37 O Fogo Ardente de Nível 2 (1) (Peço que adicionem aos favoritos e recomendem)
Depois de um dia, Fogo Ardente retornou à Guilda dos Escolhidos, indo novamente à sala de preces da sacerdotisa. Ela sorria suavemente, irradiando uma aura sagrada enquanto permanecia ao lado do altar de pedra.
— Senhorita Sacerdotisa, desculpe incomodar mais uma vez! — Fogo Ardente disse com cortesia, deitando-se de bruços sobre o altar, sem camisa.
A sacerdotisa assentiu gentilmente, aproximando-se com passos suaves, mantendo uma das mãos suspensa sobre as costas de Fogo Ardente, e começou a entoar cânticos divinos.
À medida que sua voz ressoava, modulada e melodiosa, uma luz desceu do alto, banhando as costas de Fogo Ardente e o altar. Uma a uma, estrelas ilusórias emergiam de suas costas.
‘Nome de Batalha: Fogo Ardente’
‘VRIN: CN0409d3f25b0053’
‘Nível: NV1’
‘Guilda Registrada: Guilda dos Vigilantes’
‘Estrelas Ilusórias: Força 3, Vigor 3, Explosão 3, Reflexos 3, Resistência 3, Astúcia 3, Raciocínio 3, Controle 3, Magia 3’
‘Habilidades Dominadas: Maestria em Armas, Técnica de Agilidade, Reflexo do Vazio’
— Muito bem, senhor Fogo Ardente! — a voz da sacerdotisa soou doce. — Agora você já pode ascender ao NV2. Deseja subir de nível neste momento?
— Sim, peço sua ajuda, senhorita sacerdotisa! — respondeu Fogo Ardente com um aceno.
— Então, prepare-se, vamos começar. — E novamente ela entoou palavras sagradas. As costas de Fogo Ardente brilharam intensamente, todas as estrelas ilusórias giravam vertiginosamente ao redor de um único ponto, tornando-se apenas uma massa de luz pulsante, cada vez mais intensa. Por fim, um estrondo eclodiu, as estrelas se dispersaram e reluziram em suas costas. Não era preciso contar para perceber: o número de estrelas havia aumentado.
‘Nome de Batalha: Fogo Ardente’
‘VRIN: CN0409d3f25b0053’
‘Nível: NV2’
‘Guilda Registrada: Guilda dos Vigilantes’
‘Estrelas Ilusórias: Força 5, Vigor 5, Explosão 5, Reflexos 5, Resistência 5, Astúcia 5, Raciocínio 5, Controle 5, Magia 5, ??? 1’
Fogo Ardente havia se tornado finalmente um combatente de nível dois.
Satisfeito, ele consultou seu cartão estelar e notou uma estrela diferente das demais, sem nome.
— Senhorita sacerdotisa, por que tenho uma estrela sem nome?
Ela olhou de relance e respondeu com tranquilidade:
— Essas coisas... nem mesmo eu sei explicar.
— Mas... você não é sacerdotisa da Guilda dos Escolhidos? — Fogo Ardente perguntou, um tanto desconcertado.
— Mesmo sacerdotes não sabem de tudo, sabia? — ela abriu os braços, ainda com aquele tom despreocupado. — Se quer saber, procure o Mentor dos Vigilantes, ele é muito mais experiente! Eu nunca saí do distrito do templo, queria tanto poder conhecer mais do mundo...
Fogo Ardente e Meint trocaram olhares, sentindo um frio na espinha. Ao que parecia, a sacerdotisa não estava muito satisfeita com o próprio emprego — o que teria acontecido para tal desânimo?
Melhor não provocar mais.
“Depois pergunto ao Trilec!” pensou Fogo Ardente.
Vestiu-se rapidamente, colocando a armadura leve, e saiu da Guilda dos Escolhidos junto de Meint, que estava corada.
