Capítulo Vinte e Oito – Mais Intensidade

Mantenha a calma, não se arrisque Dançar 4199 palavras 2026-01-30 14:12:29

Capítulo Vinte e Oito — Intensifique

Chen No arrastou a bela Sun para fora da multidão. Ninguém pareceu notar, mas Luo Qing seguiu-os de perto.

Quando o pátio se esvaziou, Chen No finalmente soltou Sun Keke. Assim que se libertou, a jovem correu desabalada para o pai, abraçando-o pela cintura e desabando em lágrimas.

— Pai! Pai! O que está acontecendo? O que houve, papai?!

A garota chorava com desespero.

O velho Sun, Sun Shengli, um homem de meia-idade cuja espinha parecia curvada sob o peso das dificuldades, soltou um suspiro e afagou os cabelos da filha, falando com voz suave:

— Não se preocupe, querida. Vai ficar tudo bem. O papai vai resolver, logo tudo isso vai passar, logo...

Enquanto falava, Sun soltou a filha e se preparou para partir.

— Pai, para onde vai?

— Vou para casa... Preciso resolver algumas coisas.

Chen No e Luo Qing já haviam se aproximado. Chen No falou baixo:

— Sun, deixe Keke ir com você para casa.

Sun hesitou.

— Ela não pode voltar à sala de aula. Hoje, não há como ela permanecer na escola — disse Chen No com firmeza.

Sun pareceu despertar, soltou um suspiro e tomou a filha pela mão, guiando-a em direção ao portão.

— Luo Qing, pode me ajudar com duas coisas? — pediu Chen No.

— Claro, diga! — respondeu Luo Qing.

— Preciso que descubra quem eram aqueles cobradores de dívidas. Mesmo sendo agiotas, não costumam causar tanto tumulto. Em Jiangning, seu pai conhece muita gente desse ramo, pode perguntar para ele de que empresa eram?

Luo Qing ponderou:

— Não é difícil. Vou ligar para Gourd e perguntar, deve conseguir a informação.

Após uma breve pausa, olhou para Chen No com preocupação:

— Por que quer saber? Vai ajudar Sun? Mas como pretende ajudar?

Chen No respirou fundo, um sorriso estranho surgiu em seu rosto:

— Vou... Vou pagar a dívida dele.

Luo Qing, bondoso mas não ingênuo, percebeu que Chen No não queria revelar tudo. Decidiu não insistir.

— Certo. E a segunda coisa?

— Preciso que avise o professor que vou faltar, tenho que ir embora.

— Faltar? Qual motivo?

— Diga apenas que fugi da aula.

— ………………

Chen No deu um tapinha no ombro de Luo Qing, sorrindo:

— Quando descobrir algo, mande uma mensagem.

Dito isso, o jovem virou-se e partiu.

Quando se virou, seus olhos ardiam com uma chama intensa.

A eficiência de Luo Qing foi impressionante.

Meia hora depois, uma mensagem chegou ao celular de Chen No.

Chen No já estava em casa.

Trocou o uniforme por uma jaqueta de couro preta, jeans, tênis e luvas. Pegou uma mochila guardada no fundo do armário, segurou-a com uma mão e desceu.

Montou na moto, colocou o capacete e acelerou.

Vinte minutos depois, estacionou numa rua silenciosa diante de um prédio comercial antigo e desgastado, com escadas de ferro enferrujadas nos fundos.

Chen No estacionou, olhou-se no retrovisor, ajustou o capacete.

O prédio, claro, não tinha elevador, nem mesmo escadas fechadas.

Subiu até o terceiro andar, onde viu uma placa de bronze: Empresa de Finanças XX.

Sim, era ali.

Chen No avançou pelo corredor.

O primeiro quarto estava vazio. O segundo, cheio de tralhas.

No terceiro, parou diante da janela e viu alguns jovens jogando cartas. A sala era grande, com um aquecedor potente. Alguns jogavam, outros fumavam e assistiam TV no sofá.

Eram os mesmos que estiveram na escola, mais alguns rostos desconhecidos.

Chen No continuou, examinando cada sala daquele andar, depois voltou.

Ao se aproximar do quarto com gente, a porta se abriu. Um dos homens que estivera na escola saiu, viu alguém de jaqueta de couro e capacete no corredor, estranhou e gritou, agressivo:

— O que está fazendo aqui?!

Chen No se aproximou lentamente:

— Procurando alguém.

O homem o examinou de cima a baixo:

— Procurando quem?

Chen No já estava diante dele.

Por trás do capacete e das lentes refletivas, Chen No confirmou: era o sujeito certo.

— Procurando você.

— … O quê?

BOOM!

Chen No levantou o pé e acertou o abdômen do homem, que voou para trás como um projétil, caindo dentro do quarto!

O homem foi arremessado contra a mesa de cartas, espalhando baralho, maços de cigarro, cinzeiros, copos e garrafas de cerveja por todo lado.

Os demais, surpresos, pularam de seus lugares.

Chen No ficou na porta.

— Quem tiver faca, pegue. Quem tiver arma... Bom, vocês provavelmente não têm armas. Façam um favor, resistam com o máximo de intensidade. Meu humor está péssimo, quanto mais vocês resistirem, melhor será para mim.

