Capítulo Sessenta e Oito: Entrada no Campo de Batalha

Imortal e Marcial: No Início, Assinei com o Exército da Armadura Negra Lin do Oriente 3113 palavras 2026-02-07 13:27:55

Quando chegaram do lado de fora do espaço de provações, o Sétimo Ancião parecia hesitante, incapaz de avançar, tomado pela indecisão. Su Zhe, ao olhar adiante, percebeu um vasto salão, grande o suficiente para acomodar dezenas de milhares de pessoas. Sobre ele, estavam desenhados diversos símbolos místicos, irradiando luz espiritual avermelhada que pulsava e emanava uma aura de mistério sem fim.

Na periferia do salão, encontravam-se mais de uma dezena de anciãos de cabelos brancos, todos com expressões de profunda ansiedade. Recentemente, mais uma equipe foi derrotada e expulsa do campo de batalha. Das vinte equipes do Império, em um curto espaço de tempo, restava apenas uma. Se Su Zhe não conseguisse reverter a situação, seria o fim. Os humanos perderiam de forma humilhante no campo de batalha dos Impérios, incapazes até de manter a posição entre os nove mil melhores. Era uma derrota inaceitável para todos.

Percebendo o nervosismo estampado no rosto dos anciãos, o Sétimo Ancião não se atrevia a avançar. Toda a esperança deles estava depositada em Su Zhe, mas ele trouxera apenas dezoito pessoas. Até o Sétimo Ancião, normalmente impetuoso e irracional, não sabia como explicar.

Nesse momento, o Mestre do Salão do Imperador Humano o avistou e falou:

— Trouxe os reforços?

O Sétimo Ancião assentiu, sem saber como responder. O Mestre do Salão continuou:

— Já que chegaram, leve-os logo ao campo de provações. Acabamos de perder mais uma equipe. O último Império de Gelo e Neve está cercado, precisa urgentemente de apoio!

O Sétimo Ancião assentiu novamente, então se virou para Su Zhe:

— Entrem no salão. Ao atravessarem, sua consciência será transferida para o espaço de provações!

Sem hesitar, Su Zhe conduziu os Dezoito Cavaleiros de Yanyun para dentro do campo de provações. No instante em que entraram, colunas de luz intensa explodiram em direção ao céu, obscurecendo todo o firmamento. O ritual foi ativado imediatamente, e as figuras dos dezenove permaneceram estáticas.

O Mestre do Salão do Imperador Humano ficou surpreso. Ele percebeu que, no vasto salão, apenas dezenove pessoas estavam presentes. Em circunstâncias normais, seriam insignificantes, mas agora chamavam atenção, deixando-o furioso. Olhou para o Sétimo Ancião e bradou:

— Sétimo, isso é o que você disse que estava tudo certo? Apenas dezenove pessoas? Está brincando comigo?

Sua voz transbordava raiva. Afinal, ele pagara um preço altíssimo para garantir essa vaga, e o Sétimo Ancião trouxe apenas dezenove combatentes para disputarem com as demais raças. Era inadmissível. O habitual descuido seria tolerável, mas hoje era demais.

O Grande Ancião estava ainda mais indignado, encarando o Sétimo Ancião:

— Sétimo, sempre fui tolerante contigo, mas desta vez você foi longe demais. Após a provação, venha ao Salão dos Anciãos para receber sua punição!

Sua voz era fria, permeada de decepção. Os outros anciãos balançaram a cabeça. Normalmente, eram harmoniosos e unidos, pois os humanos já eram frágeis; se não fossem unidos, a extinção seria inevitável. Mas desta vez, todos concordavam que o Sétimo Ancião ultrapassara o limite, brincando com o destino da humanidade — algo imperdoável.

O Sétimo Ancião, amargurado, tentou se aproximar para explicar, mas ninguém quis ouvi-lo. Até o Quinto Ancião, seu maior aliado, lhe deu as costas. Só restou a ele ficar cabisbaixo ao lado.

