Capítulo Quatro: Avanço Extraordinário

Batalha de Feras Naquela época, a lua brilhava no céu. 3427 palavras 2026-02-08 14:13:47

Capítulo Quatro – Avanço Surpreendente

“A energia do domínio pode ser aprimorada de duas formas. A mais direta é tomando poções que aumentam diretamente essa energia, mas esses itens só podem ser obtidos no mercado negro ou através do exército. Por enquanto, só te resta cultivar uma técnica que aumente a energia do domínio. No entanto, a tua base é muito fraca e o progresso através da técnica será lento. Mas, no momento, não há outra alternativa.” Pequena Púrpura disse isso suspirando levemente.

“Então me ensina logo essa técnica de cultivo da energia do domínio!” exclamou Simão Feng, empolgado, dirigindo-se a Pequena Púrpura.

“Certo! Feche os olhos.” murmurou Pequena Púrpura com voz suave.

Simão Feng obedeceu e fechou os olhos. Sentiu como se uma onda morna percorresse sua mente. Quando abriu os olhos novamente, percebeu que havia algo novo em sua mente: um texto chamado Crônica das Mil Ilusões.

A Crônica das Mil Ilusões era composta por dez capítulos. Segundo o texto, cada capítulo correspondia a um nível. O primeiro capítulo trazia apenas uma ilustração, onde alguns pontos vermelhos estavam dispersos e conectados por uma linha roxa. Sobre cada ponto vermelho havia um número. Simão Feng achou o desenho parecido com mapas de meridianos que já havia visto.

“Pequena Púrpura, como eu pratico essa técnica?” Simão Feng perguntou, um pouco confuso.

“Esses pontos vermelhos são chamados de Estrelas, e as linhas que os conectam são Rotas Estelares. Controla a energia do domínio na tua mente ao longo dessa Rota Estelar, abrindo todas as Estrelas. No início, talvez não consigas abrir todas, mas com o tempo, quando conseguires abrir todas de uma vez, entrarás no nível um do Guerreiro Estelar.” explicou Pequena Púrpura.

“A tua idade para cultivar técnicas já está um pouco avançada, então talvez sintas dificuldade para fazer a energia do domínio circular. Prepara-te mentalmente. Ai, dei azar com um dono assim!” lamentou Pequena Púrpura.

Simão Feng, tomado pela empolgação, ignorou a queixa de Pequena Púrpura. Guardou a Fera de Combate na Pedra do Espaço e sentou-se na cama para começar a cultivar.

Naquele mundo, Simão Feng já sonhara em se tornar um mestre das artes marciais. Pena que os livros de "chi" que comprara não serviram de nada. Agora, finalmente, estava realizando parte desse sonho.

Seguindo o desenho, ao concentrar sua mente sobre o ponto principal no topo da cabeça, Simão Feng sentiu um calor suave circulando ao redor do ponto. Ele sabia que era a energia do domínio mencionada por Pequena Púrpura.

Simão Feng guiou lentamente a energia pela rota indicada. Ao contrário do que Pequena Púrpura dissera, não sentiu grande dificuldade; pelo contrário, parecia tudo fluir naturalmente. A energia do domínio avançava sem obstáculos, rompendo as Estrelas como se fossem folhas de papel. E, conforme avançava, o fio de calor tornava-se mais intenso e quente, até formar uma esfera ao atingir o último ponto.

Mas, ao chegar ao ponto mais baixo, Simão Feng ficou sem saber o que fazer. Pequena Púrpura só havia explicado como circular a energia, mas não o que fazer depois.

“Faça a esfera de calor retornar ao ponto principal pela mesma rota!”, a voz de Pequena Púrpura ecoou novamente na mente de Simão Feng.

Sem tempo para pensar no motivo de Pequena Púrpura conseguir aparecer mesmo sem ter invocado a Fera de Combate, Simão Feng concentrou-se em retornar a esfera de calor ao ponto principal. No início, era apenas um fio de energia, fácil de controlar. Na volta, porém, o volume de energia aumentara várias vezes, tornando o controle difícil. Então Simão Feng entendeu o motivo do desprezo de Pequena Púrpura: sua base era fraca demais e o controle da energia ampliada era quase impossível.

Mesmo assim, com esforço, conseguiu trazer a energia de volta ao ponto principal. Quando terminou, já estava encharcado de suor, como se tivesse saído de um mergulho. Além disso, sentiu que a energia do domínio aumentara ainda mais, o que o deixou preocupado: se continuasse crescendo, talvez não conseguisse controlá-la.

O que Simão Feng não sabia era que, à sua frente, uma pequena Rato-Trovão roxa o observava com ansiedade. Quando ele conseguiu completar o ciclo, o roedor suspirou de alívio e acariciou o peito com suas patinhas delicadas.

“Então você é Pequena Púrpura?” Simão Feng, abrindo os olhos cansados, viu o pequeno Rato-Trovão flutuando no ar.

