Capítulo Noventa: Adentrando o Campo de Batalha

Imortal e Marcial: No Início, Assinei com o Exército da Armadura Negra Lin do Oriente 2785 palavras 2026-02-07 13:29:51

Sim, era Su Zhe quem liderava o exército que chegava. Assim que chegaram, ficaram estarrecidos diante do cenário que se desenrolava à sua frente. Dezenas de impérios, reunindo centenas de milhares de soldados, imaginavam que poderiam manter uma quantidade considerável quando chegassem, mas quem poderia prever que restariam apenas dois ou três mil homens, muitos deles feridos. Por toda a extensão da planície, apenas as tropas do povo do Fogo dominavam. Era impossível não se chocarem. Ao mesmo tempo, uma profunda tristeza os invadiu — tantos humanos mortos ali, e esse massacre já durava por muitos anos. Como não sentir a dor?

Su Zhe não hesitou, montou seu cavalo e avançou direto para o campo de batalha. A Rainha das Neves e a Rainha do Espírito Vermelho seguiram-no sem vacilar, embora nos olhos delas fosse possível perceber um traço de temor. Mesmo assim, ingressaram na batalha. Naquele momento, uma súbita comoção tomou o coração de Su Zhe. Ele acreditava firmemente que, um dia, a humanidade conquistaria o topo entre todas as raças. Afinal, o poder das duas rainhas era muito inferior ao dele, e ali era um verdadeiro campo de batalha, não um local de treinamento — a morte podia chegar a qualquer instante. E, ainda assim, elas não recuaram. Isso causou espanto em Su Zhe.

Mas, ao entrar no campo de batalha, não havia tempo para reflexões. Os inimigos eram inúmeros, e a única opção era matar. Sua arma descia repetidas vezes, ceifando a vida dos que ousavam se aproximar, todos do povo do Fogo. Os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun, liderados por Luo Cheng, protegiam-no, suas espadas recurvas transformadas em foices do ceifador, colhendo vidas sem piedade. Os guerreiros empunhavam escudos, suas lanças perfurando o inimigo e avançando como uma muralha, apesar de serem em menor número frente ao povo do Fogo. Contudo, sua força era tal que qualquer um que se aproximasse era instantaneamente eliminado.

Wu Song, com suas duas espadas, movia-se como um raio. Quem ousava chegar perto era imediatamente abatido. Atrás dele, a imagem de um tigre furioso exalava imponência; ao rugir, intimidava os adversários, que logo sucumbiam sob sua lâmina. Agora, estavam próximos ao Imperador de Shaoyang, que se mostrava extremamente debilitado. Ferido repetidas vezes, mal conseguia se manter de pé, resistindo apenas por força de vontade. Os outros imperadores estavam igualmente exaustos.

Quando Su Zhe se aproximou, ele não pôde conter sua advertência:

— Aqui é perigoso demais, saiam depressa. Não se preocupem conosco!

Mas, ao ouvir isso, Su Zhe sorriu e respondeu:

— Já que estamos aqui, precisamos eliminar alguns inimigos antes de partir!

Em seguida, voltou-se para a Rainha das Neves e a Rainha do Espírito Vermelho:

— Vocês duas escoltem os imperadores para fora do campo de batalha. Eu enfrentarei o povo do Fogo! A partir de hoje, a Planície da Pedra Sangrenta pertence à Grande Zhou!

Ao pronunciar essas palavras, lançou-se à frente. A Rainha das Neves, habituada a obedecer Su Zhe, prontamente preparou-se para escoltar o Imperador de Shaoyang. Contudo, ele exclamou:

— Estão loucos, completamente loucos! Não se preocupem comigo, tragam o Imperador de Zhou de volta! Ele veio arriscando-se para salvar-me, não posso deixá-lo aqui!

A Rainha das Neves respondeu:

— O Imperador de Zhou tem seus próprios métodos. Vamos sair primeiro, depois discutimos!

Ela sabia o quão aterrador era Su Zhe. Embora enfrentassem impérios, era preciso lembrar do que aconteceu no campo de provas: os reinos supremos nada deviam em poder aos impérios comuns. O Imperador de Shaoyang, diante dessa argumentação, não teve alternativa senão lançar um olhar preocupado a Su Zhe e seguir com a Rainha das Neves para fora, lutando contra os inimigos. Afinal, havia outros imperadores feridos; se ele não partisse, eles também não o fariam.

Su Zhe, entretanto, não se importava com isso. Seu objetivo era aprimorar rapidamente o poder de seus subordinados. Seus olhos fixaram-se então no Imperador de Tianhuo, percebendo que era o mais poderoso entre os imperadores presentes. Dirigiu-se friamente a ele:

— Você! Venha lutar comigo!

Após o Imperador de Shaoyang ser ferido, o Imperador de Tianhuo, por orgulho, recuou para a retaguarda e não participou mais da batalha. Não esperava que Su Zhe fosse provocá-lo. Um brilho gélido surgiu em seus olhos, e ele respondeu com desdém:

— Você quer lutar contra mim? Não está à altura!

Seu olhar era de desprezo, mas, assim que terminou de falar, um outro imperador no campo de batalha avançou contra Su Zhe: era o Imperador de Qingyan, de força excepcional, empunhando uma espada azul, seguido por seu exército, os soldados de Qingyan, elite de seu império.

Quando se aproximou, Su Zhe sorriu discretamente. Sua lança de guerra desceu com ímpeto.

O som cortante rasgou o ar, e até o espaço ao redor foi fendido. A lâmina desceu sobre o Imperador de Qingyan.

Ele conseguiu erguer sua arma a tempo, mas sua espada foi despedaçada instantaneamente. A lança de Su Zhe atingiu-lhe o topo da cabeça, e seu corpo se dissipou em uma névoa sangrenta, morrendo ali mesmo.

Tal cena deixou todos aterrorizados — um imperador morrera daquela forma.

Ao mesmo tempo, os Guardas de Yulin avançaram, enfrentando os soldados de Qingyan. Era um massacre. As lanças trespassavam, lançando os inimigos pelos ares. Um guerreiro de Qingyan tentou cuspir fogo, mas os Guardas de Yulin foram mais rápidos; a lança atravessou sua boca, saindo pela nuca. O povo do Fogo assistia aterrorizado, temendo usar suas habilidades.

Até o Imperador de Tianhuo mudou de expressão. Já batalhara inúmeras vezes contra impérios humanos, mas nunca ouvira falar da Grande Zhou. Achava que era uma força insignificante, mas agora via o poder que possuíam.

Não só ele, mas também o Imperador de Shaoyang, que havia acabado de escapar, olhou para trás, surpreso. Viu claramente o momento em que Su Zhe abateu o Imperador de Qingyan. Era sabido que este último era muito forte, tendo matado o Imperador de Qingshi.

E então, uma cena ainda mais impressionante ocorreu: Su Zhe e seu exército abriram uma clareira ao seu redor, e ele declarou ao povo do Fogo:

— Tragam mais imperadores! Matar apenas um não basta. Hoje, quero matar à vontade! Deixarei seus corpos intactos!

Sua voz transbordava heroísmo, fazendo brilhar os olhos das duas rainhas. Os imperadores humanos restantes também admiravam, em silêncio, sua coragem. Não importava o poder; a bravura de Su Zhe era digna de admiração.

Su Zhe, porém, ignorava tudo isso. Ao ecoar sua fala, uma mensagem soou em sua mente:

"Ding! O anfitrião deseja registrar presença no campo de batalha de nível cinco de terror?"