Capítulo Oitenta e Dois: Jiang Fusheng Determinado a Expulsar Discípulos Indignos, Zhang Haonan Aperfeiçoa Sua Técnica Divina em Sonhos

Mantenha a calma, não se arrisque Dançar 5986 palavras 2026-01-30 14:21:04

Aqui está o segundo capítulo do dia!
Hoje, somando as duas postagens, são dez mil palavras.
Nestes dias desde o lançamento, estou sendo um homem de dez mil por dia!

Capítulo Oitenta e Dois: "Jiang Fusheng deseja afastar o discípulo inepto, Zhang Haonan sonha em cultivar a arte divina"

Que coisa, hein!

A armação do Tai Chi foi executada por Zhang Linsheng como se estivesse dançando robô – e ainda por cima, parecia um robô enferrujado.

O velho Jiang assistia e só conseguia morder os dentes.

Segundo ele, esse rapaz já tinha os ossos duros e rígidos, o corpo pesado, e a percepção limitada.

Chen Nuo, ao lado, mal se continha de rir.

O velho Jiang se ressentia: afinal, quem tanto insistiu para aprender luta comigo foi você, mas acabou trazendo o Zhang Linsheng e agora, Chen Nuo, você mesmo se esconde, preguiçoso, só observando?

Pegou uma vara, fez Chen Nuo assumir algumas posturas básicas, e após alguns movimentos, soltou um suspiro.

Nem Chen Nuo era material para artes marciais. Melhor que Zhang Linsheng, talvez, mas ainda assim, medíocre.

O estilo do velho Jiang não era de pura força, mas sim de suavidade vencendo a dureza... No dia em que afastou uma van com um golpe, cuspiu sangue imediatamente, claramente excedendo seus próprios limites.

Resignado, mandou os dois rapazes praticarem o básico, agachando-se sob uma árvore em posição de cavalo.

O velho Jiang, temendo estressar-se, encontrou uma desculpa para dar uma volta e ficou conversando com os idosos que faziam exercícios matinais.

Assim que o velho Jiang saiu, Chen Nuo largou a posição de cavalo!

Afinal, ele nunca teve a intenção de aprender artes marciais com o velho Jiang.

Aprender para quê?

Se os dois realmente se enfrentassem, mesmo se Chen Nuo desse vantagem, ainda assim poderia esmagar o velho Jiang sem dificuldade!

Já viu um autor best-seller pedindo dicas de escrita para um iniciante vendendo contos por cinco reais o milheiro?

Mas Zhang Linsheng era diferente.

Haonan, acordado cedo, ainda meio sonolento, foi chamado para praticar postura de cavalo?

Ao ver Chen Nuo levantar e relaxar, também ensaiou sair, mas foi logo advertido por Chen Nuo com um olhar: “Você não levanta, continua aí.”

Haonan piscou: “Por que você pode fazer corpo mole e eu não?”

Chen Nuo respondeu, sério: “É questão de aparência. Eu sou bonito, posso sair antes. Você, feio, fica até morrer.”

Zhang Linsheng quase lhe deu um tapa – se ao menos tivesse chance!

Chen Nuo esperava resposta, mas, surpreendentemente, Haonan engoliu em seco e aguentou calado.

Ficou ali, quieto, agachado, sem reclamar.

Estranho… ainda nem comecei a te treinar, e você já está obediente? Assim perde a graça...

Nem pôde soltar as piadas que tinha na ponta da língua.

Haonan era direto, mas não burro.

Já tinha percebido que Chen Nuo não era alguém comum, um verdadeiro mestre oculto, como se costuma dizer.

Naquela época, o filme “Kung Fu” do Stephen Chow ainda não existia, nem os clichês do velho mendigo entregando um manual para salvar o mundo. Nem webnovels com avôs poderosos de bolso tinham surgido.

Se fosse vinte anos depois, qualquer jovem na idade de Haonan, ao encontrar um mestre desses, já estaria implorando descaradamente por oportunidades e favores.

Haonan não sabia dessas coisas, mas percebia que Chen Nuo era realmente poderoso, e não de modo trivial.

Se ele mandava treinar, então ele treinava.

O velho Jiang, após sua volta, encontrou Chen Nuo encostado numa árvore, conversando animadamente com um idoso sobre temas que iam do preço da carne suína ao controle macroeconômico e à eleição nos Estados Unidos...

Enquanto isso, Zhang Linsheng, sério e suando, mantinha a posição de cavalo, tremendo, mas persistente.

Com essa comparação, o velho Jiang até sentiu simpatia por Zhang Linsheng – ao menos tinha alguma perseverança, mesmo sendo um pouco tapado.

Já Chen Nuo parecia só querer fazer pouco dele.

Foi ele que pediu para ser aceito como discípulo, mas depois de aceito, não se dedicava, só fazia bagunça?

Pensou em aconselhar Chen Nuo a não perder tempo, sugerindo que, se não queria treinar, melhor ficar em casa e dormir uma hora a mais.

