardente. Os modelos feitos com peles de criaturas mágicas tinham preços e funções variadas, e o mais especial era o confeccionado com couro de dragão negro: além de excelente defesa, permitia guardar escudos e armaduras volumosas, ignorando o tamanho, mas o preço era exorbitante.

Chama Ardente se encantou com uma bolsa dobrável de pele de dragão branco. Ao tocá-la, sentiu-se imediatamente atraído. O visual era estiloso e as funções práticas: podia expandir um cubo mágico de armas dentro da bolsa e trazê-lo à mão, perfeito para uso rápido! Contudo, não tinha os encantamentos de estabilidade ou temperatura.

“Gostou dessa?” Menta perguntou sorrindo.

“Sim! É muito prática!” Chama Ardente brincava de colocar e retirar uma pequena faca, divertindo-se. “Mas... acho que não tenho dinheiro!”

“Haha! A irmã te banca!” Menta brincou, apoiando-se no ombro de Chama Ardente e arranhando seu rosto com as unhas.

Chama Ardente revirou os olhos, já acostumado com as provocações de Menta. Ao ver o preço, ficou espantado.

“Mil e oitocentos moedas de ouro Écora? Quanto gastamos na refeição?”

“Só cinco!” Menta sacudiu sua bolsa de moedas, pegou duas carteiras douradas e entregou à atendente.

“Não é caro demais?” Chama Ardente hesitou.

“Para nós, jogadores, esse dinheiro não é nada. Somos combatentes! Se algo aumenta nossa força, vale a pena gastar, por mais caro que seja.” Menta explicou. “Para os nativos comuns, uma moeda de ouro Écora sustenta uma família por um mês, mas para jogadores, basta caçar alguns ratos de pelo duro fora da cidade — no fim, só precisa comprar cinco frascos de água sagrada.”

“Então, se você tem capacidade, ganhar dinheiro é fácil. Não hesite em investir em equipamentos!” Menta balançou o dedo. “E esse dinheiro é seu! O líder te adiantou cinco mil moedas de ouro Écora como capital inicial. É seu pagamento, use sem preocupação!”

“Obrigado pela preferência!” A atendente trouxe o recibo e o troco, duzentas moedas de ouro numa pequena bolsa.

Menta pegou, adicionou três carteiras douradas e entregou a Chama Ardente. “Guarde bem, isso é seu patrimônio.”

Chama Ardente já conhecia o valor das moedas de ouro Écora. Sabia que o grupo havia tido uma excelente colheita, mas não esperava que Julien fosse tão generoso ao lhe atribuir cinco mil moedas. Afinal, derrotar o exército do abismo não foi obra de um só, e embora tivesse grande mérito, o grupo também contribuiu muito.

Ele pesou a bolsa de moedas, conteve a emoção e guardou-a na bolsa dobrável.

No espaço da bolsa, a carteira se fixou automaticamente em um compartimento, deixando o resto vazio. Era o círculo mágico de categorização funcionando.

“Pode guardar todos seus itens aí, jogue fora aquela bolsa feia!” Menta olhou para a bolsa militar de Chama Ardente e fez uma careta, quase sentindo os olhos arderem.

“Não posso jogar fora, custou duas moedas de ouro Écora.” Chama Ardente retirou seus pertences, dobrou a bolsa militar e preparou-se para devolvê-la ao tio Fernande.

Menta revirou os olhos, mas não disse nada.

Os pertences de Chama Ardente eram poucos: uma bolsa de medicamentos com doze frascos de água sagrada, algumas pedras mágicas como troféus da primeira batalha, duas espadas longas de reserva, uma curta e uma adaga, todas escolhidas por Menta no início da jornada. Os itens mais importantes eram os cubos mágicos da armadura e da espada do milagre, ainda não equipáveis, apenas admirados à distância.

Ele colocou tudo na nova bolsa dobrável e imediatamente sentiu o peso aumentar. Prendeu a bolsa branca à cintura, movimentou-se e percebeu que, apesar do peso, não atrapalhava em nada. Testou duas vezes a função de equipar armas rapidamente e ficou eufórico.

“Muito melhor agora!” Menta tocou o queixo, satisfeita. “Vamos ao sindicato dos guardiões agora!”