Capítulo 105: Elevar a Força
Quando o Inspetor Vento Suave se ajoelhou, todos prenderam a respiração, incrédulos. É sabido que os inspetores geralmente são figuras imponentes, cuja autoridade é inquestionável. Matá-los é fácil, mas conquistar sua alma a ponto de fazê-los ajoelhar-se é tarefa quase impossível. No entanto, sob a pressão avassaladora de Su Zhe, ele se prostrou sem hesitar, revelando a magnitude do poder do jovem.
Nesse instante, Su Zhe se voltou para Li Yuanba, que o acompanhava, e bradou: “Mate!”
Sem nenhuma hesitação, Li Yuanba ergueu seu pesado martelo e desferiu um golpe estrondoso. O martelo de bronze bateu com força esmagadora contra o Inspetor Vento Suave, que instantaneamente se desfez em uma nuvem de sangue e névoa.
Su Zhe olhou ao redor com frieza e declarou: “Quem ousar resistir terá este mesmo destino!” Em seguida, fixou seu olhar no Mestre do Pavilhão de Inspeção e perguntou calmamente: “Você buscará vingança?”
O Mestre, temeroso, respondeu prontamente: “Não, não ouso.”
Ele baixou a cabeça diante de Su Zhe, sentindo uma pressão indescritível, especialmente com Li Yuanba imponente atrás do jovem guerreiro, a ponto de impedir-lhe até mesmo levantar a cabeça. O suor já escorria pela testa do Mestre.
Com um olhar desprezível, Su Zhe ordenou: “Vá embora. Se me incomodar de novo, farei do seu Pavilhão um rio de sangue. Não teste meus limites. Já viu do que sou capaz!”
O Mestre do Pavilhão acenou rapidamente com a cabeça e recuou. Pouco depois, ele e os demais inspetores partiram. Vieram cheios de arrogância, mas partiram como cães sarnentos, numa cena que impressionou a todos pela humilhação.
Até o Mestre do Pavilhão Imperial suspirou, convencido de que a covardia diante do poder é característica comum a todos. Contudo, Su Zhe não se preocupou com isso. Aproximou-se do Mestre Imperial com cortesia e agradeceu sinceramente: “Obrigado por sua ajuda, Mestre.”
O Mestre Imperial sorriu e respondeu: “Não precisa agradecer. Sua causa é nossa causa. Somos todos da raça humana. Espero que um dia, um prodígio como você lidere nossa raça à ascensão. Assim, mesmo que morra, não terá vergonha diante dos ancestrais.”
Su Zhe respondeu com determinação: “A grande Zhou certamente se esforçará para glorificar nossa raça!”
Agora Su Zhe sentia uma profunda identificação com seu povo. Claro, exceto pelo Pavilhão de Inspeção, onde havia muitos elementos indesejados, o que era natural numa grande família.
O Mestre Imperial acenou e partiu com seus seguidores, deixando em Su Zhe uma sensação de esperança, ansioso para testemunhar a ascensão daquele jovem.
Os demais imperadores ao redor reverenciavam Su Zhe com admiração. Muitos haviam sofrido sob a tirania do Pavilhão de Inspeção, e agora Su Zhe os derrotara sem piedade, vingando-os. Sentiam-se aliviados e prestaram-lhe homenagens, às quais ele retribuiu com gentileza, consciente de que todos ali estavam para apoiá-lo. Após cumprimentá-los, os imperadores partiram.
Com todos dispersos, Su Zhe liderou seu exército de volta à grande Zhou. Desde que conquistara o território, não cessara de lutar, mas agora era hora de governar e reconstruir.
No caminho de volta, observou atentamente. A grande Zhou ainda carregava as marcas da guerra recente, com ruas desertas e comerciantes desanimados. Isso não podia continuar; era necessário revitalizar a prosperidade do reino. O verdadeiro poder vinha da força econômica.
Ao chegar à capital, Su Zhe reuniu seus ministros, mas ao olhar para eles, franziu a testa: eram quase todos militares, e poucos podiam oferecer conselhos estratégicos. Finalmente, voltou seu olhar para o Mestre do Vento Divino, que conhecia bem aquele mundo e agora servia como conselheiro imperial, cuidando frequentemente das finanças da Zhou.
Após um breve silêncio, Su Zhe perguntou: “Mestre, a grande Zhou está economicamente decadente. Qual a raiz do problema?”
O Mestre do Vento Divino respondeu com seriedade: “Majestade, o maior problema é a pobreza extrema de nosso reino. Além disso, a força da guarda da cidade é insuficiente para proteger a segurança. Exceto pelas tropas de elite sob seu comando, é difícil formar um exército que defenda a nação e o povo.”
Su Zhe sorriu amargamente, pois sabia que era verdade; todo o poder militar repousava sobre o exército que ele próprio convocara, o que era perigoso.
Indagou então: “Mestre, tem alguma solução?”
Sem hesitar, o Mestre respondeu: “Precisamos obter mais recursos e aumentar o poder geral da grande Zhou!”
Su Zhe, meio sorrindo, murmurou: “Ainda somos pobres…”
Perguntou então: “Quantas pedras espirituais temos atualmente?”
Su Hu, responsável pela administração, adiantou-se: “Majestade, menos de cem mil. A guarda da cidade recebe apenas alimentos comuns. É muito difícil aumentar a força em curto prazo.”
Su Zhe mostrou resignação diante da situação. Logo depois, perguntou: “E a produção do minério do povo do fogo espiritual?”
“Com as pedras do fogo espiritual, a produção mensal pode chegar a um milhão de pedras espirituais, mas ainda não foram entregues,” respondeu Su Hu.
As pedras do fogo espiritual eram preciosas; uma delas equivalia a duas pedras espirituais comuns. Por isso o Pavilhão de Inspeção desejava tanto possuí-las.
Sem hesitar, Su Zhe ordenou: “A partir do próximo mês, toda a guarda da cidade receberá pedras espirituais! Cada soldado terá uma por mês para aprimorar seu cultivo!”
Su Hu ficou preocupado — com mais de um milhão de soldados, distribuir a produção mensal inteira seria arriscado. Contudo, antes que pudesse falar, Su Zhe dispensou: “Não precisa discutir. Faça assim. Eu cuidarei das pedras espirituais!”
Su Hu calou-se, aceitando a decisão do imperador.