Tian Xin chegou à cidade de Jing na primavera do vigésimo quarto ano de Jian'an, em um momento em que a iminente Batalha de Xiangfan estava prestes a decidir se o mundo permaneceria verdadeiramente di
No final de fevereiro do vigésimo quarto ano de Jian'an, o frio da primavera ainda não havia se dissipado em Jingcheng, e a tarde trazia uma brisa fresca. Nos campos áridos ao redor do assentamento dos civis, já despontava uma camada de verde tênue; Tian Xin conduzia seus irmãos e irmãs para colher dentes-de-leão e outras ervas silvestres tenras, capazes de saciar a fome.
O estômago roncava de vazio, Tian Xin abraçava a cesta de bambu sentado à beira do caminho, recuperando as forças, enquanto seus quatro irmãos e irmãs, igualmente magros e vestidos em farrapos, descansavam sentados. Os olhos, grandes pela magreza, vasculhavam o entorno com inquietação, os rostos avermelhados e azulados pelo frio, mas todos com olhares vivos.
— Ai... — suspirou Tian Xin, de apenas dezesseis anos, olhando para a irmã mais nova e os primos ao redor, sentindo-se profundamente desolado.
A família Tian era originária de Fufeng, condado de Chu. Durante as desordens de Li Jue e Guo Si, refugiaram-se em Hanzhong, onde desfrutaram de vinte anos de relativa paz. Mas, no vigésimo ano de Jian'an, Cao Cao invadiu Hanzhong, Zhang Lu se rendeu, e iniciou-se a transferência em massa da população para Ye. Migrar de Hanzhong para Ye era como perder tudo e abandonar o lar.
Após perder mais de vinte pessoas do clã, a família Tian não suportou mais e, ao passar pelo condado de Luhun, em Yingchuan, seguiram Sun Lang, que se rebelara contra as corveias excessivas e conduziu seu grupo a Jingzhou. Sun Lang recebeu de Guan Yu um selo de oficial e retornou à região de Luhun para f