Jovem, é muito importante aprender mais idiomas!

Grande Proprietário de Cavalos A fonte esclarece tudo. 2336 palavras 2026-02-08 16:48:12

Ao perceber que Elina ainda estava desconfiada, Han Tianlin ergueu as mãos, sinalizando que não pretendia atacá-la de forma alguma.

Sem uma resposta de Elina, Han Tianlin não ousava se mover, receoso de ser mal interpretado. Afinal, entre seres de espécies diferentes, quando não há comunicação verbal, são os gestos e comportamentos que revelam as intenções.

Vendo que Han Tianlin permanecia quieto e não tentava se aproximar, Elina acalmou-se um pouco, deixando de mostrar sinais de ameaça. Ela se lembrava perfeitamente de Han Tianlin, que da última vez tentara se aproximar dela deliberadamente, buscando intimidade. Agora, percebendo nova tentativa de aproximação, Elina não estava disposta a lhe dar qualquer chance.

— Humano tolo e feio, está com medo, não está? Nem de longe você é bonito como Cabeça de Aço. Por que eu deixaria você se aproximar? Da próxima vez que ousar chegar perto sem minha permissão e tentar me tocar, não serei tão gentil quanto da última vez. Em vez de um simples coice, posso te deixar aleijado — disse Elina, fitando Han Tianlin, mas sem avançar, mantendo-se tranquila.

Fujun, ao ouvir as palavras de Elina, não conteve uma risada. No fim das contas, é natural que cavalos prefiram outros cavalos; é como as éguas se comportam, não muito diferente das mulheres, apaixonando-se por aparências. Comparar Han Tianlin com a bela fisionomia de Cabeça de Aço era quase cômico. Afinal, por mais que um humano tente, jamais terá o rosto de um cavalo, então não há como Elina nutrir sentimentos românticos por Han Tianlin, tampouco achá-lo bonito.

Claro, se algum humano tivesse ideias mais profundas sobre cavalos, só conseguiria algo forçado, independentemente do gênero. Porém, se fosse como Fujun, que compreendia a linguagem dos cavalos, talvez pudesse tentar uma aproximação mais bem-sucedida.

Ao lado, todos voltaram o olhar para Fujun após sua risada, especialmente Robert e Makun, que, ao ouvirem o escárnio, pensaram consigo mesmos que Fujun havia subido rápido demais na carreira, tornando-se arrogante a ponto de rir mesmo quando colegas arriscavam a vida inspecionando cavalos.

De fato, Fujun percebeu que rira em momento inoportuno, mas não havia como voltar atrás e apenas suportou os olhares confusos dos presentes.

Han Tianlin também ouviu a risada de Fujun e lançou-lhe um olhar de desagrado, dizendo com tom pesado:

— Está rindo do quê?

— Não é nada — rebateu Fujun prontamente —, só acho que você está sendo covarde demais. Elina é uma égua obediente, e mesmo assim você está com tanto medo. Se não é capaz de inspecioná-la, diga logo, não faça todos perderem tempo.

Se fosse outro colega, Fujun talvez se sentisse envergonhado por responder desse modo. Mas com Han Tianlin, não sentia culpa alguma. Afinal, este sempre demonstrou hostilidade gratuita contra ele, e Fujun achava justo retribuir à altura.

— Você... — Han Tianlin estava prestes a devolver a provocação, dizendo algo como “se é tão bom, venha você”, mas conteve-se ao perceber que, assim, cederia a chance de ser o primeiro a inspecionar Elina. Engoliu as palavras.

“Deixe-o se achar. Quando eu terminar de examinar Elina, veremos quem ri por último”, pensou Han Tianlin, lançando-lhe um olhar ameaçador.

Em seguida, concentrou-se novamente em Elina, ponderando sobre como acalmá-la para poder examiná-la. Começou a se arrepender de sua postura anterior: se não tivesse sido preguiçoso e assumido as inspeções dos cavalos do clube desde o início, em vez de transferir a tarefa a Fujun, talvez agora tivesse mais afinidade com Elina. Era preciso encontrar um modo de tranquilizá-la antes de aproximar-se.

Fujun, por sua vez, lamentou que Han Tianlin não tivesse rebatido. Se o fizesse, não hesitaria em provocá-lo ainda mais, levando-o ao limite para que perdesse o controle diante de Elina.

Se Han Tianlin não estivesse tão cauteloso, se se aproximasse de Elina de forma impulsiva, certamente acabaria lançado longe por um coice.

Infelizmente, Han Tianlin aprendera a lição e agora buscava agir com prudência, o que tornava tudo mais difícil para Fujun.

Ao perceber que Elina permanecia calma por um longo tempo e não demonstrava mais hostilidade, Han Tianlin ganhou coragem e começou a se aproximar lentamente. Era um risco, já que a calma de Elina não significava ausência de animosidade.

Claramente, as palavras provocativas de Fujun tiveram algum efeito, deixando Han Tianlin mais impulsivo em sua necessidade de provar a ele e aos demais que não temia Elina e era capaz de examiná-la.

Os outros presentes, ao verem Han Tianlin se aproximar, prenderam a respiração, preferindo o silêncio para não assustar Elina e provocar uma reação perigosa.

Não era impossível: cavalos reagem instintivamente a clarões e ruídos altos, o que explica os frequentes acidentes, quedas e até mortes ao longo da história.

Entretanto, como Elina agora parecia menos hostil, todos estavam preocupados, mas não acreditavam que Han Tianlin enfrentaria grande perigo. Apenas Fujun, ao ver a ousadia repentina de Han Tianlin, divertia-se internamente.

Elina não deixava de atacá-lo por bondade, mas por orgulho — ela simplesmente não se rebaixava a lidar com alguém tão insignificante. Mas, se quisesse se arriscar, que não reclamasse depois. E, afinal, não compreendia a linguagem dos cavalos; se entendesse, será que teria tamanha audácia?

Enquanto pensava nisso, Fujun viu Han Tianlin se aproximar até quase meio corpo de distância de Elina, estendendo a mão para tocá-la. Num instante, Elina reagiu violentamente.

O grito de Han Tianlin ecoou, enquanto o casco lateral de Elina o atingia em cheio no peito, lançando-o ao chão.

Caído, Han Tianlin ficou de bruços, segurando o abdômen, o rosto contorcido de dor. Evidentemente, o coice fora forte.

Por sorte, Elina não estava em corrida; do contrário, Han Tianlin teria sido lançado longe.

Fujun, ao ver a cena, pensou: “Agora entendo por que os antigos valorizavam tanto a cavalaria. Com bons cavalos, uma carga em campo aberto era devastadora para a infantaria comum.”

O local virou um caos: alguns correram até Han Tianlin para verificar seus ferimentos, outros tentaram controlar Elina, evitando que ela enlouquecesse, enquanto outros ligavam para o veterinário do clube.

Fujun, porém, apenas observava Han Tianlin e pensava consigo: “É isso que acontece quando não se entende a linguagem dos cavalos! Jovem, aprender mais línguas é fundamental!”