Capítulo Quarenta e Oito: Você acha que é o que eu quero?

O Genro Extraordinário Outono Dourado 2322 palavras 2026-03-04 20:10:36

Depois de um longo tempo sem ouvir o grito de Wu Xiaorui, Luo Tianyi finalmente ousou abrir os olhos devagar. Viu então Wu Xiaorui segurando com facilidade o taco de beisebol com uma mão. O jovem, cerrando os dentes, pressionava com toda a força para baixo, mas não conseguia mover nem um centímetro.

“Vamos lá, faça força! Com essa fraqueza toda, como espera conseguir alguma coisa?” disse Wu Xiaorui, sorrindo.

Vendo que desse jeito não iria funcionar, o jovem rapidamente ergueu o taco e atacou de lado, da esquerda para a direita. Para sua surpresa, Wu Xiaorui interceptou o golpe com a mão esquerda. Dessa vez, o jovem não teve força para avançar, nem conseguiu puxar o taco de volta. Wu Xiaorui empurrou-o violentamente para trás. Com um estrondo, o taco bateu com força no carro esportivo do rapaz.

Imediatamente, uma profunda amassadura apareceu no carro.

“Droga, meu carro! Você vai me pagar por isso!” reclamou o jovem, furioso.

“Não é bem assim. Todo mundo aqui viu. Foi você mesmo quem achou seu carro perfeito demais e quis dar um jeito nele. Como pode me culpar agora?” respondeu Wu Xiaorui, puxando Luo Tianyi pela mão, pronto para ir embora.

“Eu vou acabar com você!” gritou o homem, pegando o taco e atacando novamente.

Antes que pudesse se aproximar, Wu Xiaorui levantou a perna e desferiu um chute certeiro. O homem caiu sentado no chão, e o taco voou longe.

Vendo a multidão crescer e considerando que estavam na entrada da própria empresa, Luo Tianyi, para preservar sua imagem, ignorou Wu Xiaorui e foi direto ao estacionamento.

Wu Xiaorui ainda queria advertir o homem mais algumas vezes, mas ao ver Luo Tianyi se afastando, apressou-se em segui-la.

“Ei, não vá embora! Me espera!” gritou ele, ao vê-la sair dirigindo. Correu alguns metros, mas logo perdeu o carro de vista. Parou, descansou um pouco e acabou pegando um táxi de volta para casa.

Naquela noite, Luo Tianyi não dirigiu uma única palavra a Wu Xiaorui, nem mesmo para repreendê-lo.

Para Wu Xiaorui, dias assim não eram novidade e, na verdade, até lhe traziam um pouco de paz.

Só quando Luo Tianyi parou de se mexer na cama e tudo ao redor se tornou silencioso, Wu Xiaorui finalmente conseguiu dormir.

Na manhã seguinte, sentindo uma urgência fisiológica, Wu Xiaorui levantou-se cedo.

Ao chegar ao banheiro, ouviu um grito angustiado vindo do quarto dos sogros, seguido pela voz preocupada do sogro.

Sem dar muita importância, dirigiu-se rapidamente ao banheiro. Depois de se aliviar, sentiu-se renovado. Ao sair, percebeu que os sons vindos do quarto dos sogros estavam ainda mais altos.

Com sua visão apurada, Wu Xiaorui viu a sogra deitada imóvel na cama, com o pescoço rígido. O sogro estava ao lado, tentando massageá-la e perguntando o que sentia.

Nos últimos dias, a sogra de Wu Xiaorui vinha passando por muitos contratempos. Ele pensou em entrar para ajudar, mas, ao chegar à porta, hesitou em abrir.

De repente, ouviu passos apressados do sogro e afastou-se rapidamente.

“Xiaorui, você já acordou! Estava mesmo procurando por você!” chamou o sogro.

“O que houve, sogro? Algo aconteceu?” perguntou Wu Xiaorui, fingindo não saber de nada.

“Venha ver sua sogra! Ela não consegue se mexer e grita de dor ao menor toque!” disse o sogro, aflito.

Sem perder tempo, Wu Xiaorui entrou no quarto do sogro, pela primeira vez.

Lá, viu a sogra deitada como se estivesse presa à cama.

“Saia daqui! Quem te deixou entrar?” exclamou a sogra, irritada ao vê-lo.

Se não fosse pela presença do sogro, Wu Xiaorui teria ido embora, deixando-a sofrer um pouco para aprender uma lição.

“É sério. Se não tratar logo, pode acabar ficando assim para sempre.” disse Wu Xiaorui, com expressão grave.

“Não deve ser para tanto, talvez seja só um torcicolo,” respondeu o sogro, surpreso e preocupado.

“Para os outros, talvez. Mas o caso dela é muito mais sério.”

O sogro entendeu a indireta de Wu Xiaorui e, preocupado, preferiu não perguntar mais nada.

A tática funcionou: a sogra, que há pouco gritava, agora se calou, sem mais expulsar Wu Xiaorui do quarto.

Com um olhar atento, ele logo identificou o problema. Provavelmente, ela dormiu mal e deslocou levemente uma articulação do pescoço. Para piorar, passou a noite com o ar-condicionado ligado, o que fez a umidade penetrar nas articulações, deixando-as rígidas. A causa principal estava na coluna cervical.

Wu Xiaorui aproximou-se devagar da sogra. Ela não o insultava mais, mas o olhar dizia tudo.

Surpreendeu-se com a determinação da sogra e soltou um sorriso irônico.

Aproveitando o momento em que ela desviou o olhar, aproximou-se rapidamente e, com um estalo, reposicionou o pescoço dela antes que alguém percebesse.

“Você quer acabar comigo, não é?” reclamou a sogra, virando-se para xingá-lo.

“Mas já está melhor, não está?” disse o sogro, aliviado.

Ao ouvir isso, a sogra percebeu que a dor tinha sumido quando tentou mexer o pescoço. Tentou levantar, mas continuava sem conseguir se mover.

“Por que ainda não consigo me mexer?” perguntou, assustada.

“Talvez porque demorou demais para tratar. De qualquer forma, como você fica em casa, pode aproveitar para descansar na cama,” respondeu Wu Xiaorui, fingindo sair.

“Isso não pode ser! Tenho muita coisa para fazer, não posso ficar aqui parada. Dê um jeito!” disse ela, quase chorando.

“Xiaorui, não precisa assustá-la mais. Pelo jeito, ela não vai te incomodar tão cedo,” disse o sogro, preocupado com a esposa, pedindo a ajuda de Wu Xiaorui.

Wu Xiaorui suspirou, voltou para perto da sogra e, após esfregar as mãos rapidamente, pressionou a coluna cervical dela por alguns minutos. Logo, a sogra percebeu que conseguia mexer todo o corpo novamente.

Ainda bem que Wu Xiaorui praticava um pouco de qigong, caso contrário, seria difícil ela se recuperar tão rápido.

“Quando ligar o ar-condicionado, sempre se cubra bem. Um descuido pode causar problemas assim. Hoje você teve sorte, mas, em outros casos, pode passar semanas no hospital para se recuperar,” advertiu Wu Xiaorui ao sogro antes de sair.

Esses alertas não eram novidade para o sogro, que, com tantos anos de hospital, já tinha visto de tudo.

Resolvidas as questões, Wu Xiaorui voltou correndo para o próprio quarto.