Capítulo Oitenta e Quatro – O Velho Tigre Wang Usa o Álcool para Recrutar, Careca Lei Reconhece o Parentesco na Calada da Noite

Mantenha a calma, não se arrisque Dançar 9238 palavras 2026-01-30 14:21:06

Capítulo Oitenta e Quatro: O Tigre Real Conquista com Álcool, Cabeça Raspada Reivindica Parentesco na Calada da Noite

O Senhor Yanluo sorria. Seu sorriso era amistoso.

“Tio Gu, veja bem, vou fazer umas contas para você.

Você acabou de sair da prisão, vai ter algumas recepções e comemorações. Como homem do submundo, esses compromissos são inevitáveis. Embora as refeições e as bebidas sejam por conta dos amigos, ao menos uns dois maços de cigarro você terá que distribuir.

Beber bastante, cantar num karaokê, isso é certo que vai acontecer. Se, no karaokê, você se interessa por alguma moça e a leva para o hotel…

Tio Gu, você é um homem do submundo, tem que manter as aparências, não pode deixar que os amigos paguem até o quarto do hotel para você, não é? Então, somando tudo, três mil não vão durar nada.”

Gu Kang ficou um pouco atordoado.

Esse garoto... até que falou coisas razoáveis.

Mas, maldição, que tipo de pessoa é ele?

Chen Nuo deixou Gu Kang de lado, entrou no quarto e logo saiu com um maço de notas na mão.

Os olhos de Gu Kang brilharam na hora, fixos no grosso maço de notas vermelhas nas mãos de Chen Nuo.

Chen Nuo pareceu sorrir, contou três mil e colocou diante de Gu Kang.

O olhar de Gu Kang mudou, ele pegou o dinheiro de uma vez, dobrou e guardou no bolso do casaco.

Mas seus olhos ainda estavam grudados nas mãos de Chen Nuo.

Ainda sobrava uma boa quantia nas mãos do rapaz!

“Você... até que está bem de dinheiro.” Gu Kang passou a língua nos lábios.

“Três mil não serão suficientes.” Chen Nuo contou mais mil e colocou na mesa.

Gu Kang olhou para ele e sorriu: “Muito bem, você entende das coisas! Esse dinheiro, então, vamos considerar como compensação pela confusão que você causou na casa do meu irmão, e por ter batido nele.”

Dito isso, esticou a mão para pegar o dinheiro.

Mas Chen Nuo segurou sua mão.

Gu Kang franziu a testa: “O que significa isso?”

“Você vai fazer uma coisa, e esses mil a mais serão seus.”

“O quê?”

Chen Nuo olhou o relógio.

“Hoje é sexta-feira, logo a pequena Ye sai da escola.” Ele suspirou: “Você vai comigo buscá-la, depois jantamos juntos – como um pai.”

Gu Kang ficou em silêncio.

“Faça isso direitinho, esses mil são seus.”

Jantar?

Gu Kang olhou para Chen Nuo: “Só isso?”

“Só isso.” Chen Nuo assentiu: “Comer com sua filha, como pai, é o mínimo que você deve a ela.”

“Certo.” Gu Kang concordou, Chen Nuo largou sua mão e Gu Kang pegou o dinheiro, dobrou e colocou no bolso.

“Olha, o jantar você paga, hein.”

Gu Kang resmungou.

Chen Nuo observou atentamente aquele homem e suspirou.

·

Chen Xiao Ye já estava no meio da pré-escola.

No fim de semana, na hora da saída, o portão estava lotado de pais.

A turma de Chen Xiao Ye saiu em fila, guiada por duas professoras.

Ela era a primeira da fila.

A menininha estava exultante, olhos atentos procurando no meio da multidão. Ela repetia para si: hoje o irmão precisa ver que eu fui a primeira da fila.

Era um orgulho ser “a líderzinha”.

Toda vez, a professora deixava o aluno que melhor se comportou na semana ser o primeiro da fila – uma honra.

Com esses pensamentos ingênuos, de repente encontrou, entre o tumulto, a figura de casaco esportivo azul e branco.

“Mano!!”

A vozinha dela soou clara.

Chen Nuo foi até ela, se abaixou e a abraçou, cumprimentou a professora e foi com Xiao Ye até a rua.

“Ye, olha só quem veio.” O tom de Chen Nuo era suave, apontando para a calçada.

Ao lado do hidrante, Gu Kang estava ali, cigarro entre os dedos, ar impaciente, olhando de um lado para outro.

