Capítulo Sessenta e Cinco — Cavalos Invadem a Cidade Imperial
— Registrar!
Assim que a voz de Su Zhe soou, uma mensagem ressoou:
— Parabéns ao hospedeiro pelo sucesso no registro, conquistou a lealdade dos Dezoito Cavaleiros de Yan Yun!
Força: Quinto nível do Reino da Transformação Divina!
Arma: Cimitarra Lua Fria, arma espiritual de alta qualidade!
Montaria: Fera Sombria!
Armadura: Armadura Demoníaca de Fumaça Negra, arma espiritual de alta qualidade!
Talento: Golpe Combinado! Nota: Quando os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun ativam o Golpe Combinado, podem saltar grandes reinos para abater inimigos!
Por favor, hospedeiro, aceite!
Assim que a voz cessou, uma aura de morte avassaladora se espalhou atrás de Su Zhe. Dezoito figuras surgiram em silêncio, todos trajando armaduras negras que ocultavam o rosto e empunhando cimitarras curvas. Um frio glacial pairava pelo ar, capaz de gelar o coração dos mais corajosos. Pareciam deuses da morte vindos do inferno, o que agradou profundamente Su Zhe.
Poder saltar grandes reinos e abater inimigos—isso significava que, naquele momento, os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun já podiam matar até cultivadores do Reino das Habilidades Divinas.
Com esse pensamento, Su Zhe voltou seu olhar para o soberano de Cangwu, que se aproximava. Num instante, os Dezoito Cavaleiros de Yan Yun se puseram em movimento. Sem alarde, avançaram montados, cimitarras erguidas, cortando diretamente contra o monarca de Cangwu. As lâminas reluziam com luzes ofuscantes sob o céu, assustando profundamente o próprio imperador, que jamais esperava por tal situação.
Sem ousar hesitar, ele brandiu a espada na palma da mão, tentando afastar os cavaleiros. Afinal, podia perceber que, isoladamente, esses homens tinham força inferior à sua. Mas, nesse exato instante, percebeu que os Cavaleiros de Yan Yun esquivaram-se de sua ofensiva com movimentos ágeis e misteriosos, e as lâminas dos inimigos desceram impiedosamente.
Um corte queimou suas costas, trazendo dor intensa. Em seguida, uma sombra surgiu sobre sua cabeça. A lâmina cintilou perigosamente. Tentou desviar para o lado, escapando da morte, mas ainda assim uma cutilada certeira atingiu seu ombro.
Em poucos instantes, seu corpo estava banhado em sangue. Tal cena não só o surpreendeu, mas também chocou os especialistas da Dinastia Cangwu que vieram com ele. Afinal, seu soberano era um mestre do quinto nível do Reino das Habilidades Divinas—em tempos normais, ninguém poderia rivalizá-lo. Contudo, agora, bastara um breve confronto para ser ferido.
Nesse momento, os demais guerreiros de Da Zhou também entraram em ação. Huang Zhong lançou sua lança adiante.
Um clarão de luz cortou o ar, refletindo um brilho deslumbrante, e atravessou o pescoço de um cultivador de Cangwu, matando-o na hora. Zhebie, por sua vez, brandiu sua cimitarra e saltou aos céus—ao desferir o golpe, ouviu-se o som do ar sendo rasgado. Um comandante de Cangwu foi literalmente despedaçado, e uma névoa de sangue se espalhou ao redor.
A bravura dos generais de Da Zhou era tão feroz que todos ficaram atônitos, inclusive o próprio imperador de Cangwu, cujos olhos se encheram de terror. Antes do combate, ele cogitara mostrar clemência a Su Zhe, caso o derrotasse. Quem poderia prever que o adversário era tão formidável? A ofensiva sobre si mesmo foi avassaladora, arrasando tudo à frente.
Agora, ao recordar sua intenção anterior, achava-se ridículo. De fato, estes eram guerreiros vindos dos domínios demoníacos—nem o poder, nem o estilo de combate eram coisas que pessoas comuns pudessem imaginar.
Enquanto ele se espantava, o ataque dos Dezoito Cavaleiros de Yan Yun recomeçou. Lâminas frias cintilaram, e os dezoito saltaram juntos, descendo suas cimitarras do alto. O som das lâminas rasgando o espaço ecoou.
O imperador de Cangwu, sem hesitar, ergueu sua longa espada para bloquear. No instante seguinte, as armas colidiram.
Com um estalo, a espada se partiu sob o impacto da cimitarra, e a lâmina gelada desceu sobre o imperador de Cangwu. Num instante, aquele soberano, há pouco imponente, foi dilacerado em vários pedaços, uma cena estarrecedora.
Su Zhe, porém, não se preocupou com isso. Montado, dirigiu-se à cidade, seguido de perto pelos seus. Avançaram matando dentro da Capital Imperial de Cangwu. Por onde passavam, as armas brilhavam e ninguém conseguia resistir. Qualquer um que ousasse enfrentar seria morto num piscar de olhos.
Ao alcançarem o palácio, encontraram os portões escancarados, armas abandonadas por todos os lados. Numerosas criadas e eunucos fugiam apressados, cientes da derrota do imperador de Cangwu e tentando salvar a própria vida.
Lu Yu não se deixou abalar. Agarrou um eunuco, questionou sobre o paradeiro da imperatriz e partiu em sua direção.
Enquanto isso, em outro pátio, a imperatriz de Cangwu, trajando um vestido vermelho de fênix, cuidadosamente adornada para realçar sua beleza inigualável, fitava o grão-mestre do Templo do Yin Oculto e dizia:
— Esse inútil do imperador de Cangwu foi derrotado em um instante, nem três dias conseguiu resistir. Você já pode preparar a pílula?
Sua voz era fria e cortante. O grão-mestre, sem ousar demorar, respondeu:
— Falta apenas um ingrediente. Se prepararmos agora, o efeito será um pouco menor, mas posso garantir que manterá sua juventude por cem anos!
— Então faça logo. Agora que o Reino de Da Zhou domina tudo, quero conquistar o coração do novo rei, mas não posso permitir que ele veja que uso meninas inocentes como ingredientes!
Havia peso em sua voz. Afinal, nenhum homem desejaria uma mulher de coração tão cruel. Ouviu-se o comando, e o grão-mestre assentiu:
— Sim!
Depois, lançou um olhar sombrio às meninas indefesas reunidas no pátio e ordenou ao discípulo ao lado:
— Extraiam o sangue do coração delas!
O tom era de pura hostilidade. As meninas, presas pelo pavor, começaram a chorar.
— Não! Vocês não podem fazer isso!
Gritou uma delas, lindinha, de grandes olhos negros. Se Su Zhe estivesse presente, teria reconhecido imediatamente sua irmã, Su Mei.
A pequena saiu correndo do grupo e mordeu o braço da imperatriz, deixando um corte sangrento.
— Má pessoa! Meu irmão não vai te perdoar!
Furiosa, a imperatriz, ultrajada por ser ferida por uma simples criança, desferiu-lhe um pontapé, lançando Su Mei ao chão, e ordenou ao discípulo:
— Deixem para tirar o sangue dela por último. Façam-na sofrer antes, até desejar estar morta!
As palavras eram venenosas. Ao redor, várias crianças jaziam mortas, a cena era de horror.
Nesse momento, soou o estrondo de cascos ao longe: uma tropa de cavaleiros se aproximava rapidamente, liderada por Su Zhe.