Capítulo Sessenta — O Esmagamento de Tianying

O Grande Criador Divino O Banimento Desaparecido 2341 palavras 2026-02-07 13:25:24

Embora o grupo da Academia Celestial tivesse mais integrantes que o da Academia Literária, a falta de entrosamento entre eles impedia que eliminassem rapidamente os adversários. Por outro lado, os membros da Academia Literária agiam com notável sintonia, chegando até a derrubar alguns rivais ao aproveitarem brechas para ataques furtivos. Tomado pela fúria, Pequeno Tigre conseguiu eliminar um dos membros da Academia Literária durante a perseguição, causando um desequilíbrio momentâneo na cooperação do grupo. Em pouco tempo, restou apenas um único cultivador do ápice da Academia Literária em campo; os demais já haviam sido derrotados e removidos da arena.

— Não adianta fugir, este espaço é pequeno e você não conseguirá resistir por muito tempo. Pare logo e deixe-me enviá-lo ao seu destino! — gritou Pequeno Tigre.

— Protetor Tigre, você é ingênuo demais! Se gastar toda sua energia para me matar, quantas forças lhe restarão para lutar pela vitória? Por que não nos unimos e eliminamos os demais antes de decidir nosso confronto final?

— Você acha que todos são tão desprezíveis quanto você? Prepare-se para morrer!

Aproveitando o momento de diálogo, Pequeno Tigre soltou um brado:

— Punho do Destino do Vento!

Onde o brilho do punho passava, o ar parecia ser rasgado, emitindo sons agudos. Ficava claro que Pequeno Tigre já dominava a segunda postura da técnica fundamental de sua seita, a "Mão do Destino Celestial". Ele concentrava toda a energia vital nas mãos, buscando um golpe fatal.

— Está me forçando ao limite, Protetor Tigre! Não pense que temo enfrentá-lo!

— Punho do Destino da Água!

Os punhos de ambos colidiram, faiscando intensamente. Pequeno Tigre atacou ainda com o pé direito, sendo prontamente correspondido pelo adversário. Era um combate de força pura, nenhum dos dois cedendo. O impasse instalou-se, mergulhando a arena em silêncio. Subitamente, Pequeno Tigre recuou alguns passos, golpeou o chão com os pés e saltou ao alto.

— Chute do Deus dos Ventos! — Uma rajada luminosa avançou impiedosamente.

Um estalo se fez ouvir, e o último adversário transformou-se em pontos de luz, dissipando-se diante de todos. Pequeno Tigre caiu de joelhos, ofegante.

Um som agudo ecoou: sua placa de pontuação marcava mais um ponto. Restavam agora oito cultivadores em campo. Pequeno Tigre ergueu-se lentamente, lançando olhares atentos aos demais. Os quatro da Academia Celestial trocaram olhares e disseram em uníssono:

— Agradecemos, Protetor Tigre, aceitamos a derrota.

Aproximaram-se cautelosamente.

— O que pretendem? — Pequeno Tigre se postou em guarda, sua aura se elevando de imediato.

Ele percebia claramente as intenções dos quatro: não queriam sair de bom grado, planejavam atacá-lo quando estivesse exausto após mais uma vitória. Felizmente, sua postura firme e a reserva de energia os fez hesitar.

— Muito bem! Se aceitam a derrota, poupam-me trabalho. Sigam seu caminho! — disse Pequeno Tigre, olhando-os com desdém, atento a qualquer traição.

Os quatro nada puderam fazer. Pequeno Tigre não se deixava iludir, mantinha-se vigilante e distante. Arrependeram-se de não terem aproveitado o caos para agir antes, mas o tempo não volta atrás.

A vareta de incenso no alto estava quase no fim.

Os outros membros da Academia Celestial, percebendo a hesitação, rapidamente cercaram os quatro, prevenindo qualquer imprevisto.

— Protetor Tigre, que significa isso? Não somos inimigos!

— Chega de conversa fiada! Retirem-se logo, ou não terei mais piedade!

Sem alternativas, os quatro partiram suas placas de pontuação. Pequeno Tigre ganhou mais quatro pontos. Restavam apenas quatro cultivadores da Academia Celestial na arena. Após trocarem olhares, todos disseram:

— Protetor Tigre, aceitamos a derrota. Que o senhor alcance a glória!

Pequeno Tigre hesitou. Não havia sentido em lutar entre companheiros. Enquanto ponderava, um deles discretamente quebrou sua placa, e, envoltos por uma luz branca, todos os três foram transportados para fora, com as lesões sendo suavemente curadas.

Em poucos instantes, Pequeno Tigre e seus companheiros sentiram o cultivo crescer rapidamente, e a compreensão do mundo tornou-se mais clara; ao que parecia, a vitória lhes concedera o benefício da "Pequena Imersão".

A "Pequena Imersão" era uma dádiva dos anciãos da família, que ofereciam sua própria compreensão do mundo para impulsionar o cultivo da geração seguinte. No torneio, a energia espiritual acumulada pela seita ao longo de cem anos era usada, sendo um presente natural, distinto do que era obtido por outros meios.

O sentimento era eletrizante já na primeira rodada do torneio. Embora o som da arena não pudesse ser ouvido do lado de fora, as ações dos competidores eram amplamente comentadas. No grande monólito ao centro, Pequeno Tigre, com doze pontos, liderava a competição, conquistando o reconhecimento geral. No céu, os três anciãos anotavam atentamente cada detalhe.

Dentro da arena, não importava quão íntegros fossem por fora; ao tomar decisões derradeiras, sempre surgia uma centelha de malícia. As dez lutas na plataforma de provação mostraram não só o que era combate, mas o que era a natureza humana, com traições e jogos de interesse à vista de todos.

A recompensa pela vitória surpreendeu a todos, trazendo entusiasmo e esperança para as próximas disputas. Enquanto a plateia murmurava, os três anciãos levantaram-se, impondo silêncio. Um deles declarou:

— Todos testemunharam esta rodada emocionante. Talvez não esperassem tais recompensas. O que ocorre dentro da arena é comum no mundo exterior: traições e armadilhas fazem parte do caminho. Ninguém terá compaixão de vocês lá fora; a morte é o fim absoluto! Aproveitem esta oportunidade! Agora, inicia-se a segunda rodada!

Assim que terminou de falar, novos círculos de luz surgiram aleatoriamente.

— Irmã!

— Irmã Ying!

Tianyi, ao ver a irmã desaparecer diante de seus olhos, sentiu-se inquieto. "Será que ela conseguirá passar ilesa? Com o estímulo dos anciãos, temo que a próxima batalha será ainda mais feroz!"

Tian Ying mal teve tempo de se despedir do irmão e já foi transportada para o campo número três. Olhou ao redor, aliviada por ver que o número de colegas da Academia Celestial era maior desta vez.

— Mestra, estou aqui! — Tian Er aproximou-se rapidamente.

Ao ouvir Tian Er, todos à volta se viraram, alarmados.

— Como poderemos lutar assim?! — lamentaram, quase às lágrimas. Embora Tian Ying raramente atacasse, sabiam que ela era uma cultivadora no limiar do refinamento de Qi, e ainda por cima de constituição especial. Ela sozinha seria capaz de enfrentar quatro cultivadores do ápice do refinamento de Qi.

A empolgação inicial dos participantes foi rapidamente substituída pelo desespero diante daquela situação. Que azar fora aquele, serem enviados justo para esse campo!