Capítulo 79 O segundo lugar... é seu!

Grupo de Cultivação: Conversas e Vida Cotidiana A Lenda do Paladino 2991 palavras 2026-01-30 14:22:32

Como Song Shuhang e o colega Escurinho corriam ambos em velocidade máxima, já haviam se distanciado quase uma volta dos demais competidores, liderando com folga!

“Não é possível! Desde quando o Song Shuhang corre tanto e aguenta tanto tempo assim?” exclamou Lin Tubo, sem acreditar no que via.

“Isso é... o poder do amor!” Gao Mumu empurrou os óculos, cujas lentes frias refletiam a luz do sol.

Li Yangde olhou instintivamente para a bela Lu Fei, que estava não muito longe.

Ao lado dela, uma garota de cabelos curtos até os ombros arregalou os olhos, animada: “Feifei, aquele Song Shuhang não é o mesmo rapaz que exibiu os músculos na pista outro dia?”

“Haha, deve ser... sim.” Lu Fei sentiu um leve senso de crise crescer em seu peito — ainda havia muito verão pela frente, e se ela não agisse logo, mais pessoas iriam perceber as qualidades de Song Shuhang. Será que alguém acabaria levando-o embora?

“Se ele é mesmo aquele rapaz que mostrou os músculos na pista, então essa nem deve ser sua velocidade máxima, certo?” murmurou a garota de cabelos curtos.

Lembrava-se que, na ocasião, ele dera várias voltas no campo, todas a ritmo de sprint.

...

O colega Escurinho sentia seu mundo desmoronar. Depois de tanto tempo correndo em velocidade máxima, aquele rapazinho nem sequer estava ofegante, nem o rosto corado; parecia totalmente à vontade.

Impossível, ele só podia estar forçando a barra.

Correr assim, em velocidade de sprint, consome uma energia absurda. Ele mesmo já se sentia no limite, então o rapazinho logo iria cair de cansaço, disso estava certo.

Com os dentes cerrados, Escurinho reduziu um pouco o passo. Afinal, nem ele conseguiria manter aquele ritmo durante cinco mil metros.

“Colega, seu ritmo diminuiu um pouco. Assim você não vai conseguir me deixar para trás,” a voz tranquila de Song Shuhang soou logo atrás.

“Huff... O que quer dizer com isso?” Escurinho arfava como um touro.

“Se você diminuir, eu vou te ultrapassar.” Song Shuhang avisou gentilmente e, enquanto falava, acelerou um pouco, reduzindo a distância entre eles para meio metro.

“Huff, só estava ajustando a respiração. Agora é que vou mostrar do que sou capaz. Pode esperar: não vou te deixar só uma volta para trás, vou deixar duas!” Escurinho retrucou furioso, apertando os dentes e voltando a correr com toda a força.

Com seu preparo físico, poderia manter aquele ritmo por mais três voltas, para então desacelerar e recuperar um pouco. Mesmo que fosse ultrapassado nesse intervalo, nas três voltas finais teria energia para um último sprint e recuperaria o primeiro lugar.

O mais importante agora era, nessas três voltas, deixar o rapazinho bem para trás, mostrar-lhe a diferença entre um maratonista de verdade e um mero rostinho bonito!

“Rá rá rá!” Escurinho voltou a disparar, saliva voando.

A distância entre ele e Song Shuhang aumentou para um metro.

Song Shuhang, com um sorriso satisfeito no olhar, acompanhava logo atrás, mantendo exata distância de um metro, nem mais, nem menos.

...

“Ei, por que aquele grandalhão escuro e o Song Shuhang já começaram a sprintar desde o início? Desse jeito não chegam nem perto dos cinco mil metros,” comentou um colega de Shuhang, intrigado.

“Aquele grandão correndo desse jeito, chega a ser nojento,” disse outro.

De fato, quando Escurinho corria como um alce tresloucado, a saliva que voava dava a impressão de que ele espumava pela boca.

Logo, três voltas se passaram.

Escurinho sentia que sua resistência chegava ao limite, mas, ao olhar para trás, viu que o rapazinho ainda o seguia a exato um metro. Não conseguiu deixá-lo para trás.

“Não pode ser! Huff, como você ainda consegue me acompanhar?” Escurinho perdeu a compostura. “Um rostinho bonito como você, huff... por que ainda não caiu? Anda, desmaia logo!”

Por que aquele sujeito corria tanto? E de onde vinha tamanha energia?

“Colega, só passaram pouco mais de três voltas, ainda faltam nove. Por que está diminuindo o ritmo?” A voz de Song Shuhang surgiu novamente.

