Capítulo Sessenta e Dois: Avanço Irresistível
No exato momento em que a imperatriz discutia os assuntos da alquimia, Su Zhe já havia partido. Ele conduzia seu exército em direção à cidade imperial sem hesitar. O Império Cangwu, abalado pela morte do mestre nacional, abandonara qualquer intenção de negociar com Su Zhe. Agora, o grande general do império liderava uma legião interminável de soldados contra as tropas de Da Zhou, pronto para lutar até o fim.
Nada disso preocupava Su Zhe. Seu objetivo era chegar o quanto antes à cidade imperial e resgatar sua irmã. Qualquer um que ousasse barrar seu caminho estaria fadado à morte. Ele avançava com determinação, emanando uma aura poderosa; a intensidade assassina de sua presença assustava profundamente os discípulos da família Su que o acompanhavam. Especialmente Su Hu, que observava o irmão organizando as tropas com precisão invejável, incapaz de esconder admiração e respeito. Su Hu, agora vestindo armadura e empunhando uma espada, tornara-se um capitão no exército, evidenciando os esforços de Su Zhe em ajudá-lo a crescer rapidamente.
Meio dia depois, o exército chegou à última barreira antes da cidade imperial: o Passo Tianyuan. As muralhas ali eram imponentes, repletas de figuras que irradiavam força. À frente, destacava-se o general do Império Cangwu, Lei Yun, vestido com armadura de bronze e segurando uma espada que pulsava energia de vento e trovão. Sua presença era avassaladora, atingindo o primeiro nível da arte divina, sua aura esmagadora quase sufocava quem se aproximasse. Fitando Su Zhe abaixo das muralhas, ele falou calmamente:
— Rei de Zhou, o Império Cangwu não deseja ser seu inimigo. Aconselho-o a retirar-se agora, caso contrário, não terei escolha senão enfrentá-lo!
Sua voz trazia um tom de advertência, e seus olhos reluziam com intensidade. Su Zhe, porém, respondeu friamente:
— Quem ousar impedir o avanço do rei, não encontrará outro destino senão a morte. Não és o primeiro, nem serás o último. Se hoje não abrires os portões, eu te eliminarei!
Ao proferir essas palavras, uma onda de intenção assassina se espalhou. Lei Yun suspirou e declarou:
— Muito bem, se é assim, lutaremos!
Sem hesitar, sinalizou aos arqueiros para se prepararem. Num instante, uma chuva de flechas desceu sobre o exército de Su Zhe.
Os soldados da Guarda do Tigre ergueram seus escudos à frente, bloqueando as flechas e produzindo faíscas ao colidir com elas. Lei Yun ficou ainda mais sombrio ao perceber que a chuva de flechas não causara dano algum aos homens de Da Zhou, algo que não esperava. A força de Su Zhe superava suas pressuposições, mas isso não alteraria o curso dos acontecimentos.
Em sua mente, soou a voz do sistema:
— Ding, deseja o anfitrião registrar presença no campo de batalha de terror nível quatro estrelas?
— Registrar presença! — respondeu Su Zhe, sem hesitar.
— Ding, parabéns pela presença registrada. Obtiveste a lealdade de Xu Huang! Força: quatro níveis da arte divina! Arma: Machado Dragão-Elefante! Montaria: Fera Escama Rubra! Por favor, aceite!
No mesmo instante, atrás de Su Zhe, uma figura se materializou. Sua aura era robusta, vestia armadura escura e segurava um machado ainda maior que o de Cheng Yaojin, reluzindo uma luz cortante capaz de partir qualquer coisa; seus olhos brilhavam friamente. Era Xu Huang. Assim que foi convocado, dirigiu-se a Su Zhe com respeito:
— Saudações, Majestade!
Os olhos de Su Zhe brilharam com frieza e ele declarou:
— No campo de batalha, não há tempo para formalidades; primeiro, quebremos a muralha!
Xu Huang assentiu:
— Às ordens!
Montou sua montaria e avançou. O machado girava, criando correntes de vento cortante ao redor, destruindo as flechas no ar, e, em seguida, saltou sobre as muralhas. O brilho gélido do machado indicava claramente seu alvo: o general Lei Yun do Império Cangwu. Sua aura era selvagem, como um tigre feroz, o que fez Lei Yun reagir sem hesitação, levantando sua espada para enfrentar o ataque.
Surpreso com a força do adversário, Lei Yun jamais esperara encontrar um guerreiro tão formidável, capaz de atacar sozinho a muralha. Ao brandir sua espada, uma poderosa luz de trovão irrompeu, e outros comandantes também ergueram suas armas para defender o general.
Afinal, Lei Yun era o grande general; não podia falhar. Mas Xu Huang era um lendário guerreiro de Hua Xia, cujos feitos eram incomparáveis. Quando saltou, ficando ao nível da muralha, seu machado caiu com força descomunal.
Com um estrondo, a espada de Lei Yun foi destruída instantaneamente, e a luz do trovão dissipou-se. O general recuou, enquanto outros comandantes avançavam para enfrentá-lo. Porém, o machado de Xu Huang continuou a varrer, espalhando o corte por onde passava. Os comandantes do Império Cangwu foram abatidos em instantes, com névoa de sangue pairando no ar.
Xu Huang não parou. Após eliminar vários comandantes, desferiu um chute contra Lei Yun, cujas pupilas se contraíram diante da força do golpe. Sem alternativa, tentou defender-se com os braços, mas ambos foram quebrados de imediato, fazendo-o gritar de dor. Xu Huang prosseguiu, desferindo outro chute que transformou o general em pura névoa de sangue.
Simultaneamente, a Guarda do Tigre iniciou o assalto à muralha. Avançavam como uma onda rubra, golpeando repetidas vezes, impedindo qualquer reação dos soldados do Império Cangwu. Em pouco tempo, a Guarda do Tigre dominou a muralha, suas lâminas lançando sangue ao ar.
Su Hu, ao ver aquela cena, sentiu seu sangue ferver. Os subordinados de Su Zhe eram poderosos demais; romper a muralha parecia tarefa fácil, despertando sua paixão de combate, ansioso por participar do ataque. Contudo, Su Zhe ordenou:
— Entrem na cidade!
Com essa ordem, o exército de armaduras escuras avançou. Cheng Yaojin desceu seu machado com força colossal, rachando o portão em mil pedaços. A cavalaria imponente entrou na cidade, dominando o cenário.