“Sim! Ah... impossível, não pode ser! Devo estar vendo coisas! Como é que a energia do domínio no teu ponto principal chegou a cento e vinte e oito? Apenas uma prática e já atingiste o nível um de Guerreiro Estelar! Só posso estar sonhando, vou dormir mais um pouco...” Pequena Púrpura exclamou, tapando os olhos e virando-se no ar para dormir.

Simão Feng achou graça àquela criaturinha travessa. Na verdade, ele próprio não acreditava que sua força tivesse aumentado tão rapidamente. Será que as tentativas anteriores de cultivar energia, mesmo confusas, tiveram algum efeito? Agora percebia que o método de cultivo da energia do domínio era semelhante às técnicas internas de seu antigo mundo.

“Pronto! O dia amanheceu, hora de levantar!” Simão Feng disse, fazendo carinho na cabeça de Pequena Púrpura, que era morna e aconchegante.

“Você é incrível, irmão Feng! Desde que as Ferass de Combate apareceram, tirando uns poucos que já nascem com o poder de Guerreiro Estelar de nível um, o mais rápido que alguém atingiu esse nível levou pelo menos uma semana. E você fez isso em menos de dez minutos! Se eu contar isso, vão pensar que sou um rato louco!” Dessa vez, Pequena Púrpura olhava para Simão Feng, entre inveja e euforia.

“Mas o teu controle da energia do domínio é muito fraco. Agora, o ponto principal já está no limite da tua capacidade de controle. Precisas aprimorá-lo rapidamente, senão, quando a energia crescer mais, ela vai se dispersar por falta de controle!” disse Pequena Púrpura, preocupada.

“Como eu treino o controle da energia do domínio?” Simão Feng perguntou ansioso. Se fosse como Pequena Púrpura dizia, e toda a energia cultivada se dissipasse, seria frustrante.

“O controle só se aprimora com prática. No teu nível, ainda não consegues projetar a energia para fora. Tens que treinar o método da imaginação, modelando a energia dentro do ponto principal em diferentes formas, para aprimorar o controle.” explicou Pequena Púrpura, franzindo a testa, pois não imaginava que a energia de Simão Feng cresceria tanto numa só sessão.

“Entendi! Pode deixar que vou treinar o controle. Pequena Púrpura, todas as Ferass de Combate têm um espírito como você?” Simão Feng perguntou, curioso.

“Não. Ferass de Combate de nível um a nove não têm espírito. Só ao atingir o nível Deus da Batalha é que a Fera ganha um espírito. Existem também Mestres de Combate especiais que conseguem criar Ferass com espírito, mas esses são ainda mais raros que os próprios Deuses da Batalha!” explicou Pequena Púrpura.

“Então as Ferass de Combate podem evoluir de nível?” Simão Feng perguntou, animado. Antes, pensava que a Fera que recebera era das piores, mas se podia evoluir, então tudo mudava.

“Claro. Para evoluir, a Fera precisa aumentar o nível da Alma de Combate. Mas isso é muito difícil. O Guerreiro precisa fornecer energia do domínio constantemente à Alma de Combate. E como já é difícil para o próprio Guerreiro acumular energia, imagine ainda sustentar a Fera! Mesmo assim, quando a Alma de Combate atinge o limite de energia, normalmente ela explode, e só raríssimas conseguem evoluir. Existe um item chamado Cristal de Estabilização, que impede a explosão durante a evolução, mas se falhar, a energia interna se dispersa quase toda, voltando ao nível anterior, e o cristal se quebra. Um cristal desses vale uma fortuna! Por isso, quem consegue evoluir uma Fera de Combate um ou dois níveis já é muito sortudo!” explicou Pequena Púrpura.

“E qual é o teu nível, Pequena Púrpura?” Simão Feng perguntou, um pouco aflito.

“Bem, meu nível é igual ao teu, só estou no nível um.” respondeu Pequena Púrpura, um pouco envergonhada.

“O quê? Só nível um?” Simão Feng não conseguiu esconder a decepção. Segundo Pequena Púrpura, uma Fera de nível um só poderia, no máximo, chegar ao nível três, e Ferass de nível um e dois eram muito fracas. Só as de nível três eram consideradas Ferass de Guerra.

“Ei, não fique assim, está bem? Uma Fera com espírito, sempre que o Guerreiro evolui, evolui junto. Por isso, Mestres capazes de criar Ferass com espírito são tão raros!” disse Pequena Púrpura, orgulhosa.

“E que outras vantagens tem uma Fera com espírito?” Simão Feng perguntou, os olhos brilhando. Só o que Pequena Púrpura já dissera parecia fantástico.

“Ah, não olha assim para mim! Fico sem graça!” disse Pequena Púrpura, tapando o rosto com as patinhas e corando.

Simão Feng olhou, sem palavras, para Pequena Púrpura flutuando no ar. Nunca vira um animal de estimação tão humanizado.

“As vantagens, por agora, são essas que te contei. As demais só vais saber quando subir de nível. Não adianta eu contar agora!” disse Pequena Púrpura, fazendo-se de importante.

Diante de um mascote tão encantador, Simão Feng não sabia se chorava ou sorria, sem ter certeza se era um azarado ou um sortudo.