Capítulo Sessenta e Um: Promessas Quebradas e Barriga Desarranjada
— Pronto, esqueçamos isso por agora. É melhor voltarmos ao trabalho! — disse o chefe de equipe, após tomar um gole de água. Depois de adular um pouco mais Wu Xiaorui, ele retornou ao serviço.
— Não se preocupe, está tudo bem. Eu confio em você! — consolou Wu Xiaorui, ao ver o semblante magoado de Bai Tingting.
Ela apenas assentiu, e Wu Xiaorui voltou ao seu posto, esperando ansiosamente para ver como o chefe passaria vergonha.
— Meu Deus, quem foi que soltou um pum? Que fedor!
— Isso é gás tóxico!
— Será que a promessa de antes se cumpriu?
Menos de uma hora depois, os colegas da equipe do chefe começaram a se agitar.
O chefe não fazia ideia do que estava acontecendo. Sentia uma vontade incontrolável de soltar gases, sem conseguir se conter, e o odor era tão forte que nem ele próprio suportava.
Wu Xiaorui não pôde deixar de sorrir ao ver o chefe naquela situação deplorável. Fora ele mesmo, usando algumas ervas medicinais, que preparara aquilo com tanto esforço no dia anterior, e agora finalmente via o resultado.
Logo, o chefe saiu correndo em direção ao banheiro, numa velocidade digna de um atleta olímpico.
Nas primeiras vezes, ninguém reparou muito, mas após repetidas corridas ao banheiro, todos passaram a observar. O chefe, acostumado a abusar de sua autoridade, agora virava motivo de satisfação para todos.
Com o efeito do remédio aumentando, ele mal conseguia voltar ao posto antes de precisar ir novamente ao banheiro. Talvez as pernas já não sustentassem, pois desabou ao chão de repente, sujando-se nas calças.
Ao levantar, percebeu o que acontecera e, vendo os olhares e cochichos ao redor, notou também o sorriso de triunfo de Wu Xiaorui. Já sabia quem era o responsável. Embora quisesse tirar satisfações naquele instante, o odor o impedia de permanecer ali nem por um minuto a mais.
Saiu correndo, tentando evitar ao máximo a vergonha, mas não conseguia se conter, deixando um rastro que todos tratavam de evitar.
— Quem diria que o castigo viria tão rápido!
— Bem feito, por acusar inocentes.
— Quero ver se vai ter coragem de fazer isso de novo!
Só quando o chefe já estava longe é que os demais se sentiram à vontade para comentar.
Quando o cheiro enfim se dissipou, todos voltaram ao trabalho em paz, e Wu Xiaorui passou a relembrar os métodos de preparação de remédios que tinha acabado de aprender.
Perto do meio-dia, preocupado que algo pudesse acontecer no hospital, o pai de Luo insistiu em ir até lá. A mãe, sabendo que não conseguiria dissuadi-lo, acabou consentindo. Assim que ele saiu, ligou rapidamente para o filho, pedindo que fosse ao hospital também.
— Diretor Luo, como tem estado de saúde? — Assim que o pai de Luo se sentou no escritório, Chen Anxiang entrou acompanhado de dois capangas.
Um deles segurava um saco de sangue fresco, balançando-o propositalmente diante do diretor, tentando instigar seu desejo.
— Estou muito bem, obrigado pela preocupação, senhor Chen — respondeu o diretor Luo, sem sequer levantar os olhos, concentrado nos documentos sobre a mesa.
— O que está acontecendo? Não disseram que ele agora é sedento por sangue? Por que não se interessa? — Chen Anxiang, impaciente por não ver o diretor avançar sobre o sangue, questionou seu capanga responsável pela vigilância no dia anterior.
— Talvez... talvez ele tenha acabado de beber... — respondeu o homem, trêmulo diante do olhar severo de Chen Anxiang.
— É apenas preocupação com sua saúde, diretor! Viemos só para garantir que está tudo bem — disse Chen Anxiang, sorrindo, e sentou-se no sofá sem sequer pedir permissão.
O diretor Luo sabia bem o motivo da visita e decidiu ignorá-lo, deixando que perdessem tempo ali.
— Diretor, há uma cirurgia para o senhor agora! — anunciou uma enfermeira ao entrar.
— Certo, já vou. Peça para prepararem tudo — ordenou o diretor, arrumando os papéis antes de sair.
— Vocês acham que alguém nessa condição deveria operar? Vai beber todo o sangue do paciente! Chame nossos homens — Chen Anxiang, já irritado, ordenou a um dos capangas.
O homem correu para trazer o restante do grupo.
— Você viu com seus próprios olhos ontem? — Chen Anxiang, sentado, demonstrava um ar ameaçador.
— Sim, senhor. Eu mesmo coloquei no copo dele e observei tudo — respondeu o homem, tremendo de medo.
— Isso é estranho... Era para ele estar desesperado hoje! Alguém aqui sabe como desfazer uma maldição? — Chen Anxiang suspeitava que alguém ali soubesse lidar com feitiços.
Essas coisas são vivas; se percebem algo errado, migram para outras partes do corpo, impossibilitando o controle.
— Não, ninguém aqui sabe disso — responderam.
Se não estivesse precisando dele, Chen Anxiang teria dado uma lição ao subordinado. Para não levantar suspeitas, mandou que voltasse ao trabalho. Vendo que o diretor Luo estava bem, resolveu ir embora, frustrado.
Depois da cirurgia, Luo Tiande, ignorando as objeções do pai, arrastou-o para casa à força. Caso contrário, a mãe daria-lhe uma tremenda bronca.
Como Luo Tianyi tinha muitos assuntos a resolver e Wu Xiaorui não podia ajudar, ele esperou por ela para irem juntos para casa.
Quando finalmente se preparavam para sair e o escritório já estava vazio, Luo Tianyi arrumou apressadamente as coisas e deixou o local.
— Hoje eu dirijo. Espere por mim aqui! — disse Wu Xiaorui, ao vê-la revisando seus pertences.
Luo Tianyi, surpresa por ele saber dirigir, entregou as chaves, aproveitando para respirar um pouco de ar fresco e relaxar.
— Moça, tem um tempo livre hoje? — Enquanto Luo Tianyi desfrutava de olhos fechados, alguém a abordou por trás.
Ao se virar, quase desmaiou de susto. Quatro ou cinco homens a observavam. Eram, sem dúvida, mais feios que Wu Xiaorui, e o ar vulgar de todos provocou-lhe profundo asco, sem vontade alguma de responder.
— Nosso chefe está falando com você, não ouviu? — gritou um dos capangas.
— Calma, trate as damas com gentileza, senão ela foge assustada! Não aprendeu nada do que te ensinei? — disse o chefe deles, rindo.
— Vão para o inferno! — exclamou Luo Tianyi, vendo que eles não tinham intenção de ir embora.