Capítulo 097: O Deus da Guerra Traiçoeiro (Parte Um)

O Deus Dragão da Arte Marcial Marcha 3528 palavras 2026-02-07 13:15:50

"Lembre-se: aconteça o que acontecer, não saia do carro!" advertiu Linyun a Xue Meining antes de sair rapidamente do veículo.

Naquele momento, ele não podia se preocupar com o quão surpreendente poderia parecer. Com um movimento ágil, quase num piscar de olhos, chegou à frente de Qin Qiuyue, que ainda estava parada na porta. Segurou-a pelos ombros e disse: "Mãe, tem gente querendo nos causar problemas. Entre logo no carro de Tang Meng."

Enquanto falava, envolveu Qin Qiuyue com o braço e a conduziu rapidamente até o Hummer. Tang Meng já percebera o alvoroço à frente, abriu a porta e gritou: "Linyun, o que está acontecendo?"

Linyun não teve tempo de explicar. Levou sua mãe até o Hummer, colocou-a no banco de trás e disse a Tang Meng: "Tem gente querendo nos atacar. Escute, não importa o que aconteça, fiquem dentro do carro e não saiam. Tang Meng, é sua responsabilidade proteger minha mãe e minha irmã, ouviu?"

Qin Qiuyue não disse nada, nem teve tempo de falar, mas em seu olhar sereno e calmo passou um leve sorriso de aprovação.

Assim que terminou de falar, Linyun voltou ao lado da Ferrari como um relâmpago, abriu a porta de trás e entrou rapidamente, ágil como uma enguia.

"Coninha, está com medo?"

Depois de fechar a porta, Linyun sorriu radiante para Xue Meining, que se virou para olhá-lo.

Xue Meining arregalou os grandes olhos pretos e, inclinando a cabeça, observou Linyun por um momento antes de sorrir: "Irmão Linyun, como você se mexeu rápido! Você sabe lutar, não é?"

Linyun pensou consigo mesmo que aquela mocinha ou era naturalmente destemida ou muito despreocupada. Piscou e respondeu: "Coninha, seu celular tem função de gravação, não tem? Daqui a pouco, lembre-se de filmar o que esses canalhas fizerem, ouviu?"

Enquanto conversavam, o primeiro carro da fila parou. Dele saíram sete ou oito brutamontes armados com facas e bastões. Sem dizer palavra, avançaram ameaçadores em direção à porta da Clínica Popular.

Assim que as dezenas de carros pararam, vieram atrás várias motos, acelerando sem diminuir a velocidade até a porta da clínica. Cada moto trazia pelo menos duas pessoas, todas armadas com barras de ferro.

Os motores rugiam, ensurdecedores. Em poucos instantes, mais de cem pessoas cercaram completamente a porta da Clínica Popular, mas não atacaram de imediato, como se estivessem aguardando algo.

Li Hongmei tinha acabado de chegar em casa. Espiava curiosa Qin Qiuyue, que trazia a futura nora, quando viu aquela multidão e, apavorada, fechou rapidamente a porta da loja.

"Irmão Dao, as luzes estão acesas, a porta aberta, mas não há ninguém dentro da clínica. O que fazemos?" perguntou Zhanlang, um dos quatro principais capangas de Dao, ao vê-lo se aproximar.

Dao, vendo a porta principal já bloqueada, acendeu um cigarro e respondeu calmamente, soltando uma baforada: "Precisa perguntar? Eles devem estar nos fundos. Primeiro, quebrem a clínica toda!"

Zhanlang riu sinistramente, fez um gesto para trás e ordenou: "Quebrem tudo!"

Imediatamente, mais de trinta jovens ferozes, armados com barras de ferro, invadiram a pequena Clínica Popular, destruindo tudo que viam pela frente.

Após uma barulheira assustadora, um deles correu até Dao e disse: "Irmão Dao, está tudo destruído, não sobrou nada inteiro!"

Dao adorava o som da destruição, aquele estrondo era para ele como música celestial, deixando-o extasiado. Limpou o ouvido com o dedo mindinho, semicerrando os olhos: "E aí, alguém saiu do fundo?"

"Não!"

Dao riu: "Parece que ficaram apavorados, entrem e peguem eles!"

Mal terminou de falar, ouviu-se um tumulto nos fundos da multidão: "Com licença, deixem eu passar, preciso resolver algo, obrigado!"

Um homem gordo e alto, com um sorriso inofensivo no rosto, empurrou-se para o centro.

