Os 47 Duendes e a Casa de Doces (2) — Por favor, adicionem aos favoritos e recomendem

Armas do Mundo Fantástico Fogo Escarlate Ardente 2482 palavras 2026-02-08 17:01:10

— Nini! Vocês bateram de novo nos clientes! Parem já! Vou ficar muito brava! — Daer veio correndo, chamando alto.

As palavras da senhorita Daer tinham mais efeito; as pequenas fadas pararam, e Chama sentia dores intensas.

— Nini! Você está liderando a bagunça de novo! Quer levar uma surra no bumbum? — Daer, com expressão severa, repreendeu.

— Nini não fez bagunça! Nini está punindo um pervertido! — respondeu a fadinha, com convicção.

— Isso mesmo! Vamos deixar o pervertido com cara de porco! — “Morram, nerds nojentos!” — “Ele é do exército dos nerds!”

Ao ouvir isso, as jogadoras do salão passaram de compadecidas a demonstrar repulsa; algumas ainda faziam cara de enjoo e cochichavam entre si. Até o olhar de Daer para Chama perdeu a cordialidade, tornando-se inquisitivo.

— Esperem! Que exército dos nerds é esse? Que nerd nojento? Vocês estão confundindo as coisas! — Chama, respirando com dificuldade, protestou, sem entender nada.

— Senhor cliente, as fadas desconfiam que você é um infiltrado daquele grupo de nerds. É bom que consiga provar sua inocência — Daer curvou-se ligeiramente, com um ar frio.

— Então... o que é esse tal exército dos nerds? — Chama, já com dor de cabeça.

— São os que espalham rumores de que nossos doces são feitos de coisas nojentas! — Nini pôs uma mão na cintura, apontando para Chama, gritando.

— Uau! — “Ai!” — “Que horror!” As fadas cobriam os olhos, bagunçando tudo. As jogadoras ao redor aumentavam o volume dos seus comentários.

Chama ficou ainda mais confuso: — Quando eu disse algo tão nojento assim?!

— Você é quem compra doces para o exército dos nerds! — Nini concluiu, como se soubesse de tudo.

— Parece que você precisa provar para as fadas para quem traz os doces, cliente — Daer sugeriu.

— Eu estou trazendo para... — Chama lembrou-se do pedido de Minter para não revelar que era ela quem comprava, então corrigiu: — ...não posso dizer quem é, mas garanto que não é para esse grupo nojento!

— Não acreditamos! — “Mentiroso!” — As fadas protestavam.

Chama olhou desesperadamente para Daer, mas ela apenas deu de ombros:

— Sem o perdão das fadas, não posso fazer nada! Afinal, eu também sou só uma funcionária delas!

Chama, cercado pela acusação das fadas e pelos olhares das jogadoras, quase perdeu a cabeça. Rapidamente enviou uma mensagem para Minter e, felizmente, logo recebeu uma resposta, o que o aliviou.

— Pronto, pronto, já contatei minha colega — Chama estendeu a mão, tentando interromper o barulho das fadas — Esperem um pouco, já vou provar para vocês.

As fadas ficaram quietas, e as garotas observavam, curiosas, como ele demonstraria sua inocência.

— Hum, cof cof — Chama limpou a garganta para Nini — Você é Nini, certo? Chegue mais perto, minha colega pediu para eu te dar um recado secreto.

Nini recuou dois passos, desconfiada: — Nini não vai conversar com um pervertido! Fale daí mesmo!

Chama sorriu, tranquilo: — Ah, é mesmo? Mas não se arrependa quando eu falar, vai ser bem constrangedor!

— Vai ser constrangedor? — “Nini vai passar vergonha?” — “O que Nini vai perder?” — As fadas falavam agitadas.

Nini mudou de expressão, bateu as asas e, num movimento rápido, pressionou as mãos no rosto de Chama, empurrando-o para um canto, sussurrando:

— O que você vai dizer... diga logo!

Chama sorriu e não provocou mais, explicando:

— Primeiro, não pode contar para ninguém — especialmente Daer e as outras funcionárias — quem é minha colega!

Nini assentiu rapidamente.

Chama ficou satisfeito com a obediência e prosseguiu:

— Minha colega disse que, se você não vender doces para ela, ela não vai te levar ao velho lugar para cantar para você!

— O quê? Ah... ah! — Nini ficou confusa.

— Ela também disse que, se não vender doces, vai contar para todos como você, bêbada, foi desafiar um galo enorme, levou uma surra no bumbum e só escapou pulando dentro de um barril de cerveja! — Chama conteve o riso.

— Ah! — Nini ficou vermelha, tampando os ouvidos — É, é... é a...

— Psiu! — Chama pôs o dedo nos lábios.

— Psiu! — Nini, percebendo, também pôs o dedo na boca, toda vermelha.

— Tá... tá bom! Entendi!! — Nini bateu o pé, voou para o meio das fadas, tagarelando.

Depois de um tempo, as fadas chegaram a um consenso. Todas, envergonhadas, formaram uma fila diante de Chama, curvaram-se e disseram em uníssono:

— Desculpe! Nós erramos!

Logo, fugiram em confusão. Tão envergonhadas por terem acusado a pessoa errada, não conseguiram ficar ali.

Daer viu o comportamento das fadas e percebeu o grande equívoco, ficando irritada e desejando punir Nini, mas ela já estava longe, voando mais rápido que todas.

Daer também ficou constrangida, aproximou-se de Chama para pedir desculpas:

— Sinto muitíssimo, senhor, as fadas se excederam novamente.

— Ah, não se preocupe, foi só um mal-entendido — Chama respondeu generosamente. As fadas eram tão adoráveis que era impossível ficar bravo, mesmo sendo ele o alvo.

— Por favor, aceite nossa desculpa: hoje todos os doces terão metade do preço para o senhor! — Daer curvou-se.

Chama não se importava com dinheiro, mas não aceitar seria ruim para Nini, então aceitou com alegria.

Sem exagerar, escolheu os doces para Minter e Layla, além de três ou quatro para si. Os doces feitos pelas fadas tinham uma aparência incrível; o aroma era tão tentador que quase não resistiu a comer. Mas o preço era correspondente: mesmo com desconto, gastou sete moedas de ouro. Para se ter ideia, uma moeda de ouro sustenta uma família por um mês; sete moedas são meio ano de despesas!

A loja oferecia embalagens práticas: cabiam muitos doces, não misturavam sabores e protegiam as formas, mesmo em movimentos bruscos. Daer ainda colocou um pudim recém-preparado junto à caixa.

— Este pudim foi feito especialmente para o senhor, como um pedido de desculpas das fadas. Esperamos que aceite e não deixe de visitar a ‘Casa de Doces de Emírdor’ por causa do incidente. Venha brincar com elas sempre! — Daer explicou sorridente.

Chama ficou sem jeito, coçou a cabeça:

— Diga a elas que não estou nem um pouco bravo, não as detesto, nem a casa de doces. Quando puder, voltarei com prazer!

Após se despedir, Chama saiu com a caixa da loja. Depois de alguns passos, sentiu algo, virou-se para olhar para a ‘Casa de Doces de Emírdor’ e, no telhado, viu um pequeno ser de asas de borboleta. Com um sorriso, acenou para o telhado, sem se preocupar se era visto, e seguiu caminhando em direção à igreja.