Capítulo Quarenta e Um: Chegando ao Hospital
— O que... O que você pretende fazer? — perguntou Lu Tianyi, assustada, recuando repetidamente.
— O que vamos fazer? Estamos esperando que você cumpra sua promessa! — respondeu Wu Xiaorui.
Lu Tianyi ficou tão apavorada que mal conseguia falar, abaixando a cabeça e brincando com os dedos.
Ao ver seu estado, Wu Xiaorui pensou que, diante dele, ela podia se comportar como uma mulher delicada.
— Deixe isso pra lá, prepare algo para eu comer, considere como uma forma de agradecer. Mas lembre-se, tem que ser com dedicação — disse Wu Xiaorui, subindo as escadas.
Ele não pretendia obrigá-la a fazer aquilo, apenas queria mostrar que não era o inútil como diziam.
Wu Xiaorui não voltou imediatamente ao quarto; ficou no andar de cima observando Lu Tianyi até que ela entrou na cozinha.
Só pôde balançar a cabeça, resignado. Dizem que quem está perto do rio é o primeiro a se refrescar, mas, mesmo tendo tudo à mão, nunca conseguiu chamar a atenção dela.
Até a tarde, Wu Xiaorui permaneceu em seu quarto, até que Lu Tianyi lhe ligou.
— Ah... — suspirou Wu Xiaorui. Afinal, pensaram nele. Seguindo as instruções de Lu Tianyi, pegou um relatório esquecido pelo sogro e apressou-se para o hospital.
O hospital do sogro de Wu Xiaorui não era grande, mas recebia muitos pacientes diariamente. Porém, ultimamente, havia muita pressão para que ele vendesse o hospital.
A localização era valiosa, e construir um condomínio ali significaria uma fortuna. Mas o sogro de Wu Xiaorui não se importava; se tivesse pensado só em dinheiro, já estaria no mesmo nível do presidente Xu.
Wu Xiaorui nunca tinha ido, mas conhecia bem as ruas próximas e não demorou a chegar.
Porém, ao chegar ao escritório do sogro, não o encontrou. Resolveu esperar para entregar o relatório em mãos — se o documento fosse perdido ou houvesse algum problema, Wu Xiaorui seria responsabilizado.
— Doutor! Doutor, por favor, salve meu pai! — de repente Wu Xiaorui ouviu alguém desesperado chamando por um médico, percebendo que já estava esperando havia duas ou três horas.
Wu Xiaorui deduziu que seu sogro estava ocupado e não poderia voltar tão cedo ao escritório, então resolveu procurá-lo. Se o encontrasse, entregaria o relatório e poderia voltar para casa.
Ao sair, viu um jovem correndo aflito, abrindo as portas dos consultórios à procura de um médico.
— Deixe-me ajudar! — disse Wu Xiaorui, apressando-se.
O idoso estava com o rosto lívido, respirando de forma irregular, às vezes demorando muito entre uma respiração e outra, o que era grave.
Wu Xiaorui examinou o idoso com atenção, percebendo que o ritmo cardíaco era totalmente irregular e já havia sinais de extravasamento de sangue.
Era pouco, mas se não fosse tratado corretamente e o coração acelerasse, a pressão poderia causar uma hemorragia súbita.
— Achou algum médico? — perguntou Wu Xiaorui, hesitante, pois não tinha treinamento profissional. Não queria arriscar a vida de alguém.
— Não, você pode salvar meu pai? — implorou o jovem.
Se não fosse Wu Xiaorui segurando-o, provavelmente já teria se ajoelhado.
Sem alternativa, Wu Xiaorui decidiu agir. Não era uma solução definitiva, mas poderia ao menos evitar que o quadro piorasse.
Sacou as agulhas de prata e abriu a camisa do idoso. Mesmo por cima da roupa dava para ver, mas era o coração, e qualquer erro poderia ser fatal.
— Mas que época é essa, ainda usam essas coisas? — murmurou alguém.
— Esse rapaz sabe mesmo o que está fazendo? — questionou outro.
— Ele claramente não entende nada, e ainda assim confiou o pai a ele — comentaram.
Ao ver as agulhas de prata, todos começaram a questionar a habilidade de Wu Xiaorui.
— Pare, quem é você? — gritou alguém, atravessando a multidão.
— Ainda bem que chegou, doutor! Leve o paciente para exames, ele não está nada bem — disse Wu Xiaorui ao ver o homem de jaleco branco se aproximar.
— Não preciso que você me diga, sei exatamente o que fazer — respondeu o médico, ignorando Wu Xiaorui e demonstrando desprezo por quem tentava ajudar.
— Doutor, se continuar demorando, pode ser fatal — Wu Xiaorui se impacientou ao ver o médico parado.
— Precisa me ensinar o que fazer? — O médico percebeu que ficar ali parado era inadequado e fingiu examinar o idoso.
A respiração do idoso ficava cada vez mais lenta e fraca.
— Deixe comigo, pelo visto você nunca viu um caso desses — Wu Xiaorui irritou-se. Era o médico mais incompetente que já vira: incapaz de salvar alguém e ainda atrapalhando os outros.
Empurrou o médico para o lado, preparando-se para aplicar as agulhas.
— Quem você pensa que é? Não pode agir assim com um paciente! — protestou o médico.
— Sou genro do diretor deste hospital. Se acontecer algo, eu assumo a responsabilidade! — Wu Xiaorui não queria que se preocupassem com sua identidade, então revelou a relação com o sogro.
— O quê? Você é o genro inútil da família Luo? Pare imediatamente! — o médico respondeu, triunfante.
— Ouvi falar que o doutor Luo é excelente, mas o genro dele é um inútil sem valor.
— Só sabe viver às custas dos outros, veio pedir dinheiro ao sogro? — murmurou outro.
— Esse rapaz tem coragem! Não sabe do que é capaz, deve tremer ao segurar um bisturi — comentaram.
Antes havia dúvidas, mas ao saber que Wu Xiaorui era genro da família Luo, todos concordaram que ele era um inútil.
— Melhor sair daqui, não atrapalhe os médicos! — o médico não foi nada gentil, mandando Wu Xiaorui embora.
Wu Xiaorui fixou o olhar no médico, e em seus olhos já não havia apenas resignação.