Capítulo Quarenta e Seis: Uma Boa Lição

O Genro Extraordinário Outono Dourado 2294 palavras 2026-03-04 20:10:35

Ao ver Chen Anxiang ali dando ordens, Wu Xiaorui lembrou-se imediatamente de como ele havia agido consigo há pouco. Assim que ouviram que quem conseguisse derrubá-lo receberia uma recompensa de cem mil, todos se animaram de novo.

Wu Xiaorui avançou com um passo firme e desferiu um soco no braço do homem que estava à sua frente. Ouviu-se um estalo, e o sujeito caiu ao chão, agarrando o braço e rolando de dor, soltando gritos lastimosos. Os outros, assustados, recuaram de imediato.

— Maldição, o que deu nesse inútil hoje? Mais cem mil! Não acredito que, oferecendo tanto dinheiro, ninguém é capaz de derrubar esse traste! — Chen Anxiang gritou, exaltado.

Para capturar o ladrão, deve-se primeiro dominar o chefe; se não imobilizasse Chen Anxiang naquele momento, não conseguiria sair dali tão cedo. Wu Xiaorui girou o corpo e avançou na direção de Chen Anxiang.

— V-você... o que pensa em fazer? — Chen Anxiang, apavorado com a aproximação de Wu Xiaorui, recuou tropeçando, as palavras saindo trêmulas.

Wu Xiaorui apenas soltou um resmungo frio e, sem dar explicações, acertou-lhe um soco, derrubando-o no chão.

— Vocês estão esperando o quê? Venham me ajudar! — gritou Chen Anxiang para seus seguranças, ignorando a dor.

Wu Xiaorui virou-se e lançou um olhar ameaçador aos homens; eles, que tinham acabado de dar um passo à frente, recuaram de imediato.

Quando voltou a olhar para Chen Anxiang, este já havia se levantado, apanhando uma garrafa para atacar Wu Xiaorui. O pai de Luo, aflito, pensou em alertar Wu Xiaorui, mas viu que ele, com um soco, reduziu a garrafa a cacos. Para surpresa de todos, os estilhaços cortaram a mão de Chen Anxiang, enquanto Wu Xiaorui saiu ileso.

— Irmão, perdoa-me, eu admito meu erro! — Chen Anxiang suplicou, sentindo o calor do punho de Wu Xiaorui rente ao rosto. Ainda bem que parou a tempo, pensou Wu Xiaorui, pois se acertasse com força, Chen Anxiang perderia alguns dentes, como já acontecera com outros.

— O que foi, senhor Chen? Levante-se, podemos continuar nossa disputa se quiser — disse Wu Xiaorui, sorrindo, surpreso ao ver que aquele homem, tão arrogante há pouco, não suportou nem mesmo um golpe.

— Não, por favor, perdoe-me, prometo não repetir! — Chen Anxiang se agarrou à perna de Wu Xiaorui, implorando por misericórdia.

Wu Xiaorui estranhou a situação: sempre ouvira falar de pobres tentando conquistar poderosos, mas nunca imaginou um rico agarrado à sua própria perna. Sacudiu a perna, livrando-se das mãos de Chen Anxiang.

— Já que o senhor Chen reconheceu o erro, não vejo razão para continuar. E quanto ao ocorrido de hoje? — questionou Wu Xiaorui.

— Toda a culpa é minha, só quero que o diretor Luo, não, seu sogro, fique satisfeito. O hospital está muito bem localizado, não haverá mais problemas — prometeu Chen Anxiang.

— Ótimo. E nós, precisamos da sua permissão para sair daqui? — ironizou Wu Xiaorui.

— Não, foi um deslize meu, vocês podem entrar e sair quando quiserem, ninguém ousará impedir — apressou-se Chen Anxiang.

Wu Xiaorui então conduziu seu sogro para fora; os seguranças não ousaram impedi-los, abrindo caminho imediatamente.

Mal Chen Anxiang se ergueu, Wu Xiaorui voltou-se abruptamente, assustando-o a ponto de fazê-lo cair de joelhos outra vez.

— Irmão, mais alguma ordem? — perguntou Chen Anxiang, tentando disfarçar a dor.

— Se estiver cansado, levante-se, senhor Chen. Aliás, o jantar estava muito bom — disse Wu Xiaorui, sorrindo.

— Xiaorui, será que você não exagerou? — indagou o pai de Luo. Queria mesmo perguntar desde quando Wu Xiaorui sabia lutar, pois, em casa, até um empurrão da esposa o fazia cair sentado.

— Não se preocupe, eu me controlei. Se tivesse pegado pesado, Chen Anxiang estaria deitado até agora. — Wu Xiaorui pensou consigo que, ainda bem que agiu rápido, pois se os projéteis tivessem acertado poderia ter saído dali perfurado.

— Maldição, pra que serve essa corja que eu sustento? — Chen Anxiang bufou, jogando uma arma sobre a mesa e xingando seus capangas.

— Chefe, não fique bravo. Disseram que esse rapaz era um inútil, ninguém imaginava que fosse tão forte — murmurou um dos homens.

— Está me culpando agora? Ninguém sabia que ele sabia lutar! — Chen Anxiang resmungou, sentando-se apressado. — Chega de conversa. Envie alguns homens espertos para vigiar bem de perto o genro da família Luo.

Apesar do revés, Chen Anxiang não pretendia desistir daquele terreno. Agora sabia que, para alcançar seu objetivo, teria de lidar não só com o diretor Luo, mas também com o genro.

— Tianyi, traga uma garrafa de vinho, hoje quero brindar com Xiaorui! — exclamou o pai de Luo assim que chegaram em casa.

— E Tiande? Não vi ele esses dias — lembrou-se o pai de Luo, notando que o filho estava sumido havia dias.

— Tiande deve estar ocupado com o trabalho. Ele já é adulto, tem seus próprios métodos, não precisa se preocupar tanto — respondeu Tianyi, depositando o vinho na mesa e defendendo o irmão.

— Adulto coisa nenhuma. Só quero que ele não me dê problemas. Vá preparar uns petiscos para acompanhar a bebida — ordenou o pai de Luo, abrindo o vinho.

Tianyi assentiu, mas lançou um olhar fulminante a Wu Xiaorui, sem entender como, de repente, os dois homens da casa haviam se tornado tão próximos dele.

Wu Xiaorui percebeu o que ela pensava; quanto mais ela o encarava, mais ele sorria, mostrando que, no momento, ela nada podia fazer contra ele.

— Este copo é meu pedido de desculpas e também um brinde pelo que fez hoje pela nossa família — disse o pai de Luo, erguendo o copo.

Vendo o sogro beber de um gole só, Wu Xiaorui fez o mesmo. Ao longo da noite, não soube dizer exatamente sobre o que conversaram, apenas continuaram bebendo, até que, tarde da noite, cada um recolheu-se ao seu quarto.

— Fale, o que fez ao meu pai dessa vez? — Assim que entrou no quarto, Wu Xiaorui foi agarrado pela gola e interrogado por Tianyi, surpresa ao vê-lo voltar sem dormir, claramente esperando por ele.

— N-nada de mais...

— É bom que não seja mesmo. Entre nós dois, nunca vai acontecer nada. Não pense que, só porque conquistou minha família, vai ser diferente. Não vai! — disse ela, voltando à cama e dando-lhe as costas.

Restou a Wu Xiaorui ficar parado no quarto, sem entender nada.