Assim terminou o treino daquele dia.

Na volta, Chen Nuo propôs tomar café da manhã e levou o velho Jiang e Zhang Linsheng para uma casa de caldos de carneiro.

Gente de artes marciais come bem, especialmente carne.

Pediu três tigelas grandes de sopa de carneiro e ainda uma porção generosa de carne de rosto.

A carne estava tão macia que Chen Nuo empurrou metade para o prato do velho Jiang.

Uma tigela fumegante de sopa, cebolinhas, pimenta-do-reino... Um gole e todo o corpo se revigorava!

Vendo a atitude de Chen Nuo, o velho Sun suspirou.

Esse rapaz não tinha perseverança para o treino, mas era esperto.

Uma pena que, se usasse essa inteligência para as artes marciais, talvez conseguisse algo.

Deixa pra lá... Melhor pedir para Song Qiaoyun preparar o vinho e o embutido que Chen Nuo trouxe e, à noite, deixar ele levar para casa.

Treinar Kung Fu talvez não fosse uma boa ideia.

Depois do caldo, mestre e discípulos se despediram.

No caminho de casa, o velho Jiang já tramava como expulsar o indisciplinado Chen Nuo da tutela...

Mas, ao entrar em casa, ficou boquiaberto.

A casa estava impregnada pelo aroma de carne.

Song Qiaoyun saiu da cozinha enxugando as mãos no avental.

“Voltou? Vai tomar banho. Cortei metade do embutido que Chen Nuo trouxe e já está no vapor. Não gosta? No almoço tem embutido com arroz. E o vinho dele, abri duas garrafas e coloquei para macerar com chifre de veado.”

O velho Jiang ficou sem palavras.

A carne já estava no vapor?

O vinho já aberto??

Como iria expulsar o rapaz agora?

Até os presentes do ritual de aceitação sua esposa já estava preparando na cozinha! Não tinha mais como voltar atrás!

O velho Jiang era honesto.

Recebera o presente do discípulo no dia anterior e agora, comendo o embutido, iria expulsá-lo? Que tipo de pessoa faz isso?

Melhor aguentar um tempo e, depois de alguns dias, encontrar uma ocasião para sugerir a saída do rapaz.

No almoço, Song Qiaoyun preparou o embutido e ainda chamou Chen Nuo e Zhang Linsheng para comerem juntos.

Zhang Linsheng não veio de mãos vazias.

Contou à família, que achou estranho ele querer aprender luta com o professor de língua – parecia sem sentido!

Mas o pai de Zhang Linsheng viu ali uma chance de melhorar o vínculo entre filho e professor – quem sabe assim o professor cuidaria melhor do seu filho na escola?

Por isso, ao ir almoçar, trouxe uma sacola cheia de linguiças artesanais da família.

Song Qiaoyun cortou algumas para cozinhar junto.

O velho Jiang, sua esposa, Chen Nuo e Zhang Linsheng almoçaram juntos.

Chen Nuo agia como se fosse da casa.

Quase metade do embutido foi só para ele!

Zhang Linsheng, tímido, comeu pouco.

Já Chen Nuo, sem cerimônia: afinal, o velho Jiang tinha “ganhado” 620 mil dele – dólares! Comer um pouco de carne, e ainda por cima presente dele, que mal tinha nisso?

Depois do almoço, o velho Jiang não deixou os dois irem embora e continuou o ensino de artes marciais.

Sabia que um não tinha talento e o outro, dedicação, mas era responsável: se aceitou ensinar, ensinaria direito.

De manhã, postura e fundamentos.

De tarde, decidiu ensinar uma técnica básica de respiração e cultivo de energia.

Mesmo que não servissem para lutar, praticar por tempo prolongado poderia aumentar a saúde e fortalecer o corpo.

Sentados na sala, começou ensinando Zhang Linsheng, massageando e pressionando pontos específicos para que o rapaz gravasse bem as sensações.

Ensinou a técnica de respiração: três curtas, duas longas, uma fina, inspirar e expirar, conduzir a energia pelos canais...

Era um método simples, o mais básico do estilo do velho Sun.

Zhang Linsheng tentou se concentrar, mas não entendeu tudo e não conseguiu se acalmar.

Depois foi a vez de Chen Nuo.

Repetiu o método, massageando pontos e guiando a respiração.

Porém, de repente...

O velho Jiang ficou boquiaberto.

Com as mãos ainda pressionando um ponto de Chen Nuo, percebeu que, no início, ele acompanhava o ritmo...

Mas, num descuido, Chen Nuo... dormiu!

O velho Jiang conteve o impulso de atirá-lo longe com um golpe.

Respirou fundo, controlando a raiva.

Acordou Chen Nuo.

“Dormiu?”

“...Hã.”

“Já acordou?”

“Acordei.”

“Então vai dormir em casa!”

Chen Nuo e Zhang Linsheng saíram juntos.

