Capítulo Vinte: Tiro Fatal na Cabeça

O Genro Extraordinário Outono Dourado 2292 palavras 2026-03-04 20:10:22

— Ora, ora, o que você está encarando? Aposto que, com esse seu jeito de fracassado, nunca viu roupas tão boas assim. — O jovem colocou a mão no ombro de Wu Xiaorui.

— De fato, nunca vi roupas como essas. Parece que são realmente bonitas. Veja ali na porta, até o cachorro está bem vestido — respondeu Wu Xiaorui, com o semblante sereno, sem demonstrar medo algum diante do jovem, sua voz calma.

— Ora, então você está me comparando com um cachorro? Acho que você está cansado de viver! — O jovem, percebendo que havia sido insultado, ficou ainda mais furioso.

— Ah, está com medo? Ficou irritado porque se sentiu envergonhado? E outra, se for arrumar confusão aqui e acabar quebrando as coisas do dono, imagine o problema que vai causar — disse Wu Xiaorui, meio brincando.

— Droga, é a primeira vez que sou humilhado desse jeito por um inútil. O que vocês estão esperando? Ataquem todos juntos! Vamos fazer esse sujeito se arrepender de ter vindo aqui comer! — O jovem deu um passo atrás e ordenou aos comparsas que avançassem.

Isso assustou profundamente Bai Tingting e seu irmão, que estavam ali. Tinham convidado Wu Xiaorui para agradecer por sua ajuda, e jamais pensaram que acabariam lhe causando problemas ainda maiores.

Sem hesitar, Bai Tingting se colocou à frente de Wu Xiaorui, pronta para suportar os golpes em seu lugar.

— Que decepção! Achei que você tivesse alguma dignidade. Eu pensava em apenas quebrar seu braço, mas pelo visto não é necessário — zombou o jovem.

Eles não tiveram piedade por Bai Tingting ser mulher. Um deles desferiu um tapa em seu rosto. Com o corpo frágil, ela caiu ao chão com um baque, sangue escorrendo do canto da boca e o rosto já inchado.

Ver uma mulher sendo espancada por proteger alguém era algo que nem mesmo o antigo Wu Xiaorui suportaria passivamente. Ele pegou a garrafa de cerveja recém-aberta sobre a mesa e a quebrou com força na cabeça do agressor.

Com um grito lancinante, o homem recuou, o rosto coberto de sangue, e a manga de Wu Xiaorui ficou encharcada de cerveja. Sem hesitar, ele atacou outro homem, provocando mais um grito dolorido.

O jovem, antes tão arrogante, não esperava encontrar alguém tão difícil. Se não tivesse se esquivado a tempo, teria aberto um corte na própria cabeça.

Mas ele também não era novato em confusão. Agarrou uma cadeira, pronto para atacar Wu Xiaorui.

— Parem! — Uma voz grave ecoou, aproximando-se deles.

— Terceiro Chefe, que bom que chegou! Precisa fazer justiça por mim! Veja, vim aqui comer com meus irmãos e, antes mesmo de provar a comida, esse sujeito nos atacou! — Assim que viu quem era, o jovem correu para se queixar, esperando apoio.

Wu Xiaorui não reconheceu o recém-chegado. Para ele, não havia mais escolha a não ser lutar, não importava quem fosse o adversário.

— Você é Wu Xiaorui? — perguntou o homem, ignorando o outro e falando diretamente com Wu Xiaorui.

— Sou eu mesmo, e daí? Agora, antes de brigar, tem que perguntar o nome do outro? — respondeu Wu Xiaorui, sem nenhum sinal de medo.

— Seu idiota, quando o Terceiro Chefe faz uma pergunta, você só precisa responder. Se não te dermos uma lição, você nunca vai aprender quem é! — O jovem ficou ainda mais atrevido.

Quando o jovem se preparava para atacar, Wu Xiaorui ergueu a garrafa novamente.

— Ora, quem manda aqui sou eu! Quem você pensa que é para se meter? Fique fora disso! — O Terceiro Chefe, que antes falara educadamente com Wu Xiaorui, agora gritava e xingava o jovem.

Wu Xiaorui apenas bufou, percebendo que aquele sujeito só era atrevido porque tinha alguém importante por trás. Achou que receberia apoio, mas acabou sendo repreendido.

— Que sorte a minha! Fui à sua empresa hoje e não o encontrei, mas acabei dando de cara com você aqui. O destino realmente nos uniu — disse o Terceiro Chefe, sorrindo, tratando Wu Xiaorui sem o menor ar de superioridade.

O rapaz ao lado ficou perplexo. No território deles, ninguém recebia esse tipo de tratamento do chefe. Diziam que, por muito menos, já havia acabado com a carreira de um subordinado. Ele próprio só tinha uma ligação distante com o chefe e nunca tinha estado tão próximo dele.

— Pelo jeito, o senhor me procurava para alguma coisa? — Wu Xiaorui finalmente largou a garrafa, percebendo que ninguém mais ousaria atacá-lo.

— Sempre ouvi dizer que você é um enviado dos deuses. Agora, vendo pessoalmente, vejo que é verdade. Mas discutir aqui não é o melhor lugar... — O Terceiro Chefe olhou ao redor.

— Se for algo importante, podemos conversar amanhã. Como vê, os pratos já foram servidos. Ir embora agora seria um desperdício. Se ainda não jantou, sente-se conosco, a comida está ótima — sugeriu Wu Xiaorui, apontando para os pratos na mesa.

— Droga, hoje eu vou te mostrar quem manda aqui! — O jovem, ainda sem desistir, pegou um banco e avançou.

Wu Xiaorui sentiu, por um instante, um verdadeiro temor e se preparou para desviar.

Com um baque, o rapaz caiu ao chão, ainda segurando o banco. O Terceiro Chefe abaixou lentamente o pé, sem demonstrar nenhuma emoção.

— Comigo aqui, você ousa desrespeitá-lo? Você acabou de arruinar o meu humor! Diga, por onde quer que eu comece? — perguntou o Terceiro Chefe, sem sequer olhar para o rapaz caído.

Wu Xiaorui achava que seria apenas uma formalidade, mas percebeu que o chefe estava falando sério. Só então o jovem percebeu que aquele homem de aparência simples era alguém realmente importante.

— Senhor Wu, fui tolo e não reconheci sua grandeza. Por favor, me perdoe! — O jovem ajoelhou-se diante de Wu Xiaorui, suplicando enquanto batia a cabeça no chão.

— Por que pede a mim? O Terceiro Chefe está aqui — respondeu Wu Xiaorui, intrigado, pois sabia que não tinha tanto poder quanto o chefe.

— Senhor Wu, por favor, me conceda uma chance! — Os três se ajoelharam diante dele, deixando Wu Xiaorui até sem graça.

— Bem, Terceiro Chefe, acho melhor deixarmos isso pra lá. No fim das contas, não foi nada grave. Não vale a pena se incomodar mais com eles — disse Wu Xiaorui, constrangido.

— Se é assim, sumam daqui agora! — ordenou o Terceiro Chefe, olhando para os três.

Ao ouvir isso, eles não pensaram mais em dignidade. Saíram do restaurante tropeçando e quase engatinhando.