Capítulo Setenta e Um: Milagre

Imortal e Marcial: No Início, Assinei com o Exército da Armadura Negra Lin do Oriente 2772 palavras 2026-02-07 13:27:59

Naquele momento, Su Zhe também exibia uma expressão carregada de gravidade. Contudo, logo voltou-se para a Rainha das Neves, que estava tomada pelo pânico, e falou:

— Não podemos fugir. Se tentarmos escapar agora, seremos engolidos pela maré de soldados e nos tornaremos apenas mais um entre eles. Quando não tivermos mais forças para correr, acabaremos esmagados pela própria tropa que vem atrás!

Su Zhe avaliou a situação num instante.

Ao ouvir suas palavras, o rosto da Rainha das Neves mudou de cor.

— Então, o que devemos fazer?

Ela voltou o olhar para Su Zhe, que respondeu friamente:

— Vamos contra a correnteza, saltar o Portal do Dragão! Iniciaremos uma contracarga e abriremos uma trilha sangrenta por entre a maré de soldados. Se conseguirmos chegar à linha de frente, avançar na classificação será inevitável. Caso contrário, morreremos!

Ao escutar isso, a Rainha das Neves ficou pálida, achando a ideia de Su Zhe completamente insana. Mas, naquele exato instante, ele já se movia, avançando diretamente contra a horda de soldados. Olhou para ela e disse:

— Se quer sobreviver, siga-me!

Enquanto falava, a lança de guerra em sua mão já cortava o ar, conduzindo os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun em uma carga feroz contra a maré de soldados.

Visto de longe, era possível perceber: de um lado do campo de batalha, uma massa imensa de tropas avançava como uma onda gigantesca, exalando uma aura de morte intensa capaz de tingir até o céu. Do outro lado, estavam Su Zhe e seus Dezoito Cavaleiros de Yan Yun, minúsculos diante da maré sem fim, mas destemidos, desafiando a correnteza.

A cena era de uma força impressionante. Para ousar tal investida, era preciso não apenas uma convicção inabalável na vitória, mas também uma coragem e determinação extraordinárias.

Não apenas a Rainha das Neves ficou atônita, mas também o Mestre do Salão do Imperador Humano e os outros anciãos viam tudo com incredulidade. Desta vez, porém, não se opuseram a Su Zhe, apenas observavam com tensão cada movimento no campo.

Agora, ele era a esperança de reviravolta da raça humana.

A Rainha das Neves, nesse momento, cerrou os dentes e ordenou aos soldados atrás de si:

— Sigam-me!

Após dar a ordem, ela seguiu Su Zhe rumo à maré de soldados. Ao se aproximar daquela massa, finalmente sentiu o peso esmagador da pressão, a ponto de seu próprio poder estremecer. Pensou em Su Zhe, que enfrentava o pior na linha de frente, e percebeu que ele suportava uma carga várias vezes maior. Esse pensamento despertou nela um respeito genuíno por Su Zhe — pessoas assim são raras no mundo.

Nesse instante, Su Zhe já lutava contra a maré de soldados.

— Mata!

Ele rugiu, avançando e derrubando inúmeros soldados à sua frente. Os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun o acompanhavam, protegendo seus flancos, as espadas curvadas cortando com frieza mortal. Os soldados em fuga eram fatiados instantaneamente, seus gritos de agonia preenchendo o ar.

Eles avançavam contra a correnteza, como peixes saltando o Portal do Dragão. O caminho era difícil, mas cada passo era firme, deixando atrás de si uma trilha de sangue que fluía contra a maré.

Os soldados do Reino das Neves os seguiam com dificuldade, tentando romper aquela corrente oposta. Diante dos rostos ferozes que surgiam contra si, a Rainha das Neves sentia-se cada vez mais aflita, mas não tinha escolha senão persistir.

Era uma estratégia árdua, mas ela sabia que era o único caminho.

Durante a batalha, soldados do Reino das Neves eram abatidos, caindo de seus cavalos. Afinal, nem todos possuíam a força dos Dezoito Cavaleiros de Yan Yun.

À medida que a carga avançava, mais soldados caíam. Mas ninguém parava, pois todos sabiam que parar era sinônimo de morte.

Na verdade, quem mais estava aterrorizado era o Mestre do Salão do Imperador Humano, que mantinha o olhar fixo no campo de batalha. Su Zhe e seus Dezoito Cavaleiros de Yan Yun pareciam uma lança, quase perfurando a maré de soldados. Suas armas giravam cada vez mais rápido, até seus corpos se tornarem feixes de luz. Por onde as lâminas passavam, os soldados eram arremessados de imediato.

Não se sabe quanto tempo durou o combate, mas então uma voz soou na mente de Su Zhe:

— Parabéns, anfitrião: os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun alcançaram mérito militar e seu poder chegou ao sétimo nível da Transformação Divina!

Naquele instante, os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun, já exaustos, foram tomados por uma luz intensa. A névoa de sangue acima de suas cabeças tornou-se ainda mais densa. Cada golpe de lâmina eliminava um grupo de inimigos, e a explosão de sangue se assemelhava a fogos de artifício no céu noturno: bela e trágica.

Gradualmente, uma luz surgiu à frente, renovando o ânimo de Su Zhe. Ele sabia que estava prestes a romper a maré.

— Roooar!

Ele rugiu, iniciando a última investida. Os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun avançaram com ainda mais bravura.

— Crack!

Quando a lâmina cortou o ar e derrotou o último adversário, foram os primeiros a sair da maré de soldados. Até Su Zhe tinha gotas de suor na testa. A batalha foi extremamente difícil.

Porém, infelizmente, dentro do espaço de provação, como não havia ameaça real à vida, o sistema não permitiu o registro de conquistas. Caso contrário, só por essa batalha, ele teria ganho muito.

Mesmo assim, poder contabilizar méritos militares já satisfazia Su Zhe.

Após romperem a maré, algum tempo depois, os soldados do Reino das Neves também conseguiram sair. Mas agora, estavam muito mais devastados. Dos cinco mil soldados originais, restavam apenas trezentos guardas pessoais da rainha. E a Rainha das Neves estava em um estado lamentável, com marcas de sangue no corpo, roupas encharcadas de suor, revelando suas curvas impressionantes. Agora, aquela rainha sempre altiva não se importava com nada disso, sentando-se diretamente no chão, aliviada.

Se não fosse por Su Zhe abrindo caminho, ela sabia que não conseguiriam avançar nem cem metros, muito menos atravessar a maré infinita.

Ao mesmo tempo, fora do campo de provação, o Mestre do Salão do Imperador Humano estava tomado por uma emoção quase incontrolável. Após alguns instantes, declarou lentamente:

— Su Zhe criou um milagre. Depois que sair daqui, o Salão do Imperador Humano deve investir todos os recursos para cultivá-lo. Ele é a esperança da nossa raça!

Sua voz vibrava com emoção. Nele, via a imagem de um invencível, aquele que, no passado, criava um milagre atrás do outro, tornando a raça humana cada vez mais forte. Naquela época, o Mestre do Salão do Imperador Humano era apenas um jovem.

Os demais anciãos assentiram ao ouvir suas palavras, plenamente de acordo.

No entanto, naquele momento, a Pedra de Classificação ao lado começou a pulsar intensamente. Os números subiam em velocidade espantosa. Todos observavam, tensos, especialmente o Sétimo Ancião, cuja aposta era alta e o coração batia forte.

O silêncio tomou conta do ambiente.

Quando os números pararam, fixaram-se em oito mil novecentos e noventa e nove.

Naquele instante, todos os anciãos ficaram de boca aberta, tomados pela incredulidade.