Capítulo Trinta e Quatro: Renovação da Fazenda

O Grande Criador Divino O Banimento Desaparecido 2277 palavras 2026-02-07 13:23:22

— Ele! Ele é mais livre do que qualquer um. Desde que cheguei lá, largou todo esse pessoal para eu cuidar, não quis mais saber. Depois virei o irmão mais velho, e ele só leva a vida confortável até hoje.

— Tão invejoso de você, Tianyi... Eu e Xiaohu ainda não conseguimos o reconhecimento do ancião Hu, não pudemos ganhar o sobrenome do clã.

Nessa época, possuir um sobrenome era um sinal de grande prestígio. Só com o reconhecimento da seita era possível recebê-lo. Como Tianyi e seus companheiros sempre desafiaram as regras, escolheram seus próprios sobrenomes — algo só permitido graças à autorização do Supremo Mestre. Do contrário, o clã já teria forçado uma troca, não admitindo alterações não autorizadas.

O sobrenome era símbolo do clã. Gente comum passava a vida inteira só com um nome simples. Dentro da seita, quem não tinha sobrenome era desprezado. Os dois ansiavam por provar seu valor, mas, enquanto não recebessem o sobrenome, poderiam ainda buscar outro mestre.

— Xiaohu, Jinzi, não desanimem. Se não der certo, venham para a tutela do meu mestre. Assim ficaremos juntos.

— Certo, vamos sair e ver no que dá. Se mudarmos de seita, o povo vai falar — respondeu Jinzi.

— Deixa falarem! O importante é sermos felizes juntos! — disse Jinzi, cheio de entusiasmo. — Agora só falta nosso irmão mais velho. Será que ele está bem? Se não fosse proibido descer a montanha, já teria ido ver como ele está. Quando chegarmos ao estágio de Fundação, eu e Xiaohu voltaremos para visitar nosso irmão.

— Chega desse assunto, vamos cuidar do que está na nossa frente. Se não resolvermos isso, nunca teremos paz para cultivar!

— Irmão mais velho, chegamos à Mansão Xiu! — avisou Tian Si.

— Ótimo! Já que chegamos, não tem mais conversa. Ao entrar, é para brigar!

— O que vocês querem aqui? De onde vieram? Estão planejando confusão na porta? Sabem de quem é essa propriedade? — Dois homens de túnica amarela na entrada gritaram aflitos. Nunca tinham visto tal situação. Um deles correu para dentro, chamando o administrador Xu para vir depressa.

— O que pretendem? Esta é a propriedade do Jovem Senhor Xiu! Se causarem confusão, quando ele mandar seus homens aqui, vocês não vão sair impunes! — ecoou uma voz sarcástica e zombeteira do pátio.

— Chega de conversa fiada! Avancem! Quem aparecer, apanhe! — ordenou Tianyi, avançando rapidamente, sendo o primeiro a correr direto contra o administrador Xu.

O grupo inteiro entrou em alvoroço, batendo em quem cruzasse o caminho. No início, ainda se ouviam ameaças, enquanto todo tipo de energia espiritual explodia por ali. Não demorou muito, e sons de gemidos se espalhavam pelo pátio. O administrador Xu já não tinha mais o tom sarcástico de antes — suas roupas novas estavam agora em frangalhos, o cabelo cuidadosamente penteado se transformara numa bagunça, o rosto cheio de hematomas; cuspindo sangue, balbuciava pedidos de clemência, sem vestígio de arrogância.

— Líder Tian... Tian, tenha piedade! Eu juro que não espiei você tomando banho! Olhe para mim, estou desse jeito! Por favor, acredite, jamais faria isso, como eu poderia, não é mesmo, líder Tian? — Em tom submisso, Xu tentava explicar, a voz mal saindo enquanto praguejava Tianyi em pensamento: "Esse sujeito chega batendo, sem falar nada, e ainda me acusa de espioná-lo no banho?! Sou homem, como poderia fazer isso? Que injustiça!". No fundo, lamentava: "Agora a mansão secreta do Jovem Senhor Xiu, aqui na região, está perdida..."

— Velhote, não olhou eu tomando banho? Tem certeza? Então espiou eles — merece apanhar! — e, dizendo isso, Tianyi socou-lhe o rosto mais uma vez.

— Ai... Não! Líder Tian, não! Eu não vi ninguém! — O sofrimento que antes diminuía, voltou com força total, fazendo-o gritar de dor.

— Ah, não espiou eles? Então quem sabe estava de olho nas minhas irmãs aprendizes, não? — Tianyi imitou o tom sarcástico, provocando.

Aquelas palavras despertaram as pequenas aprendizes lideradas por Wansi. Ela avançou furiosa:

— Você ousou nos espiar no banho? Somos tão jovens e mesmo assim você olha, seu velho tarado! Irmãs, venham bater nele com força!

Tianying, ao lado, não conseguiu mais conter o riso ao ouvir Wansi — deixou escapar uma gargalhada. Seu vestido verde balançava como um ramo de lilás, o rosto corado, cílios espessos tremendo como asas de borboleta, e a beleza de suas feições era delicada como uma flor de lótus.

Xu, sem noção do perigo, olhou naquela direção.

— Ainda tem coragem de olhar? Nem admite que é um velho tarado! — gritou Wansi, lançando-se sobre ele com socos e pontapés. Logo, só se ouvia o som abafado dos gemidos de Xu, que pedia piedade.

— Pronto, já demos uma lição no administrador Xu por nos espiar. Ouvi dizer que na Mansão Wen também tem quem faz isso. Vamos até lá tirar satisfação! — proclamou Tianyi, com ar de justiça.

— Vamos!

— Isso mesmo, vamos! Pelo visto, aqui ninguém presta. Somos tão novas e querem nos ver no banho! — as pequenas aprendizes comentavam indignadas.

Na saída, Wansi ainda descontente, deu um último chute em Xu.

— Ai... que dor!

Tianyi sentia uma forte dor de cabeça, balançou a cabeça. Tinha certeza de que Wansi não era assim antigamente, agora parecia tomada por um espírito travesso. Quase fora enganado pela falsa doçura dela — nada como sua irmã, essa sim era melhor.

Depois do último chute, Wansi olhou ansiosa para o irmão mais velho, viu que ele balançava a cabeça e se apressou em ir até ele, dizendo suavemente:

— Irmão Tianyi, eu... eu não fiz por querer, mas ele tinha mesmo que nos espiar!

Ao terminar, seu rosto corou ainda mais, sem coragem de encará-lo. Ela mesma achava difícil justificar sua atitude.

Tianyi sorriu:

— Não tem problema, achei até divertido. Só não faça isso comigo, parece doer bastante! — e, dizendo isso, tocou de leve com a mão no nariz delicado dela, rindo alto em seguida.

— Irmão mais velho, você está brincando comigo! Achei que tinha se zangado. Só em sua presença fico assim, normalmente sou tão calma. Não quero que pense que sou uma pequena feiticeira, mas ao seu lado meu coração se solta sozinho, sem reservas. Você não vai deixar de gostar de mim, vai?

— Cof... cof... — Tianyi virou-se para espiar a irmã Tianying, que mantinha a expressão serena, e respondeu baixinho:

— Claro que não! Você foi a primeira a me ajudar, como não iria gostar de você?