Capítulo Oitenta e Sete: Esperança

Imortal e Marcial: No Início, Assinei com o Exército da Armadura Negra Lin do Oriente 2852 palavras 2026-02-07 13:29:49

Ao ouvir o som, a Rainha das Neves ficou visivelmente nervosa e dirigiu-se à sua amiga com cautela.
— Não fale sem pensar. O Imperador de Grande Zhou não tem um temperamento fácil. Você não faz ideia de como ele é no campo de provas.
— Mata sem hesitar, jamais o provoque!
A Rainha das Neves sentia um leve arrependimento por ter trazido sua amiga. A outra era do tipo que só enfrentava os fracos e temia os fortes. Temia que, em algum momento, viesse a ser indelicada com Su Zhe. Se isso realmente acontecesse, considerando o caráter de Su Zhe, dificilmente ele mostraria compaixão. Além disso, as habilidades dele são quase sobrenaturais. Os outros podem não saber, mas ela viu tudo no Salão do Imperador Humano. Se não fosse pelo mestre que ajudou Su Zhe naquele dia, todo o Salão teria sido destruído.
Portanto, personagens como ele não podem ser provocados por elas. O motivo de terem vindo era apenas agradecer pessoalmente a Su Zhe. Ele sempre a acompanhou, e por isso, na recompensa do Salão, ela também recebeu uma parte. Não era muito, mas era valioso.
Ao ouvir o som, a amiga da Rainha das Neves sorriu e disse:
— Veja só como você está assustada.
— Eu, a majestosa Rainha Vermelha, saí de montanhas de cadáveres e mares de sangue. Para se tornar imperador, todos têm que lutar. Mesmo que esse Su Zhe que você fala seja formidável, não tenho medo dele!
Quando terminou de falar, desceu do carro do dragão, enquanto a Rainha das Neves apenas balançava a cabeça.
Quando estavam prestes a bater à porta,
— Trot trot!
Ao longe, ecoou o som de cascos de cavalos.
Uma tropa avançava, bandeiras imperiais tremulando ao vento. Era o exército de Su Zhe.
No instante em que ele apareceu,
— Estrondo!
Os portões da cidade imperial se abriram rapidamente.
Uma segunda tropa passou correndo.
Se as duas conhecessem, saberiam que era o Exército do Norte de Grande Zhou.
Todos com armaduras negras e espadas de guerra, dispostos em duas fileiras.
Uma aura de sangue e aço se espalhou, fazendo com que a Rainha Vermelha prendesse a respiração involuntariamente.
— Nossa!
— Todo esse exército já atingiu o nível do Palácio Violeta!
Havia incredulidade em sua voz.
Nesse momento, a Rainha das Neves comentou:
— Agora não vai reclamar da cidade destruída?
— Eu nunca disse isso, acaso sou tão superficial? — negou a Rainha Vermelha prontamente.

