Capítulo Vinte e Dois: A Essência do Rei das Chamas
A lava vermelha como sangue rolava incessantemente diante dos olhos de todos, dissolvendo as paredes ao seu toque e formando crateras irregulares que deixavam o grupo apreensivo.
— Nada mal, este é o magma do núcleo terrestre; só o magma do núcleo tem uma temperatura tão elevada! — disse Zéu Leto, aliviado ao contemplar aquela massa escarlate.
— Zéu, olha ali! Não estou vendo coisas, certo? Aquilo é a Flor de Fogo, material de nível sete para feras de combate! — exclamou, trêmulo, Pequeno Rui, dirigindo-se a Zéu Leto.
Seguindo o dedo de Pequeno Rui, todos puderam ver algumas flores crescendo entre as rochas. Elas pareciam chamas vivas, flutuando suavemente sobre o granito.
— Está certo, é mesmo a Flor de Fogo. Se uma fera de combate de nível sete for aprimorada com esse material, os poderes de suas habilidades aumentarão pelo menos trinta por cento — disse Zéu Leto, aproximando-se das flores, também com a voz trêmula. Mesmo só com essas flores e os frutos multicoloridos de plátano encontrados antes, já valia o risco que correram ao entrar ali.
— Ruan, agora é com você! — Zéu Leto virou-se para Simão Vento, sabendo que embora pudessem colher as flores por conta própria, sua eficácia diminuiria em pelo menos vinte por cento. Por isso, um mestre de combate era indispensável para qualquer equipe de exploração.
Após as palavras de Zéu Leto, Simão Vento se aproximou das flores de fogo. Aquela planta escapava completamente do seu conhecimento; em sua vida anterior, talvez a tivesse confundido com um galho queimado. Ao retirar as flores da rocha e guardá-las na pedra espacial de feras de combate, só então Simão Vento relaxou. Nessa jornada, sua pedra já guardava muitos tesouros raros; embora a maior parte fosse entregue ao retornar, o que restasse seria bem valioso para si, pois tais materiais eram difíceis de encontrar.
— Lava vulcânica! Zéu, olha lá, é lava vulcânica! Li sobre isso num livro! — Pequeno Li apontou, gaguejando, para o outro lado da caverna logo após Simão Vento guardar as flores de fogo.
— Lava vulcânica? Tem certeza? Isso é material de excelência para feras de fogo de nível oito! — Desta vez, até a voz de Zéu Leto tremeu. Ele não esperava que encontrassem tanto; embora já tivessem extraído várias pedras divinas de nível dez, estas eram apenas materiais básicos. Para elevar a qualidade das feras de combate, materiais auxiliares como esses eram imprescindíveis, e muito mais raros.
— Pequeno Li, tem certeza de que é lava vulcânica? — Zéu Leto indicou um pequeno "vulcão" emergindo do chão. Se não fosse por Pequeno Li, teria passado por um simples relevé, comum ali.
— Tenho certeza! Observem o líquido lá dentro: entre o vermelho há traços dourados. A lava vulcânica é material de dupla propriedade, fogo e ouro; essa cor não existe em magma comum — explicou Pequeno Li, apontando para o magma que fluía no pequeno vulcão.
— Concordo, sinto uma energia imensa nessa lava! Só materiais de nível sete para cima podem conter tal poder — disse Simão Vento, examinando atentamente.
— Ruan, sabe como extrair esse material? — Zéu Leto questionou, franzindo o cenho. Sabia que métodos comuns não serviam; um descuido e o material perderia sua utilidade.
— Sei sim, vi no manual da biblioteca da escola! — respondeu Simão Vento, assentindo.
Com isso, Zéu Leto e os outros suspiraram aliviados. Se não soubessem como extrair a lava vulcânica, teriam chegado ao tesouro em vão, o que seria frustrante.
Após Simão Vento guardar todo o pequeno vulcão, o grupo relaxou. Olhando ao redor e não encontrando outros materiais, começaram a analisar o ambiente.
Era uma vasta caverna de magma, com dezenas de entradas visíveis ao redor. Provavelmente conectavam-se às passagens vistas antes, o que indicava mais ramificações nos outros túneis. Eles tiveram sorte de encontrar apenas uma bifurcação; mais que isso, teriam desistido. Assim, sua sorte era realmente boa.
No centro do magma, erguia-se uma enorme plataforma, conectada por pontes longas e estreitas a diversos túneis. De onde estavam, não conseguiam distinguir o que havia sobre a plataforma.
— Vamos até a plataforma primeiro, depois exploramos as entradas. Devem haver bons materiais lá também! — Zéu Leto orientou o grupo e partiu à frente, voando em direção à plataforma, seguido por Simão Vento e os demais.
Embora não houvesse perigo iminente, Zéu Leto avançava cautelosamente, pronto para reagir a qualquer ameaça.
— O que é isso? Alguém reconhece? — Ao chegarem à plataforma, avistaram no centro um pequeno orbe oval, emitindo uma tênue luz. O orbe flutuava no centro, sob ele nove pequenos buracos de onde emanava uma névoa avermelhada, que era absorvida completamente ao tocar o orbe.
— Não faço ideia, nunca vi algo tão estranho. Zéu, acha que isso é natural ou feito por alguém? — perguntou Pequeno Li, balançando a cabeça.
— Não sei dizer. Parece obra de alguém, mas não descarto ser natural. Há materiais especiais que só aparecem em lugares inexplicáveis — respondeu Zéu Leto, pensativo.
— Acho que sei o que é, mas não tenho certeza — Simão Vento fitou o orbe por longo tempo antes de falar.
— Diga, Ruan! Você é mestre de combate, deve saber mais que todos nós — disse Zéu Leto, surpreso. Se aquele orbe fosse de fato um material, provavelmente era de nível nove, talvez até superior.
— Essência do Rei das Chamas. Acho que li sobre isso em algum livro — disse Simão Vento, refletindo.