“Você só pode estar brincando. Já deve estar exausto, huff... não force a barra, desmaia logo!” Escurinho gritou.

“Não vou cair. Sinto que ainda posso correr por muito tempo.” Song Shuhang respondeu com um sorriso amável. “Aliás, você ainda tem energia. Precisa de uma ajudinha?”

“O que quer dizer com isso? Huff... seu desgraçado!” Escurinho ficou furioso, sentindo-se insultado.

Song Shuhang inspirou fundo, concentrou sua energia mental e projetou-a contra Escurinho. Era uma pequena técnica de intimidação mental. Controlou a intensidade para que o colega sentisse medo, mas não chegasse ao pânico de antes, como acontecera com aquela professora bonita.

Nesse instante, Escurinho sentiu como se uma fera selvagem o perseguisse, pronta para devorá-lo.

“AAAAAAH!” gritou, correndo desesperado com toda a força que lhe restava.

Que medo, que medo!

“Viu só? Ainda consegue correr, e rápido. O ser humano tem uma tendência à preguiça: o que nos faz parar não é o cansaço físico, mas os limites que nossa mente impõe, achando que só podemos sprintar até certa distância. Na verdade, ainda dá para correr muito mais,” avaliou Song Shuhang, logo atrás, com um ar de especialista.

Mais uma boa ação realizada; isso era mesmo prazeroso.

“Força aí! Você é o cara que vai me deixar para trás!” incentivou Song Shuhang.

“AAAAAAH!” Escurinho gritava, lágrimas, suor, ranho e saliva escorrendo pelo rosto, tornando-o ainda mais miserável.

E Song Shuhang continuava colado atrás, a um metro de distância.

Uma volta, outra volta. Mais uma, e outra!

O medo estimulava seus limites; Escurinho agora liberava todo o potencial. Os cinco mil metros, sob o efeito desse terror, deixavam de parecer tão longos.

Todos assistiam, boquiabertos, ao colega Escurinho disparar feito uma besta enraivecida.

Se continuasse assim, será que não quebraria um recorde mundial?

Correndo, sem dar sinais de cansaço, as pernas de Escurinho estavam dormentes, sem sensibilidade. Seu estômago revirava, sentia vontade de vomitar.

Era a corrida mais veloz de sua vida. Também a mais exaustiva e dolorosa.

Mas todo esforço tem sua recompensa — restava apenas meia volta.

Ele era o vencedor, estava à frente do rapazinho! Mesmo que fosse só um metro.

Escurinho quase espumava pela boca.

Faltavam apenas alguns passos para o final. Eles haviam ultrapassado o terceiro colocado em nada menos que três voltas — um feito surpreendente.

“Eu sou o verdadeiro campeão!” Escurinho reuniu as últimas forças, atirando-se à linha de chegada como um lobo faminto.

Faltavam apenas uns dez metros, distância de um último sprint!

A vitória estava ao alcance das mãos.

Nesse instante, quando estava prestes a cruzar a linha, uma figura, veloz como um vendaval, passou por ele num ‘vuu’ ensurdecedor.

Tão rápida e feroz que nem conseguiu ver quem era.

Só quando a pessoa ergueu os braços no final é que ele reconheceu.

Seu peito se apertou de dor.

Era o rapazinho!

No último momento, ele explodiu em velocidade, passou por Escurinho com tranquilidade e chegou à linha de chegada primeiro.

“Na verdade, eu até deixaria você ficar com o primeiro lugar, mas prometi a um amigo que ia vencer. Então, infelizmente, não posso ceder essa vitória para você,” disse o rapazinho, sorrindo radiante e mostrando o polegar. “Mas você foi um ótimo adversário, parabéns! O segundo lugar é seu!”

Segundo lugar... é seu... seu!

Naquele momento, Escurinho sentiu o coração apertar.

“Urgh!” Seu estômago, revirando-se, não aguentou mais. Ao perder o apoio do sonho do campeonato, sua perna esquerda cedeu; em plena corrida, tropeçou e caiu! O impulso era tanto que deslizou vários metros no chão...

Agora, estava a apenas alguns passos da chegada!

Mas para ele, essa distância era um abismo intransponível.

Song Shuhang coçou a nuca e suspirou: “Que pena, como um pássaro migratório que, depois de cruzar uma longa jornada, cai na praia pouco antes de alcançar o destino. Foi um grande adversário.”

Escurinho finalmente apagou, desmaiando ali mesmo.