Capítulo Sessenta e Oito: Cooperação

O Genro Extraordinário Outono Dourado 2486 palavras 2026-03-04 20:10:46

Wu Xiaorui dormiu profundamente e, ao acordar pela manhã e terminar de se arrumar, recebeu um telefonema do Presidente Xu, convidando-o para ir até lá.

Ao sair de casa, notou, a pouca distância da porta, um carro de luxo parado, com o motorista acenando para ele.

Wu Xiaorui lançou um olhar rápido: não era um Rolls-Royce?

— Senhor Wu, foi o Presidente Xu quem pediu que eu viesse buscá-lo.

— Esse Presidente Xu realmente sabe como agradar — resmungou Wu Xiaorui, entrando no carro.

O interior era extremamente luxuoso, cada detalhe demonstrava um acabamento refinado, transmitindo uma sensação de opulência singular.

— Senhor Wu, no porta-luvas ao lado há vinho tinto, um Château Lafite de 1982. Fique à vontade para aproveitar — sugeriu o motorista, lançando um olhar curioso para Wu Xiaorui pelo retrovisor e sorrindo.

— Obrigado, mas não costumo beber pela manhã — respondeu Wu Xiaorui educadamente, embora, por dentro, pensasse que a atitude do Presidente Xu para consigo estava cada vez mais cordial. Dizem que não se recebe benefício sem mérito; será que o Presidente Xu queria pedir-lhe um favor?

Logo, o carro de luxo chegou a uma propriedade, residência do Presidente Xu.

Na entrada, muitos seguranças já se encontravam reunidos, todos trajando ternos pretos, alinhados dos dois lados do portão, transmitindo uma imponência notável.

— Esses seguranças realmente são de primeira, vigorosos e atentos — comentou Wu Xiaorui, casualmente.

— Senhor Wu, todos são ex-militares de forças especiais, cada um já passou por batalhas de vida ou morte. São muito competentes — respondeu o motorista.

Wu Xiaorui ficou impressionado. O Presidente Xu era mesmo abastado, pois manter seguranças desse nível em casa não era para qualquer um.

O veículo parou suavemente dentro da propriedade, e alguém abriu a porta para Wu Xiaorui.

— Presidente Xu! — chamou Wu Xiaorui, assim que desceu do carro e viu o anfitrião por perto.

Vestido inteiramente de preto, o sobretudo do Presidente Xu realçava ainda mais sua presença.

— Está frio aqui fora, venha, entre comigo — convidou o Presidente Xu, conduzindo Wu Xiaorui à mansão.

— Gostaria de saber qual o motivo do convite desta vez, Presidente Xu — perguntou Wu Xiaorui, indo direto ao ponto enquanto se sentava diante dele.

— Hahaha, admiro essa sua franqueza. De fato, tenho um pedido a lhe fazer desta vez — respondeu o Presidente Xu, sorrindo.

Wu Xiaorui logo compreendeu: o Presidente Xu queria promover sua empresa farmacêutica e, para isso, desejava que Wu Xiaorui participasse do torneio de medicina em nome deles. Se vencesse, o prestígio da empresa se elevaria exponencialmente.

Embora sentisse que estava sendo usado, pensou melhor e concluiu que certamente teria sua recompensa, além de poder se tornar ainda mais conhecido graças à competição.

— Fique tranquilo, não vou deixar seu esforço passar em branco: meio milhão! — disse o Presidente Xu, ao perceber o silêncio de Wu Xiaorui.

Meio milhão! Wu Xiaorui se surpreendeu; para ele, aquela era uma quantia significativa.

— Presidente Xu, embora eu tenha confiança nas minhas habilidades, não posso garantir o primeiro lugar. Mas darei o meu melhor.

Apesar de estar seguro de si, Wu Xiaorui sabia que não deveria se comprometer demais; caso não conseguisse, passaria vergonha. Além disso, soar excessivamente confiante poderia parecer arrogância.

— Ótimo, sua palavra me basta. Está decidido — declarou o Presidente Xu, lançando um olhar ao seu segurança pessoal, que imediatamente se retirou.

Em menos de um minuto, Wu Xiaorui recebeu uma mensagem no celular.

— Presidente Xu, o senhor...

Wu Xiaorui olhou a tela, depois levantou o olhar, surpreso. Mal podia acreditar: sua conta acabara de receber meio milhão.

— Confio em suas habilidades, por isso faço questão de pagar adiantado — disse o Presidente Xu, sorrindo com evidente confiança.

Wu Xiaorui sentiu-se grato. Ser digno de tamanha confiança, ainda mais de alguém como o Presidente Xu, alegraria qualquer um.

Nas montanhas, ao longe da propriedade do Presidente Xu:

— Senhor Chen, esse sujeito já está lá dentro faz quase uma hora e ainda não saiu — disse um homem, em cima de uma árvore, segurando um binóculo com uma mão e um rádio com a outra.

Do outro lado, Chen Anxiang parecia irritado.

— Fique de olho! — ordenou Chen Anxiang, a voz carregada de raiva.

— Saiu, saiu — informou o homem, pouco depois.

No carro, Chen Anxiang esboçou um sorriso frio.

— Wu Xiaorui... hoje, se não morrer, sairá daqui aleijado.

— Sigam-no e aguardem o momento certo para agir — instruiu Chen Anxiang, colocando os óculos escuros e sorrindo de forma ainda mais sinistra.

— Chefe, ele está usando o carro do Presidente Xu. Será que devemos mesmo agir? — questionou o homem do binóculo, preocupado.

O Presidente Xu era uma figura de peso na cidade; atacar seu carro seria suicídio, se descobrissem.

— Seu idiota, claro que é para esperar ele descer! — resmungou Chen Anxiang. Nem que tivesse cem vidas, ousaria tanto.

— Wu Xiaorui, tenho outros afazeres agora. Preciso preparar o torneio de medicina, já que sou um dos patrocinadores; estarei ocupado nos próximos dias. Caso precise de algo, fale com meu motorista — despediu-se o Presidente Xu.

— Agradeço, Presidente Xu.

Após algumas palavras de cortesia, Wu Xiaorui entrou no carro e deixou a propriedade.

— Senhor Wu, para onde gostaria de ir? — perguntou o motorista, sempre solícito.

— Estou morrendo de fome, vamos comer alguma coisa — respondeu Wu Xiaorui, apalpando o estômago. Na noite anterior, o vinho de Chen Anxiang o havia enchido mais do que a comida; agora, a fome apertava.

— Há um restaurante chamado Torre do Imortal Bêbado aqui perto, a comida lá é excelente.

— Ótimo, vamos para lá — respondeu Wu Xiaorui, que já ouvira falar do restaurante, famoso por seus pratos deliciosos e considerado uma referência gastronômica na cidade.

— Entretanto, parece que temos companhia... — comentou o motorista, olhando pelo retrovisor.

Wu Xiaorui estranhou e olhou para trás. A cerca de trezentos metros, um furgão seguia o carro.

— Quer dizer que estamos sendo seguidos? — perguntou, surpreso. O Presidente Xu era uma das figuras mais influentes da cidade; quem teria coragem de segui-lo?

Ninguém em sã consciência se atreveria a provocar um tubarão daqueles.

— Imagino que seja por causa do torneio de medicina. Alguém pode estar tentando atingir o Presidente Xu, já que ele conseguiu o patrocínio principal desta vez.