Dao franziu as sobrancelhas, olhando insatisfeito para seus capangas: "Quem trouxe esse sujeito? Não sabe se comportar?"

Os quatro principais capangas olharam para o novo vindo e perceberam que não o conheciam, balançando a cabeça.

"Não está vendo que estamos ocupados? Se não quiser morrer, dê o fora!" gritou alguém da multidão ao perceber que os quatro capangas não conheciam o gordo.

Linyun abriu caminho cuidadosamente entre os bastões, até chegar à porta da clínica. Olhou para a origem da voz e, com ar de vítima, disse: "Só vim resolver uma coisinha e já vou embora, não pode?"

"Seu idiota, de onde você saiu? Não vê o que está acontecendo?" Zhanhu, o mais impaciente, arregalou os olhos e quis jogar Linyun para fora, mas Dao o deteve.

"Deixa ele entrar. Quero ver o que esse sujeito está tramando", disse Dao calmamente, lembrando-se da descrição de um gordo de agasalho que agredira Li Kun e os outros.

Linyun sorriu e entrou.

O interior da clínica estava devastado. Comprimidos espalhados pelo chão, frascos de soro quebrados, cacos de vidro brilhando sob a luz.

Linyun olhou ao redor e, sorrindo, disse ao responsável pelo relatório: "Você mentiu. Devo te dar uma surra?"

O homem ficou confuso: "Onde eu menti?"

Linyun apontou para a lâmpada no teto: "Olha, você disse que destruíram tudo, mas aquela lâmpada ainda está inteira."

O homem, vendo que Linyun ainda tinha cabeça para brincadeiras mesmo cercado, ficou furioso: "Quebrar a lâmpada, como vamos enxergar? Você veio arranjar confusão?"

"Isso mesmo, vim arranjar confusão!"

Antes que terminasse de falar, Linyun lançou com um movimento rápido uma grande agulha que guardava na mão. A lâmpada explodiu, mergulhando a sala em completa escuridão!

A luz da sala era mais forte que a de fora; ao quebrar a lâmpada, mesmo com alguma iluminação externa, criou-se um ponto cego de visão por vários segundos.

Ou seja, quem estava do lado de fora não conseguia ver absolutamente nada lá dentro!

"Que droga! Deu ruim!", gritou Zhanlang, erguendo a barra de ferro para entrar. Mas logo se ouviu um grito de dor e, em seguida, uma silhueta foi arremessada para fora!

Naturalmente, foi Linyun quem lançou o sujeito!

Para os outros, a escuridão criava um ponto cego, mas para Linyun, já no estágio intermediário do treinamento corporal, aquele breu não fazia diferença. Assim que a luz se apagou, ele agarrou o mais próximo e o lançou para fora com força!

Com um estrondo, o homem aterrissou no meio da multidão, que nem teve tempo de reagir!

"Ai!" "Droga!"...

Gritos se sucederam enquanto cinco ou seis eram derrubados de uma vez!

Se não fosse pela agilidade de Zhanlang, ele teria sido o primeiro a sofrer!

E não parou por aí!

Um...

Três...

Cinco...

Em menos de um minuto, os trinta invasores foram todos arremessados para fora por Linyun, caindo quase sempre no mesmo canto. Alguns tentavam se levantar, mas eram derrubados novamente pelos que vinham depois, formando uma verdadeira montanha de gente diante da clínica!

Mais engraçado: alguns, ao serem lançados, ainda seguravam firmemente as barras de ferro, que voaram e atingiram outros – no peito, nas nádegas, ou até, com ainda mais azar, diretamente no ânus!

Com os corpos sendo lançados um após o outro, os de fora não tinham tempo nem para reagir, muito menos para avançar para dentro.

Um minuto depois, ninguém mais era lançado, e o ponto cego de visão desaparecia. Pela luz que entrava, já era possível enxergar, ainda que vagamente, o interior da clínica.

Restava ainda uma pessoa lá dentro. Linyun segurava o infeliz pelo tornozelo esquerdo, arrastando-o como um cachorro morto até a porta.

Como se nada tivesse acontecido, Linyun permanecia calmo, sem perder o fôlego, com um leve sorriso no rosto. A luz refletia na covinha de sua bochecha esquerda, tornando-o ainda mais charmoso aos olhos de Xue Meining, que não parava de gravar tudo da Ferrari.

"Desculpe, como viu, todos eles estão armados e eu não. