Capítulo Vinte e Cinco: A Rainha (Por favor, adicione aos favoritos e vote)

Imortal e Marcial: No Início, Assinei com o Exército da Armadura Negra Lin do Oriente 2990 palavras 2026-02-07 13:25:52

Naquele momento, o Rei da Ascensão estava de pé sobre o alto estrado, fitando Su Zhe com um olhar onde faiscava uma intenção assassina aterradora. Sua voz soou gelada, cortante como o aço.

— Su Zhe, seu traidor!

O brado ecoou, histérico, semelhante ao rugido de uma fera enraivecida. Assim que as palavras caíram no ar, Su Zhe respondeu com frieza:

— Tirano, você matou meu pai, exterminou meu clã; hoje, hei de cortar-lhe a cabeça aqui mesmo, em honra aos meus ancestrais!

Sua voz transbordava uma sede de sangue infinita. A armadura que vestia, agitada pelo fluxo de seu poder, tilintava sob os golpes do vento cortante. Atrás dele, o Exército da Couraça Negra ergueu lentamente suas armas, pronto para investir a qualquer instante.

O semblante do Rei da Ascensão revelou uma fúria extrema. Ao seu lado, o segundo príncipe, sem hesitar, lançou-se em voo. Após recuperar-se dos ferimentos, sua força cresceu ainda mais, ansiando agora subjugar Su Zhe. Empunhou sua arma e desferiu um golpe direto contra a cabeça do adversário.

Diante da cena, Su Zhe olhou-o com desdém, avançou a cavalo e, empunhando a lança com uma só mão, cruzou as armas com o príncipe.

— Bam!

O sabre do rival partiu-se ao meio ao contato. A lança de Su Zhe descreveu um novo arco.

— Zas!

Uma linha de sangue surgiu no pescoço do segundo príncipe, que tombou pesadamente ao chão, uma poça rubra alastrando-se sob seu corpo.

Todos os presentes ficaram momentaneamente petrificados, as pupilas contraídas de espanto. O Rei da Ascensão rugiu, dominado pela cólera:

— Traidor, você ousa!

Ver o filho morrer diante de si foi um golpe que nem mesmo seu temperamento brutal conseguiu suportar. Cuspiu sangue, tomado de dor.

— Pai!

Outros príncipes ao redor clamaram, mas em seus olhos lampejava agora um medo incontido. Su Zhe era poderoso demais, muito além de suas previsões. Um deles, porém, não se conformava, desejando ainda uma última chance. Três príncipes investiram juntos, atacando Su Zhe de diferentes ângulos. Eram alguns dos mais fortes do reino, e, de fato, demonstravam bravura.

Su Zhe, porém, não se deu ao trabalho de trocar palavras. Esporeou o cavalo, girando a lança forjada cem vezes sobre a cabeça, de onde irrompeu uma lâmina de energia cortante.

— Zas!

Os príncipes que ousaram aproximar-se foram abatidos no mesmo instante, tombando em meio a sangue e morte.

Agora, Su Zhe estava muito próximo do estrado. Encarou friamente o Rei da Ascensão.

— Você não se compara ao meu pai; seus filhos são ainda mais insignificantes diante de mim. Rei da Ascensão, tua família é de corações cruéis e ainda assim lamentavelmente fraca!

O cavalo relinchou, escavando a terra sob as patas, impondo respeito gélido como o gelo. Assim que Su Zhe terminou de falar, o Rei da Ascensão cuspiu sangue mais uma vez; ver seus filhos mortos em sequência era um golpe terrível. Apontando para Su Zhe, balbuciou:

— Você... você, maldito traidor!

Havia ódio em sua voz, mas Su Zhe não lhe deu ouvidos. Ergueu a lança e declarou, glacial:

— Morra!

Tudo deveria se encerrar ali. Era esse o único pensamento de Su Zhe. Avançando, cravou a lança diretamente contra o Rei da Ascensão. O som que cortou o ar era como um trovão.