Quando Chen Nuo apontou, Gu Kang tragou o cigarro até o fim, jogou fora, apagou e veio andando.

Chen Xiao Ye congelou!

A menina ficou ali, olhando para aquele homem à sua frente – tão familiar, mas ao mesmo tempo estranho.

Gu Kang forçou um sorriso: “Ye…”

Ela ficou parada, sem reação, por cinco segundos.

Seus olhos se encheram de lágrimas, os lábios tremendo, e não se mexeu.

Chen Nuo acariciou de leve a cabeça da irmã: “Não reconhece mais?”

De repente, ela inspirou fundo!

A menininha, reunindo todas as forças, gritou:

“PAPAI!!!!!!!”

Assim que gritou, desabou em pranto.

Correu e se jogou nos braços de Gu Kang, o corpinho pequeno, a cabeça só alcançando sua cintura, os braços agarrados à perna do pai, chorando alto!

Chorava com tanta dor, como se despejasse todo o sofrimento, medo e saudade acumulados.

E não parava de chorar.

Gu Kang, impaciente, se agachou e tentou soltá-la: “Pronto, pronto, não chora, Ye! Não chora!”

Chen Nuo, de lado, falou friamente: “Como não chorar? Você, como pai, não está por perto. Sabe o quanto ela sofreu na casa do seu irmão?”

Gu Kang ficou desconfortável.

Chen Nuo suspirou, agachou e acariciou Xiao Ye.

“Papai!

O tio me bateu… buááá

A tia não me deixava comer… buááá

Eu molhei a cama, a tia me trancou no banheiro.

Jogou água fria em mim… buááá

Papai!

Papai!!

Onde você estava, papai?!

Papai! E a mamãe?

E a mamãe? Eu quero a mamãe!

Por que vocês não vieram me buscar?!”

No fim, a menina chorava tanto que nem conseguia falar, agarrada ao casaco de Gu Kang.

O rosto de Gu Kang estava cada vez mais feio, a roupa suja de lágrimas e ranho, mas ele a pegou no colo: “Não chora mais! Não chora!”

Chen Nuo, ao lado, secou a boca de Xiao Ye com um guardanapo e lhe deu suco.

·

Na verdade, Chen Nuo sempre cuidou muito bem da irmã. Xiao Ye também tinha muito carinho por ele.

Mas… sangue é sangue, pai é pai.

A ausência dos pais é uma lacuna que, por mais que Chen Nuo tentasse, não conseguia suprir.

Xiao Ye tinha cinco anos, e até os quatro viveu com os pais.

Ela lembrava-se do pai a segurando, beijando, sorrindo para ela, ouvindo-a cantar, contando histórias…

Mesmo que Gu Kang tenha sido um homem terrível… aquela família, no início, teve momentos felizes.

Senão, Ou Xiuhua não teria casado com ele, nem tido filhos.

Afinal, no começo, sempre há algo de bom.

Quando Xiao Ye nasceu, Gu Kang chegou a tratá-la como um tesouro, como qualquer pai.

Quando ela era pequena, ele a segurou, ajudou a dar os primeiros passos, ouviu as primeiras palavras.

Brincou de levantar a filha, de pôr nos ombros, de fazê-la rir…

Tudo isso, em maior ou menor grau, existiu.

Depois, veio o vício do jogo, e a humanidade dele se perdeu…

Gu Kang foi se tornando cada vez pior.

Mas Xiao Ye, a filha, lembrava do pai!

Ela lembrava do homem grande, forte, como se fosse invencível, maior que o céu.

Lembrava de quem a levantava quando caía. De quem, quando ela estava doente, acariciava sua testa com ternura.

Lembrava de quem, à noite, prometia protegê-la, espantar lobos maus e tigres.

Na memória, esse homem se chamava… papai!

·

Gu Kang, de fato, nunca foi um bom pai. Agora não é. Antes, talvez também não.

Mas houve momentos bons.

A maioria dos pais, sejam bons ou ruins, teve esses momentos.

Por isso, para a criança, o pai sempre é o pai.

Alguém que ela ama, admira, teme pela autoridade, e espera proteção.

·

Para Chen Xiao Ye, no tempo em que sofreu maus-tratos na casa dos Gu, o que mais a incomodava era:

Por que, quando sofro, papai e mamãe não estão aqui?

Por que, quando sou agredida, aquele que prometeu expulsar o lobo mau, não aparece para me proteger?

·

Chen Nuo observava Xiao Ye, radiante como nunca, cheia de energia.

Sentia-se comovido.

Mesmo depois de resgatá-la da casa dos Gu, nos primeiros momentos, Xiao Ye se mostrava demasiadamente “boazinha” e “compreensiva”.

Mas… que criança de quatro ou cinco anos é assim tão comportada?

De onde vinha esse comportamento?

Dos maus-tratos!

De gritos, punições, surras, fome…

Essa “obediência” forçada.

Na verdade, o que a criança queria dizer era:

“Eu me comporto, só peço que não me batam.”

·

Só depois de um mês com Chen Nuo, Xiao Ye começou a perder essa obediência excessiva.

Passou a se permitir ser manhosa, mostrar a natureza infantil, ser um pouquinho travessa.

Só então, aceitou Chen Nuo de verdade, entendeu que o irmão não iria machucá-la.

Que ele era seu protetor.

Mas, ainda assim…

Mesmo hoje, Xiao Ye nunca ousou ter um acesso de raiva diante de Chen Nuo, nem pedir nada exagerado.

Mas… que criança de quatro ou cinco anos não faz birra ou não é travessa?

Xiao Ye ainda não se atrevia.

Era a sombra que restava nela.

Porque, mesmo sem entender totalmente, ela sabia instintivamente:

Irmão não é pai ou mãe.

·

Quando Xiao Ye finalmente esgotou as energias, já era nove da noite.

Chen Nuo a levou para casa junto com Gu Kang. Xiao Ye adormeceu no sofá, segurando firme o casaco de Gu Kang.

O rosto de Gu Kang ficava cada vez mais desconfortável.

De vez em quando olhava o relógio na parede.

Quando Xiao Ye dormiu, Chen Nuo soltou delicadamente sua mão, pegou a irmã no colo, levou-a para o quarto, cobriu com um cobertor.

Ao sair, viu Gu Kang de pé.

“Pronto? Já fiz o que você queria, vou embora!”

Gu Kang estava irritado.

Na verdade, nem sabia ao certo por quê: um pouco pelo cansaço das conversas infantis intermináveis, mas muito pela culpa, pela necessidade de fugir, pela ansiedade.

Só queria ir embora!

Como se, indo embora, não precisasse mais encarar aquilo, nem o resto de culpa e vergonha que sentia.

Essa vergonha quase o fazia explodir.

·

“Vai embora?”

Chen Nuo olhou para Gu Kang.

“Já fiz minha parte, claro que vou.” Gu Kang franziu a testa.

“Ali dentro está sua filha, sua própria filha.”

Chen Nuo suspirou: “Você estava preso, Ou Xiuhua também. E a criança, lá fora, sofreu tanto… você não deveria cuidar, compensar?”

De repente, Gu Kang explodiu: “Moleque! Quem você pensa que é para me ensinar a ser homem?! Você é só um pirralho, não sabe nada!”

Chen Nuo balançou a cabeça: “Se você não fosse o pai de Ye, eu nem perderia tempo conversando.”

Pausou um pouco.

Inspirou fundo, contendo as emoções: “Gu Kang, vou dizer só uma vez, a última vez.”

Apontou para dentro: “Se ainda tem um pouco de coração, fique e acompanhe sua filha. Nem que seja por um fim de semana.

Hoje durmo no sofá, você pode ficar no meu quarto.

Deixe a menina passar um fim de semana feliz com o pai.”

“Fim de semana?! Você tem ideia de quantas coisas eu tenho pra resolver? Droga, hoje à noite mesmo tenho um amigo importante pra ver!

Chega de conversa, moleque!

Não é da sua conta!

Você já me deu dinheiro, não foi?

Ye vai ficar com você, não era isso que queria?

Peguei o dinheiro, tô indo!

De hoje em diante, cada um por si!”

Chen Nuo viu Gu Kang já abrindo a porta.

Perguntou, por fim:

“Então… no futuro, quando puder, virá visitar sua filha? Viu o quanto ela sente sua falta.”

Gu Kang deu uma risada fria, respondeu com agressividade: “Hipócrita de merda!”

E saiu, batendo a porta.

Chen Nuo correu, segurou a porta e a fechou suavemente, para não acordar Xiao Ye.

Foi até a varanda e acendeu um cigarro.

Deu duas tragadas.

Certo.

Gu Kang, eu te dei uma chance, te ofereci um caminho.

Fiz minha parte pela minha irmã.

·

Para ser sincero.

Se, quando Gu Kang apareceu, tivesse mostrado algum carinho de pai, algum desejo de compensar e cuidar da filha,

Chen Nuo deixaria Xiao Ye viver com o pai.