Já era hora de comer alguma coisa. Decidiram procurar um restaurante antes de seguir com o dia. Desta vez foram a um estabelecimento de nativos; embora não fosse refinado, ouvira-se falar das linguiças de porco do local, e Meint quis que Fogo Ardente provasse.
O restaurante era espaçoso, de estilo rústico, com balcões, mesas e bancos de madeira maciça. Não que não pudessem construir móveis mais leves, mas como quase todos os clientes eram combatentes ou mercenários, tornar as mesas e cadeiras pesadas ajudava a evitar que as usassem para iniciar confusões.
‘Fera Gigante das Estepes’
O letreiro pendia à entrada, com o mesmo aspecto rústico, evocando a lembrança de caçadas em pradarias, carnes assadas em grelhas improvisadas com sal grosso.
— Tia Polly! Uma porção de linguiça de porco na chapa, uma coxa de fera assada na pedra! Legumes e frutas também, cada um em uma tigela! E traga dois canecos de cerveja! — Meint ordenou com familiaridade.
— Sentem-se aí! Já trago tudo! — respondeu Tia Polly, cujos braços eram mais grossos que a cintura de Meint, robusta como uma meio-orc. Apenas alguém assim para intimidar os frequentadores do local. Não era certo se ainda era totalmente humana.
Os dois sentaram-se junto à janela. Para Fogo Ardente, era a primeira vez em um ambiente daquele tipo, e tudo lhe parecia fascinante, observava cada detalhe.
O restaurante era muito mais ruidoso que o refeitório da base; comparando, os brutos da Brigada Tulipa Negra pareciam até civilizados. Mesmo assim, Fogo Ardente gostava daquele ambiente, ouvindo combatentes e mercenários vangloriarem-se de aventuras, trocarem histórias sobre castelos e masmorras, desafiarem-se em competições de bebida e carne — experiências impossíveis na Terra.
— É aqui que sentimos, de verdade, que estamos em um mundo novo — Fogo Ardente comentou, admirado.
— Pois é! Por isso preferimos frequentar lugares de nativos. Elonxio é a cidade dos jogadores, tem de tudo e é muito prático, mas cercado de jogadores, parece que estamos no mundo real. Só os verdadeiros aventureiros buscam as cidades dos nativos para viver essas experiências tão diferentes do cotidiano — respondeu Meint.
Fogo Ardente concordou plenamente. Os jogadores já estavam saturados do mundo real; agora, num mundo novo, quem tinha sonhos não queria continuar preso à monotonia de sempre.
Logo as comidas chegaram. A fama da casa era justificada: o aroma intenso das linguiças, o sabor robusto da coxa assada, tudo fazia Fogo Ardente querer mais.
Enquanto comiam felizes, uma voz desagradável irrompeu ao lado.
— Ora, ora, se não é a gatinha da Tulipa Negra! Mudou de namorado de novo, foi? — Era um homem magro, de cabeça raspada num moicano, acompanhado de outros jogadores de aparência grotesca. Sua voz, sibilante, era desagradável de ouvir. — E esse garotinho de rosto delicado, é chinês? Macaquinho amarelo, serve pra quê? Hehe! Gatinha selvagem, com esse corpinho você não vai longe. Por que não vem se divertir comigo, Cobra Grande? Garanto que vai gostar...
Meint, impassível, riu com desprezo, sem nem olhar para ele:
— O Zé Cobra não fechou a braguilha de novo e te deixou escapar?
Cobra Grande gargalhou:
— E a Tulipa Negra, vai bem? Ouvi dizer que se deram bem dessa vez, mas mesmo assim vieram comer aqui? O Julien é mesmo mão de vaca, nem dinheiro para restaurante melhor liberou... Ou será que gastaram tudo em outra coisa?
— Quanto temos, como gastamos, não é da sua conta. Está sem dinheiro? Eu te ajudo! — Meint girou o pulso e atirou um osso no chão. — Venha! Pegue com a boca!