Logo depois, com uma animação renovada, declarou:
— Parece que hoje fiz a escolha certa ao vir aqui!
O comentário fez a Rainha das Neves franzir o cenho, respondendo:
— Desde que insistiu em vir comigo, fiquei intrigada. Afinal, o que você quer?
Percebendo o tom sério da amiga, a Rainha Vermelha falou em voz baixa:
— Na verdade, nada demais. É que nosso grupo planeja caçar nas Planícies da Pedra de Sangue.
— Mas encontramos imperadores do Império dos Espíritos de Fogo e houve várias batalhas, com muitas perdas.
— Então, os membros do Império Solar me pediram ajuda.
— Quando você veio me procurar, pensei em pedir seu auxílio.
— Ouvi dizer que ia encontrar um amigo e resolvi acompanhar, na esperança de conseguir mais apoio!
Enquanto falava, havia um leve tom de súplica em sua voz.
A Rainha Vermelha era difícil de lidar, mas a Rainha das Neves era respeitada.
No império, sempre esteve no topo, caso contrário não teria ido ao campo de provas.
Agora, além de trazer glória ao povo, acumulou forças e ascendeu ao império, com poder igual ao da amiga.
Por isso, diante da Rainha das Neves, a Rainha Vermelha sempre foi cautelosa.
Ao ouvir, a Rainha das Neves preferiu o silêncio.
Afinal, era um assunto dos humanos.
Normalmente, os impérios se ajudavam mutuamente, era o esperado.
Esse era o motivo de, apesar de não serem poderosos, conseguirem manter-se entre as muitas raças.
Podem lutar entre si, mas quando enfrentam outras raças, é preciso união e apoio mútuo.
Assim, por mais difícil que tenha sido, perseveraram ao longo dos anos.
No entanto, ela não ousava decidir por Su Zhe.
Se a Rainha Vermelha pedisse ajuda e ele aceitasse, ótimo.
Se não, não seria culpa dele.
Enquanto conversavam, Su Zhe chegou.
Ao se aproximar dos portões,
os soldados que aguardavam ajoelharam-se e gritaram:
— Bem-vindo de volta, Majestade!
— Levantem-se!
Su Zhe, segurando sua montaria, falou calmamente.
Em seguida, olhou na direção das duas imperatrizes.
Ambas não ousaram hesitar e foram ao seu encontro, cumprimentando com respeito:
— Saudações, Imperador de Zhou!
Agora, Su Zhe, tendo realizado o desejo de seu pai, estava de bom humor, sem frieza excessiva.

Falou então:
— Não precisam formalidades. O que as traz aqui hoje?
Ao falar, seu olhar pousou sobre a Rainha das Neves.
Ele ainda se lembrava dela.
No campo de provas, a coragem e a força interna daquela mulher lhe causaram admiração; por isso a manteve ao seu lado até o fim.
Ao ouvir, a Rainha das Neves apressou-se a dizer:
— Desde que saímos, queria agradecer-lhe pessoalmente pela ajuda, mas os assuntos do império me mantiveram ocupada.
— Só agora consegui um tempo livre.
— Por isso, preparei alguns presentes para visitar o Imperador de Zhou!
Su Zhe sorriu e respondeu:
— Muito gentil da sua parte.
— Se há algo a tratar, entremos na cidade primeiro.
Ao falar, convidou as duas a entrar.
Afinal, a Rainha das Neves era sua amiga.
Mas, nesse momento, a Rainha Vermelha ficou aflita e se apressou a dizer:
— Majestade de Zhou, na verdade, eu e a Rainha das Neves viemos também pedir um favor.
— Alguns amigos meus estão nas Planícies da Pedra de Sangue, cercados pelos impérios do Espírito de Fogo.
— Estão em perigo extremo.
— Outros impérios foram ajudar, mas sofreram grandes perdas.
— Por isso, esperamos que possa nos ajudar!
A voz era sincera, cheia de súplica.
Su Zhe olhou para ela, vendo seus cabelos vermelhos como chamas dançantes, traços delicados, de beleza incomparável, vestida com uma túnica imperial escarlate que misturava majestade e charme.
Mas para ele, isso não importava. Já se preparava para recusar.
Porém, ao recordar tudo o que o mestre do Salão do Imperador Humano e outros fizeram por ele,
e ao pensar nos humanos que, em batalha, gritavam por sua raça,
compreendeu que talvez ali residisse a esperança de sobrevivência do povo humano.
Assim, assentiu e disse:
— Está bem, eu irei com vocês!
Ao ouvir, tanto a Rainha das Neves quanto a Rainha Vermelha sorriram.
Deram um passo à frente e disseram:
— Muito obrigado, Imperador de Zhou!
Em seguida, ajoelharam-se diante de Su Zhe.
Naquele instante, ele ficou profundamente tocado.
Ambas, ao pedir ajuda para outros, não hesitaram em abandonar a dignidade imperial para agradecer-lhe.
Além disso, nem todos os que estavam em perigo eram conhecidos delas, era apenas por serem humanos.
A partir daquele momento, Su Zhe sentiu que seu coração começava a mudar.