Capítulo Cento e Um: O Início da Batalha
No momento em que a voz de Su Zhe se calou, o Imperador de Shaoyang deu um passo à frente e declarou:
— Sua Majestade, Imperador Zhou, se houver algo em que eu possa ser útil, por favor, não hesite em pedir. Minha vida foi salva por vós. Não importa o sacrifício, darei tudo por ti!
— E eu também! — acrescentou a Imperatriz de Gelo e Neve.
Porém, ao terminar de falar, ela percebeu que todos à sua volta a olhavam, e não pôde evitar um rubor discreto.
Assim que as palavras deles se dissiparam, Su Zhe acenou com a mão e respondeu:
— Agradeço a todos pela generosidade, mas esta questão prefiro resolver pessoalmente. Se precisar de ajuda, certamente pedirei!
Enquanto falava, ergueu a taça de vinho.
Nos dois dias seguintes, o Grande Zhou celebrou banquetes contínuos.
No terceiro dia, Su Zhe partiu à frente do exército.
Nesse momento, todos os imperadores seguiram de perto, querendo testemunhar Su Zhe criar mais um milagre.
Ao chegarem à Planície dos Sinos de Vento, o Inspetor da Brisa Ligeira já estava lá.
Adiante, um exército bem alinhado aguardava. De seus corpos emanava uma aura poderosa; eram, sem dúvida, as tropas de elite dos cinco reinos mencionados pelo Inspetor.
À frente, um imperador vestia um manto azul-dourado, irradiando uma presença imponente. Nos olhos, havia um brilho gélido e penetrante.
Ele fixou o olhar em Su Zhe e falou lentamente:
— Será que a nossa raça humana chegou a um ponto tão injusto? Você se atreve a dizer, sem vergonha, que pode invadir a tribo dos Espíritos de Fogo? Não teme ser motivo de escárnio?
Sua voz carregava evidente desdém.
Su Zhe, porém, sorriu — um sorriso sombrio e afiado.
— Não gosto de disputas verbais. Se não acredita, podemos lutar. Ou então, tente conquistar um território entre os Espíritos de Fogo. Assim evitará que seu pai mendigue por aí, exibindo-se por idade, sem sequer preservar sua dignidade!
— Você...! — O rosto do Imperador do Vento Celestial escureceu, claramente irritado. Não esperava que Su Zhe fosse tão audacioso, mencionando até mesmo seu pai em meio à provocação.
Contudo, após ouvir tais palavras, exibiu um sorriso ainda mais desdenhoso e respondeu friamente:
— E daí? Acaso não é verdade? Se deseja lutar, estou pronto para enfrentá-lo agora!
Sua voz era carregada de desprezo.
Nesse momento, um brilho frio cruzou os olhos do Imperador do Vento Celestial, que declarou:
— Muito bem, lutarei contigo — e será uma batalha de vida ou morte!
Ao dizer isso, lançou um pergaminho dourado em direção a Su Zhe.
— Já assinei. Você tem coragem de assinar?
Falou com um tom de desafio.
Antes que a provocação se dissipasse, Su Zhe, sem hesitar, escreveu seu nome no pergaminho.
Fitando o Imperador do Vento Celestial, Su Zhe disse:
— Já que chegamos a este ponto, proponho que lutemos hoje. Carregamos ódio mútuo; por que adiar?
Ao ouvir isso, o Imperador do Vento Celestial sorriu, surpreso pela pressa de Su Zhe em buscar a morte. Voltou-se aos outros imperadores:
— E vocês, o que acham?
Naturalmente, os demais não recusariam. Todos eram, de fato, discípulos do Inspetor da Brisa Ligeira.
O jovem mestre deles havia falado; como poderiam negar?
Assim que concordaram, o Imperador do Vento Celestial ordenou:
— Preparar o exército!
Imediatamente, as tropas ergueram suas armas; especialmente os soldados do Corpo do Vento Celestial, todos no reino da Corte Violeta, de força notável.
Tal exército esmagaria outros impérios, mas, aos olhos de Su Zhe, não era suficiente.
Nesse momento, o Inspetor da Brisa Ligeira encarou o Senhor do Salão do Imperador Humano.
— O contrato de vida ou morte foi firmado; ninguém pode interferir. Caso contrário, estará quebrando as regras da nossa raça!
Era evidente que desejava a morte de Su Zhe nessa batalha.
O Senhor do Salão do Imperador Humano respondeu:
— Espero que não se arrependa!
E silenciou.
Nesse instante, o Imperador do Vento Celestial não conseguiu mais se conter. Ordenou:
— Ataque!
Ao soar a ordem, os vinte mil soldados de elite dos cinco impérios avançaram contra Su Zhe. A rapidez era impressionante; cavalaria e infantaria cooperando, levantando uma nuvem de poeira.
Era inegável que tais tropas eram formidáveis, a força de combate assustadora.
Ao presenciar a cena, Su Zhe deixou transparecer desprezo no olhar e declarou friamente:
— Exército, ao ataque!
No momento seguinte, os Guardas das Plumas avançaram de imediato.