Capítulo Cinquenta e Nove: Reencontro

Imortal e Marcial: No Início, Assinei com o Exército da Armadura Negra Lin do Oriente 2709 palavras 2026-02-07 13:27:50

Enquanto Su Tigre e os demais eram arrastados à força, ao longe ecoou o som de cascos de cavalos. O senhor da cidade, acompanhado por Su Zé e pelo exército dos Guerreiros de Armadura Negra, avançava em direção ao grupo. O senhor da cidade, um homem de aparência ligeiramente obesa, parecia ainda mais desajeitado e aflito naquele momento. Atrás dele, Su Zé e os soldados exibiam armaduras negras, exalando um ar frio e sanguinário, como um batalhão que emergia das profundezas do inferno.

Ambos os grupos encontraram-se frente a frente. O general Li, comandante da Guarda da Cidade, ao ver o senhor da cidade naquela condição, bradou sem hesitar:
— Quem ousa tratar o senhor da cidade com tanta insolência?
Sua voz ecoou ameaçadora, pronto para agir. Porém, antes que o senhor da cidade de Ventos Distantes pudesse intervir, Cheng Yaojin já havia avançado impetuosamente.

Os cavalos galopavam sobre o chão de pedra, produzindo um som claro e firme. O machado de guerra foi brandido rapidamente, emanando uma aura demoníaca que se espalhava, liberando uma pressão esmagadora. O general Li viu seus olhos se estreitarem de espanto.
Com um estrondo, sua arma foi arremessada longe. Uma força colossal o atingiu, obrigando-o a recuar sem controle, até cair ao solo, tomado de terror.

O senhor da cidade, desesperado, gritou:
— General Li, não seja imprudente! Este diante de mim é o Rei Zhou, venha saudá-lo!

Sua voz tremia de urgência, temendo que o general Li, ao enfurecer Su Zé, acabasse por selar seu próprio destino.

No instante em que sua fala se encerrou, uma voz surgiu do grupo de prisioneiros amarrados atrás do general Li:
— Irmão!
Era Su Tigre, coberto de sangue, o rosto quase irreconhecível, sobretudo naquela noite. Su Zé não o reconheceu de imediato, mas o timbre familiar fez com que ele olhasse atentamente para a multidão. Ao fazê-lo, seus olhos quase se romperam de dor: diante de si, em meio à humilhação e feridas, acorrentados, estavam seus próprios familiares. E quem o chamava era seu primo Su Tigre.

Naquele instante, uma onda de fúria irrompeu no peito de Su Zé. Ele saltou do cavalo em um movimento súbito.
Ao tocar o chão, a energia emanada era como uma rocha gigantesca lançada contra a terra, levantando uma nuvem de poeira e poder. Os guardas da cidade ao redor foram lançados ao ar pela força de Su Zé, e ao aterrissar, transformaram-se em névoa de sangue.

Num gesto rápido, Su Zé quebrou as correntes de Su Tigre.
— O que aconteceu aqui? Por que estão tão desfigurados?
Sua voz era grave, impregnada de intenção assassina.

Su Tigre, como uma criança perdida que reencontra seus pais, desabou em lágrimas. Um homem de coragem, mas agora chorava. Após tanto sofrimento e humilhação, ao ver Su Zé, a emoção era indescritível.

Enquanto Su Tigre chorava, os outros membros da família Su também começaram a prantear. O massacre da família os obrigava a segurar as lágrimas, pois tinham o dever de proteger os seus. Se eles caíssem, tudo estaria perdido. Durante a tortura dos inimigos, não podiam chorar, não queriam mostrar fraqueza nem envergonhar o nome Su. Mas, diante de Su Zé, finalmente puderam se permitir chorar. Afinal, eram apenas jovens de dezessete ou dezoito anos.

Após alguns momentos, ao perceber que as emoções se acalmavam, Su Zé falou em tom firme:
— Chega de lágrimas!

Su Tigre, então, enxugou o rosto e explicou:
— Irmão, falhei em proteger nosso povo! Mei foi capturada. O Patriarca do Templo do Vento Sagrado e seus discípulos também foram presos por nossa culpa!

Ao dizer isso, olhou para o lado, onde o Patriarca do Templo do Vento Sagrado permanecia semiconsciente. Su Zé não hesitou. Vendo o estado crítico do Patriarca, livrou-o das correntes e lhe deu uma pílula medicinal para salvar-lhe a vida. O favor do Patriarca ao clã Su era grande demais, e Su Zé sentia-se obrigado a retribuir.

Quando o Patriarca recuperou-se, Su Zé continuou:
— Quem fez isso com vocês?

Cheio de energia, Su Tigre apontou para o general Li, que já se encontrava em estado de terror absoluto:
— Foi ele! O filho do senhor da cidade de Ventos Distantes. Ele levou Mei, e nós fomos tentar resgatá-la. Mas nossa tentativa foi descoberta, e então o filho do senhor da cidade, junto deste homem, invadiu nosso lar, feriu-nos e capturou também a filha do Patriarca do Templo do Vento Sagrado. Irmão, você precisa salvá-la, tudo isso é culpa de nossa família Su!

Ao ouvir essas palavras, a aura assassina de Su Zé tornou-se tão intensa que parecia impregnar toda a rua. Ele encarou o general Li friamente:
— Matem-no!

Ao seu comando, Cheng Yaojin não hesitou. Montado em seu cavalo, inclinou-se para agarrar o general Li. Sob os olhares aterrados, ergueu-o e atirou-o ao solo com brutalidade.

Com um estrondo, o corpo do general Li foi esmagado contra o chão, levantando poeira e névoa de sangue. Sob o olhar horrorizado de todos, viram o general Li transformar-se em uma massa informe, morto de modo horrendo.

Su Zé então fixou os olhos no senhor da cidade e ordenou friamente:
— Vá na frente! Leve-nos ao palácio do senhor da cidade!

O senhor da cidade de Ventos Distantes tremia, sem ousar hesitar, e partiu imediatamente. Agora, só desejava salvar a própria vida; quanto aos demais, até seu próprio filho, pouco lhe importava.

Os membros da família Su e os discípulos do Templo do Vento Sagrado, ao verem a força de Su Zé, deixaram transparecer uma alegria incontida nos olhos e nos rostos.

Enquanto isso, no palácio do senhor da cidade, a filha do Patriarca do Templo do Vento Sagrado havia sido levada ao quarto do filho do senhor da cidade. O jovem senhor exibia um sorriso sinistro ao olhar para ela:
— É melhor colaborar, ou você sofrerá muito!

Mesmo com seus poderes selados, ela demonstrava uma personalidade indomável. Ainda há pouco, tentou agarrar uma espada para tirar a própria vida, impedindo que ele a possuísse. Isso acendeu ainda mais sua raiva.

A filha do Patriarca respondeu friamente:
— Solte-me, ou morrerei aqui. Meu pai jamais lhe perdoará!

— Ha! Seu pai mal pode salvar a si mesmo. Você não pode me ameaçar com ele! — disse o filho do senhor da cidade, avançando e arrancando a espada de suas mãos.

Com um tapa, ele a golpeou sem piedade, fazendo-a cair ao chão, com o olhar tomado de desespero.