Nesse instante, Su Zhe adentrou o campo de batalha da provação. Ao ter sua consciência transferida, percebeu que o ambiente não diferia do mundo exterior: havia montanhas e rios. Su Zhe encontrava-se sobre uma colina, rodeado por outros humanos, todos em situação precária. Até mesmo as bandeiras imperiais estavam desgastadas.

— Império de Gelo e Neve! — murmurou Su Zhe ao ler o nome na bandeira. Não conhecia esse Império, mas podia perceber que não era fraco.

Então, uma carruagem se aproximou rapidamente, parando diante de Su Zhe. De dentro, desceu uma mulher vestida com uma túnica branca adornada com filigranas douradas de fênix, ostentando uma coroa real. Ela exalava uma aura de maturidade, majestade e elegância, com uma beleza incomparável. Seus olhos, em especial, brilhavam como estrelas.

Sentindo sua energia, Su Zhe deduziu que ela acabara de alcançar o nível de Transcendência — era a Rainha de Gelo e Neve. Ao seu lado, três generais, todos com poder de Nobreza Púrpura, o que, entre os humanos, era extraordinário, mas entre as outras raças, insuficiente.

Ela examinou Su Zhe de cima a baixo e disse suavemente:

— Você é o reforço enviado pelo Salão do Imperador Humano, não é? Estamos cercados pelo povo Gigante e pelo povo do Fogo. O Império Celestial já foi derrotado. Tenho menos de cinco mil soldados. O que precisamos é resistir aqui por três dias.

Se não formos esmagados nesses três dias, ainda haverá esperança de sobrevivência!

Com olhos ardentes, ela encarou Su Zhe. Quando percebeu que ele não entendia, continuou:

— Onde estão seus soldados? Gostaria que se unissem ao nosso Império de Gelo e Neve para combatermos juntos o inimigo!

Sua voz trazia nervosismo. Su Zhe era a única esperança para resistir aos dois impérios adversários. Desta vez, Su Zhe respondeu:

— Meus soldados já estão aqui!

Olhou para os dezoito homens atrás de si. A Rainha de Gelo e Neve forçou um sorriso.

— Você está brincando comigo?

— Acha que sou alguém que faz brincadeiras? — respondeu Su Zhe, olhando para baixo, onde as tropas dos dois impérios adversários já se juntavam. Após batalhas consecutivas, restavam apenas cerca de trinta mil inimigos.

A Rainha de Gelo e Neve, irritada, achou Su Zhe um privilegiado, provavelmente parente de algum grande personagem do Salão do Imperador Humano, pois só assim teria acesso a esse lugar. Sentiu profunda decepção: em assuntos vitais para a humanidade, ainda havia quem entrasse por influência. Será que ainda havia salvação para os humanos? Perguntou-se silenciosamente.

Na mente da Rainha de Gelo e Neve, Su Zhe recebeu o estigma de um mimado. O olhar dela tornou-se frio, até mesmo desprezo e aversão. Ela disse friamente:

— Se não está brincando, então o desprezo ainda é maior! Pessoas como você não deveriam estar aqui, não merecem lutar pela humanidade!

Após dizer isso, virou-se e partiu. Os generais ao redor ficaram surpresos; a rainha era famosa por sua temperança, e agora, tão irritada, era sinal de que a situação era grave.

Su Zhe, intrigado, não entendia o motivo de tal reação, mas não era momento de discutir. As tropas dos dois impérios estavam prestes a atacar. Então, ordenou aos Dezoito Cavaleiros de Yanyun:

— Formação em cunha, avancem!

No momento em que sua voz ecoou, liderou os dezoito cavaleiros em uma investida contra o campo de batalha. Os cavalos galoparam, levantando nuvens de poeira.

Vendo essa cena através do ritual de projeção, os anciãos do Salão do Imperador Humano suspiraram. O Grande Ancião apontou para o Sétimo Ancião:

— Isso é o que você chama de elite? Não sabem nada de tática! Dezoito homens atacando um exército de trinta mil, vão morrer no primeiro embate. Aposto que o grupo pelo qual pagamos um preço tão alto será derrotado imediatamente!

O Sétimo Ancião, ouvindo isso, limpou o suor do rosto, amargurado, e desta vez, nem tentou se justificar.