Afinal, são pai e filha, de sangue, de verdade.

Mesmo com dor, seria o certo. Desde que Gu Kang tivesse mudado!

Mas, à tarde, Gu Kang só veio pra extorquir dinheiro.

Chen Nuo se decepcionou.

Ainda assim, lhe deu uma chance.

Planejou o encontro, o jantar.

Se Gu Kang mostrasse arrependimento, se o encontro despertasse sua consciência…

Chen Nuo daria mais uma oportunidade.

Não por piedade.

Não por fraqueza.

Por sua irmã.

Chen Nuo realmente amava Xiao Ye, queria o melhor para ela!

Estava disposto a ceder, se houvesse esperança de dar a ela o afeto paterno.

Mas, infelizmente.

Gu Kang desperdiçou a chance.

Chen Nuo terminou o cigarro, pegou o telefone.

“Irmão Lei?”

“Tão tarde, diga!”

Chen Nuo olhou a noite pela janela: “Preciso de um favor urgente, para esta noite!”

·

Gu Kang saiu da casa de Chen Nuo.

Na rua, respirou fundo algumas vezes, até dissipar o mau humor.

Olhou o relógio no celular, chamou um táxi às pressas.

Dez minutos depois, o táxi parou na porta de um KTV.

Pagou, entrou, informou o número do quarto à recepcionista.

Seguiu a moça de qipao, com a fenda até a coxa, e não tirou os olhos dela.

A imagem da filha chorando foi rapidamente esquecida.

Ao chegar à porta do camarote, a recepcionista abriu, Gu Kang já entrou sorrindo.

“Irmão Yong! Cheguei!”

·

Gu Kang entrou, bajulando.

O camarote estava cheio, três ou cinco homens, mas sete ou oito garotas.

No centro, um homem de expressão feroz, com uma garota de cada lado, sentado largadão.

Os outros homens mal olharam para Gu Kang.

Só um, então, se levantou, veio até ele e deu um tapinha no ombro: “Você é muito lento, falei dez horas!”

“Não achava táxi.” Gu Kang sorriu: “Desculpa, irmão Yong.”

Olhou para o centro, especialmente para o homem com as duas mulheres: “Irmão Yong, poderia apresentar?”

“Vem!” Yong fez um sinal, foi até o centro, sorrindo: “Chefe, esse é um amigo meu, trouxe para o senhor conhecer.”

“Hmm.”

Yong puxou Gu Kang: “Gu Kang, conheça meu grande irmão! Wang, o Tigre! Pergunte por aí em Nanjing! Onde for, diga que é com meu irmão Wang!”

Levantou o polegar.

Gu Kang logo se curvou, tirou um cigarro.

O Tigre olhou e viu que era um Jinling vermelho, barato.

Sorriu, recusou o cigarro, pegou um Maços de Zhonghua na mesa e jogou para ele, casual: “Fume este.”

Gu Kang ficou sem graça.

Yong puxou: “Vem, beba! Faça um brinde ao meu chefe!”

Yong também sorriu para Wang: “Chefe, esse é amigo do tempo da cadeia, ficamos na mesma cela.

Ele é esperto, capta as coisas, trouxe para o senhor conhecer.”

Gu Kang já encheu um copo, sorriu: “Irmão Wang, um brinde!”

O Tigre assentiu: “Tudo bem, sendo amigo do Yong, lhe dou essa chance.”

Ergueu o copo.

Gu Kang logo encostou o copo, mantendo o dele mais baixo, quase tocando o fundo do do Tigre.

O Tigre sorriu, assentiu e tomou um gole.

Gu Kang, vendo isso, virou o copo de uma vez.

“Yong, seu amigo é bom. Sente e beba conosco! Alguém, chama uma moça pra ele!”

Gu Kang sentou-se na ponta do sofá, foi brindando um a um, fazendo média com todos.

Mostrou-se bem articulado.

No fim, Yong sentou ao lado e cochichou: “Sou bom pra você, hein! Meu irmão Wang é um figurão! Conhece o mestre Li da Fraternidade Zhefengtang? Meu irmão Wang é o braço direito dele!”

“Sei, sei! Vou me esforçar! Obrigado, irmão Yong!”

Ser o número um talvez fosse exagero, mas se Yong dizia, então o Tigre era alguém próximo do mestre Li.

Enquanto conversavam, entrou o gerente com mais garotas. Gu Kang escolheu a mais atraente.

Ela se sentou ao lado, e ele já a puxou: “Como se chama?”