O homem mais próximo avançou furioso, mas Chen No agarrou-o pelo pescoço! Levantou-o como se fosse leve, girando e jogando-o com força contra um arquivo metálico ao lado da porta!

O armário de ferro ficou amassado, deformado. O corpo do homem ficou enfiado no móvel.

Chen No pegou uma garrafa térmica do chão, desenroscou a tampa e jogou meio litro de água quente sobre o homem.

— AAAAHHHH! — O homem gritava desesperado, tentando se mover, mas preso no armário, só conseguia se contorcer como um peixe moribundo.

Entre gritos de agonia, Chen No olhou para os demais, balançando a cabeça.

— Não está intenso o suficiente, esforcem-se.

Após um segundo de silêncio, os homens começaram a vasculhar freneticamente, pegando tubos de aço, facas e até uma lâmina longa de quase meio metro.

— Agora ficou interessante.

Cinco minutos depois.

O quarto, antes espaçoso, estava cheio de corpos espalhados. Braços e pernas em ângulos estranhos. O chão coberto de cacos de vidro... Um deles, deitado de costas, tinha quase todo o rosto e mãos cobertos de cacos.

Chen No estava no centro do quarto.

Clang.

Ele jogou no chão um pedaço de corrente ensanguentada.

Curvou-se, agarrou pelos cabelos o homem que liderou o grupo na escola, arrastou-o até a parede, puxou uma cadeira dobrável e sentou-se.

— Se não me engano, você é o chefe aqui — disse Chen No.

— Eu, eu...

— Sei que não é o grande chefe — Chen No balançou a cabeça. — Agora vou te fazer perguntas. Preste atenção. Para cada resposta, recomendo sinceridade. Odeio mentiras. Se mentirem para mim, fico furioso. Entendeu?

O homem mal conseguia falar:

— Entendi... AAAAHHH!

Sua voz fraca tornou-se um grito de dor quando Chen No agarrou sua mão esquerda e quebrou o dedo mínimo, num estalo seco.

— A primeira resposta não me agradou, estava baixa demais.

— AAAAHHH!

— Ótimo, agora está melhor. Próxima pergunta: qual seu nome?

— Cui, Cui Dapeng!!!

— Idade?

— Vinte e nove!!!

— Já cometeu crimes?

Cui Dapeng hesitou...

Crac!

O dedo anular da mão esquerda foi quebrado.

— AAAAHHH! Sim, sim! Já fui preso por três anos!!!

— Qual crime?

— Lesão corporal! Lesão corporal!!!

Chen No assentiu, satisfeito:

— Muito bem, estamos começando a nos conhecer. Próxima pergunta.

Cui Dapeng gemia.

— Vocês têm cofre aqui?

— Sim! Sim!!!

Chen No pegou a mochila, jogou no chão, abriu o zíper.

Estava vazia.

— Quero ela cheia de dinheiro. Se não conseguir, vou completar com partes do seu corpo.

Cui Dapeng tremeu. Parte pela dor, parte pelo terror que gelava seu coração.

Esse sujeito era terrível!

No fim, a mochila foi preenchida com dinheiro.

Chen No levantou-a com uma mão, pesou, e a colocou nas costas.

— Última pergunta. Onde estão os dados dos clientes e os contratos?

— Por favor, me poupe! Não posso tocar nisso!!! O chefe vai me matar!!!

Cui Dapeng molhou as calças de medo.

Por trás do capacete, Chen No simplesmente agarrou sua mão novamente.

Cui Dapeng gritou, lutando:

— Eu digo, eu digo! Segundo gaveta do armário!

Chen No foi até o armário, abriu a gaveta e encontrou sete ou oito pacotes de envelopes de papel pardo.

Ao abrir um, viu uma pilha de “dados dos clientes”: contratos de empréstimo, cópias de identidade, crachás, documentos de carros e imóveis.

Chen No procurou rapidamente e encontrou o de Sun no segundo envelope.

Sem perder tempo, enrolou-o e guardou dentro do casaco.

Pegou uma bacia caída durante a briga, colocou-a ao centro do quarto.

Jogou todos os envelopes ali.

Pegou um isqueiro do chão — um ZIPPO.

Acendeu e jogou na bacia.

Logo, as chamas consumiram os papéis, reduzindo-os a cinzas.

Chen No ficou ali, esperando.

— Você não está deixando escapatória para si mesmo — disse alguém, voz trêmula, do chão. — Sabe quem é nosso chefe?!

Chen No balançou a cabeça:

— Não.

— Nosso chefe é Xiao Guohua! Você sabe o que vai acontecer agora?!

Chen No virou-se:

— E vocês sabem quem sou eu?

— ……

Os sobreviventes olharam para Chen No.

Capacete de moto preto, lentes refletivas, jaqueta de couro fechada, luvas cobrindo as mãos.

Quem diabos conseguiria reconhecê-lo?!

Chen No resmungou, revistou todos, encontrou quatro celulares e jogou-os pela janela.

Arrumou a mochila, pegou a corrente do chão e saiu.

Fechou a porta, prendeu o puxador com a corrente e desceu.

Assim que desceu, ouviu gente tentando arrombar a porta.

Mas, ao som do rugido do motor, a moto sumiu ao longe...

Posso pedir votos de recomendação e votos mensais? Haverá mais capítulos à noite.