Zhang Linsheng, resignado, comentou:

“O que você pretende? Me chama para treinar e você mesmo não leva a sério. Viu como deixou o velho Jiang irritado?”

Chen Nuo sorriu: “E aí, como foi para você?”

“Não muito bem!” Zhang Linsheng respondeu irritado. “Essas técnicas de respiração, metade não entendi nada. Tô todo confuso.”

Chen Nuo deu um tapinha no ombro dele: “Continua tentando. Sinto que o velho Jiang sabe muito. Quem sabe você não aprende mesmo? E, se não, já é um bom exercício.”

Zhang Linsheng nada respondeu, apenas lançou um olhar e foi embora.

Chen Nuo, ao chegar em casa, sentou-se no sofá e, sozinho, perdeu o sorriso zombeteiro.

Fechou os olhos e relembrou a técnica de respiração ensinada pelo velho Jiang.

Na verdade, ele não dormiu depois; enquanto o velho ensinava Zhang Linsheng, ele já ouvira e aprendera tudo.

De olhos fechados, ajustou a respiração e logo entrou em estado meditativo.

Respiração profunda e constante.

Ficou imóvel toda a tarde e, ao pôr do sol, abriu os olhos com um leve espanto.

“Essa técnica do velho Jiang é interessante.”

Concentrado, esticou a mão esquerda e, com um leve estalo no ar, fez a água num copo sobre a mesa vibrar suavemente.

Não era telecinese, mas pura energia projetada.

No máximo, a técnica básica permitia isso... Não dava para esperar milagres.

Se o velho Jiang estivesse ali, ficaria de queixo caído!

Ele mesmo levou três anos, quando jovem, para chegar a esse ponto.

Zhang Linsheng, ao chegar em casa, ajudou a mãe nas tarefas e, depois, levou comida ao pai na oficina.

À noite, exausto do treino, tomou banho cedo e se deitou.

Amanhã teria que trabalhar como repositor num supermercado.

Isso mesmo, Haonan estava trabalhando escondido.

Queria juntar dinheiro para comprar um telefone.

O motivo? Qu Qiuling.

Ela já reclamara que era difícil se comunicarem, e acusava Zhang Linsheng de ser misterioso, nem número de telefone ele tinha.

Na verdade, só o pai tinha um velho celular comprado num mercado de usados.

Qu Qiuling jamais imaginaria que o lendário Haonan, temido até pelos bandidos, não tinha dinheiro para um simples telefone.

Zhang Linsheng planejava comprar um aparelho usado com o salário da semana seguinte.

Já vira no mercado: um Motorola antigo, razoável, por uns trezentos reais.

Enquanto pensava em Qu Qiuling, adormeceu.

E sonhou.

No sonho, tudo escuro, depois voltou à cena do velho Jiang massageando seus ossos.

Sentiu, no sonho, as mãos do velho pressionando ainda mais forte!

Doía tanto que quase gritou, mas não conseguia acordar, só sentia o desconforto, os ossos estalando.

Foi um pesadelo, misto de dor e calor, como se estivesse mergulhado num mar de sofrimento...

Até perder a consciência.

Mas, nesse instante, sua respiração mudou, entrando num ritmo estranho, exatamente como o método ensinado durante o dia!

A energia seguia pelos músculos, pulmões, dantian e canais, ora longa, ora curta, ora fina, expirando e absorvendo...

Durante o processo, a respiração se descoordenava inúmeras vezes, mas uma força misteriosa a corrigia, guiando de volta ao caminho certo!

Uma, duas, dez, vinte vezes...

Na segunda metade da noite, Zhang Linsheng, ainda sonhando, começou a respirar corretamente, de acordo com a técnica.

Hu!

Chen Nuo suspirou, a testa coberta de suor.

Observou Haonan dormindo profundamente, escutou sua respiração, certificou-se de que tudo corria bem.

“Rapaz, não desperdice meu esforço.”

Sorriu, abriu a janela e desapareceu na noite.

Na rua, seus passos estavam trôpegos. Gastara demais de sua energia mental guiando a respiração de Zhang Linsheng durante toda a noite.

Por que ajudar tanto Zhang Linsheng?

Dois motivos.

Primeiro, Chen Nuo percebeu que Zhang Linsheng recuperou a memória!

Não era tolo: notou a mudança de atitude – mais respeitosa, submissa... Bastou pensar um pouco para entender.

Segundo, se Zhang Linsheng lembrou de tudo, sabe que Chen Nuo não é uma pessoa comum... Poderia hipnotizá-lo de novo, mas teve uma ideia ousada...

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E para os curiosos: na parte em que Song Qiaoyun canta a “Canção da Paz” e conta a história de Zhao Zilong no Passo de Changban, um dublador profissional gravou! Vale a pena conferir, o usuário se chama “Zi Ling Xiao Qian”. Profissional mesmo!

Continue acompanhando para mais capítulos em ritmo acelerado!