“Me chamo Shanshan.”

“Quantos anos?”

“Ah, que indelicado, já chega perguntando idade... irmão, brinde comigo.”

...

A imagem da filha chorando já estava completamente apagada.

·

A bebida rolou até uma da manhã.

Na saída, Yong fez um sinal para Gu Kang e deu-lhe um chute.

Gu Kang, sentindo o bolso doer, olhou para o gerente com a conta: “Aqui, comigo!”

Pegou, olhou.

Mil e duzentos.

Doeu o coração.

Pelo menos não era um local de luxo, senão seria o triplo.

Pagou, mesmo assim.

Só então Wang Tigre se levantou, bateu em seu ombro e assentiu.

Depois virou-se para Yong: “Bom garoto, amanhã leve-o à empresa para me ver.”

“Claro!”

Wang Tigre saiu logo, seguido dos capangas.

Foram junto algumas garotas.

Antes de sair, Yong disse a Gu Kang: “Amanhã à tarde ligo pra você! Não desligue o telefone!”

·

Depois que todos saíram, o sorriso de Gu Kang sumiu.

Por dentro, xingou.

Olhou para a moça que acompanhou: “Vai se trocar.”

O preço já estava combinado.

·

Saíram do KTV, foram a um hotel barato, pagou 98 num quarto simples.

Gu Kang abraçou Shanshan no elevador, ao entrar no quarto já partiu para cima.

Shanshan afastou: “Primeiro banho!”

Gu Kang riu, foi ao banheiro, tirou a roupa e entrou no chuveiro...

Estava animado, tomou banho rápido, nem dez minutos.

Sem vestir nada, enrolou a toalha na cintura, penteando o cabelo.

Ainda pensando no dinheiro gasto.

Mas logo pensou...

Aquele garoto Chen Nuo parecia ter mais dinheiro.

Hum, em breve arranjo mais uma desculpa e extorquo mais!

A guarda da filha está comigo! Se ele quiser ficar com Xiao Ye, vai ter que pagar!

Pensando nisso...

Ouviu batidas na porta do banheiro.

Ouviu Shanshan abrindo a porta, logo um grito abafado.

“Ei...”

BAM!

A porta do banheiro foi arrombada!

Entraram dois ou três brutamontes, agarraram Gu Kang pelo pescoço, arrastaram até o quarto e o jogaram na cama!

Gu Kang viu, diante de si, três ou cinco rapazes enormes, que quase preenchiam o pequeno quarto, e a porta trancada.

Pensou: Droga, é um golpe do falso irmão?!

·

Os rapazes se afastaram e surgiu um grandalhão, careca, com o rosto cheio de cicatrizes!

O careca forçou um sorriso cruel, coçando a cabeça com o dedo mindinho.

Chegou perto de Gu Kang, bateu de leve no seu rosto: “Você é o tal, né? Querendo dormir com minha irmã? Levando ela pra um quarto?”

O coração de Gu Kang gelou: era mesmo um golpe!

Antes que pudesse pensar, Shanshan pulou: “Não, irmão! Não te conheço, não sou sua irmã!”

“O quê?”

O careca virou para ela, avaliando-a.

Gu Kang sentiu esperança: não é? Então foi engano?

Shanshan, assustada, choramingou: “Acho que você errou o quarto. Não sou sua irmã.”

O careca a olhou, os olhos girando: “Você não se chama Lili?”

“Ah? Meu nome é Shan...”

Antes de terminar, PÁ!

Um tapa a fez cair sentada!

“Como você se chama? Diga!”

Shanshan, num lampejo, respondeu: “Sim, sim! Você está certo! Meu nome é Lili!”

O careca assentiu: “E você é minha irmã?”

Lili: “Eu não...”

PÁ!

Outro tapa!

Lili, chorando, assentiu: “Sim, irmão! Sou sua irmã!”

O careca sorriu, jogou cem reais para ela: “Irmãzinha, compre um creme pro rosto.”

Depois, voltou sorrindo para a cama, olhando para Gu Kang.

“Vamos lá, contas a acertar pelo quarto com minha irmã. Como resolvemos isso?”

Gu Kang ficou pasmo!

Caramba...

Golpe, e ainda improvisando atriz na hora?!

Fiquei preso mais de um ano e agora a malandragem ficou assim?!

·

[Sete mil palavras neste capítulo. Hoje foram dez mil em dois capítulos. Continuo firme nas dez mil diárias!

Peço votos mensais, votos de recomendação!

Amanhã tem mais~]