Os olhos do rei brilharam com astúcia; afinal, era poderoso e, recuperando-se, enfrentou Su Zhe. Uma luz surgiu em sua palma, mas, apesar de sua realeza, estava aquém da força de Su Zhe.

— Zas!

A energia em sua mão foi destruída no mesmo instante, e logo seu corpo também; o peito transpassado pela lança, tombou inerte. Diante do corpo ancestral de Su Zhe, o Rei da Ascensão era patético.

Os príncipes que restaram ficaram estupefatos, o terror estampado no olhar. Sem hesitar, ajoelharam-se diante de Su Zhe.

— Parabéns, Marquês Campeão, por vingar o reino! Suplicamos por nossas vidas!

Vendo-os de joelhos, chorando e implorando, Su Zhe demonstrou desprezo.

— Matem-nos a todos!

Ao soar sua ordem, Cheng Yaojin avançou montado, abatendo-os com seu machado. Os gritos ecoaram, e os príncipes sucumbiram ali mesmo.

Agora, sobre o estrado, restavam apenas a rainha e Zhang Yu, este último tendo acompanhado a rainha após escapar por pouco da morte na última ocasião.

O que mais surpreendeu Su Zhe foi o progresso de Zhang Yu, que havia alcançado o Reino da Mansão Púrpura — algo que, normalmente, levaria séculos.

Nesse momento, a rainha tomou a palavra. Olhou para Su Zhe com um sorriso sedutor e disse:

— Sempre ouvi falar da bravura do Marquês Campeão, e hoje vejo que é ainda mais impressionante. Permita-me rogar por minha vida, concedendo-me uma chance de me mostrar digna à sua presença!

Sua voz tornou-se suave, quase lamentosa, envolta em irresistível encanto. Muitos entre os presentes demonstraram desejo em seus olhos, mas Su Zhe apenas franziu o cenho. Desde que adquirira o corpo de um rei ancestral, raramente era suscetível à sedução. Seu olhar gelado repousou sobre a rainha.

— Rainha demoníaca, você semeou discórdia, assassinou meu pai e ainda ousa tentar seduzir-me? Que vergonha! Morra!

Ao pronunciar tais palavras, ergueu a lança e a lançou. Tudo aconteceu em um só movimento, e o brilho da arma iluminou o espaço, fazendo a rainha empalidecer. Não esperava que seus encantos fossem inúteis, e a distância entre eles era curta demais para esquiva. Mordeu os lábios, puxando Zhang Yu para diante de si como escudo.

Já no Reino da Mansão Púrpura, Zhang Yu não teve forças para resistir e foi lançado à frente da rainha. A lança de Su Zhe perfurou seu corpo; Zhang Yu olhou para o herói, querendo dizer algo, mas não conseguiu emitir qualquer som. Antes de morrer, atirou no chão um talismã de jade. Seu pescoço tombou, e assim se foi.

O olhar de Su Zhe revelou uma emoção complexa ao ver a queda de Zhang Yu. A rainha, por sua vez, já pairava no ar. Trajava um manto de fios dourados tingidos de carmesim, e a coroa de fênix tremulava em sua cabeça. Sua majestade era entrelaçada por uma sedução demoníaca. A lua cheia, ao fundo, envolvia-a em um halo prateado, conferindo-lhe uma beleza indescritível.

Então, uma voz profunda e hipnotizadora soou:

— Marquês Campeão, que coração impiedoso o seu!

O som, estranho, parecia vir de todas as direções. Atrás da rainha, várias caudas peludas surgiram, exalando uma energia demoníaca assustadora. Su Zhe estremeceu; podia sentir que a aura da rainha era muito superior à do Rei da Ascensão. Escondera-se por anos no reino, certamente com propósito obscuro.

No instante seguinte, a voz do sistema ressoou na mente de Su Zhe:

— Ding! Deseja o anfitrião registrar presença no Campo de Batalha de Nível Três Estrela do Terror?