Capítulo Vinte e Quatro: Cidade Real
— Assinar!
Sem hesitar, Su Zhe declarou sua decisão.
— Ding! Parabéns, anfitrião, assinatura bem-sucedida. Você recebeu o Corpo do Antigo Rei dos Homens!
Assim que sua voz se dissipou, uma poderosa energia se espalhou por seu corpo. Ele sentiu claramente que sua força física havia aumentado dezenas de vezes, cada célula pulsando com uma energia misteriosa, dominante e sagrada.
Seus longos cabelos, agitados pelo vento cortante, dançavam e reluziam com pontos de luz tão intensos que era impossível encará-los diretamente. O ímpeto que emanava de seu corpo sofreu mudanças drásticas, e até mesmo sua força ganhou um avanço colossal. A transformação física permitiu que sua cultivação deixasse de estagnar.
Quando a metamorfose se completou, Su Zhe percebeu que, sem se dar conta, seu nível de cultivação havia atingido o oitavo grau do Palácio Púrpura. Com tal poder, ele era invencível dentro da dinastia, capaz até de derrotar aqueles que acabavam de ingressar no Reino da Transformação Divina.
Após consolidar seu avanço, Su Zhe não hesitou e partiu em direção ao palácio real. Ao mesmo tempo, sua voz fria ecoou:
— Zhao Xing, lidere o Exército Shenwu e os arqueiros; fechem a cidade! Ninguém deve escapar! Os demais, venham comigo ao palácio!
Naquele dia, a cidade real estava destinada a arder em chamas, e Su Zhe faria todos pagarem o preço. Um intenso desejo de matar irradiava de seu corpo.
Atrás dele, o Exército de Armaduras Negras, com cavalos escuros e rostos ocultos por máscaras, deixando apenas os olhos à mostra, avançava como uma torrente de aço, seguindo Su Zhe de perto.
Enquanto corriam, alguns soldados bradavam:
— O Marquês Campeão entrou na capital! Os cidadãos que permanecerem em casa estarão seguros!
O som penetrante ecoava, e todos os habitantes da cidade real se protegiam, puxando suas esposas e filhas para dentro de casa, escondendo-se cuidadosamente. Outros, curiosos, espiavam pelas janelas e viam apenas a cavalaria negra, cujo galopar fazia o chão tremer.
Contudo, nem todos se submetiam; alguns começavam a resistir. Afinal, a cidade real era o refúgio dos nobres da Dinastia Yu Hua. No palácio de alguns lordes, ouviram-se rugidos.
— BANG!
Enquanto Su Zhe avançava, ao passar pelo palácio do Marquês de Zhen Ding, uma explosão ressoou. Uma figura envolta em luz dourada, empunhando uma longa lâmina, saiu correndo. Era o próprio Marquês de Zhen Ding, tentando deter Su Zhe.
Porém, assim que saltou, Su Zhe manteve o cavalo em movimento, sequer dignando-se a olhar para ele, e brandiu sua lança de batalha lateralmente. Um brilho dourado cortou o ar, reluzindo na noite e atingindo o marquês.
Sem tempo para reagir, o marquês foi partido ao meio, caindo ao chão entre uma névoa de sangue.
— Revistem o palácio do Marquês de Zhen Ding, não deixem ninguém escapar! — ordenou Su Zhe.
Imediatamente, Wu Song avançou com seus homens e gritos de horror ecoaram no palácio. A matança dominava a noite.
Su Zhe continuava marchando à frente, cavalgando com determinação. Naquela noite, a cidade real era seu domínio.
Ao se aproximar do palácio, um grupo de guerreiros bloqueou o caminho. Eram dois marquises da dinastia, que encararam Su Zhe:
— Su traidor, retire-se agora, ou a cidade real será teu túmulo!
A voz reverberava pelas ruas, e os soldados atrás deles erguiam suas armas. Mas antes que Su Zhe pudesse ordenar, Yang Lin, seu aliado, saltou alto e bradou:
— Quem bloquear o caminho, morrerá!
Em suas mãos, o Bastão Aprisionador de Dragões parecia transformar-se em uma fera selvagem. Os dois marquises, ao verem tal cena, empalideceram e tentaram impedir Yang Lin.
Mas não eram páreo para o Rei Protetor de Da Sui.
— BANG!
O bastão esmagou a lâmina de um deles e caiu sobre sua cabeça, espalhando sangue. O marquês foi morto instantaneamente.
Yang Lin, então, varreu com o pé direito:
— BAM!
Acertou o pescoço do outro marquês, que, apesar dos méritos de guerra, teve o pescoço torcido de forma grotesca e foi morto de imediato.
Os soldados atrás deles nem conseguiram reagir. Su Zhe não parou, cavalgou entre as fileiras, girando sua lança de batalha. Os soldados comuns não podiam resistir, sendo mortos e envoltos pela névoa sangrenta.
O Exército de Armaduras Negras vinha logo atrás, seu poder devastador esmagando os soldados, que morriam no campo sem criar obstáculos.
Ao se aproximarem do palácio real, todos os guerreiros haviam perecido. Diante da imponente porta do palácio, Su Zhe mostrou uma expressão complexa. Quando era criança, entrara ali várias vezes, sempre com extremo cuidado. Nunca imaginou que, desta vez, chegaria como comandante de tropas.
Sem hesitar, Su Zhe continuou avançando; a lança de batalha golpeou a porta do palácio.
— BANG!
A porta colossal foi destruída. O portão de bronze despedaçou-se, fragmentos voando por toda parte, perfurando os soldados atrás da entrada antes que Su Zhe sequer agisse. O chão ficou coberto de mortos e feridos.
Naquele momento, ninguém podia deter a carnificina de Su Zhe. Ele e o Exército de Armaduras Negras atravessaram o portal, seus olhos brilhando com uma luz gélida. Parecia uma besta feroz e cruel.
Na vastidão do palácio, muitos soldados fugiram assim que souberam da invasão de Su Zhe, abandonando suas armas por toda parte. Su Zhe recordou um provérbio: "A derrota militar é como a queda de uma montanha."
Mas nem todos partiram. Alguns eunucos, leais até a morte à família real, permaneceram, prontos para um último combate.
Quando Su Zhe parou, figuras ocultas pela noite avançaram em sua direção com velocidade assustadora. Vestiam uniformes azuis de eunucos, vinham desarmados, mas emanavam uma aura poderosa. Três deles haviam atingido o reino do Núcleo Dourado, tão fortes quanto marquises.
Ao vê-los avançar, Su Zhe manteve o olhar frio.
— Matem o traidor Su!
Quando os eunucos se aproximaram, alguém gritou e atacou. Chen Yaojin tentou intervir, mas Su Zhe o impediu. Ele queria agir pessoalmente; todos aqueles envolvidos na morte de seu pai não escapariam.
— CRACK!
Com um movimento, Su Zhe lançou sua lança de batalha. Os três eunucos líderes, ao saltarem, foram atravessados e pregados ao chão, cuspindo sangue e morrendo de forma miserável.
Os outros eunucos tentaram avançar, mas Su Zhe executou a Garra do Dragão Sagrado. Sua palma rugiu como um dragão, e ao varrer, pulverizou os eunucos.
Sem olhar para os cadáveres, Su Zhe avançou com seu cavalo, pegando novamente a lança.
No alto da plataforma, o Rei Yu Hua apareceu ao lado da rainha. Ao redor deles, figuras familiares surgiram, fazendo Su Zhe sorrir, mas com frieza e uma intenção assassina implacável.
Todos eram velhos conhecidos.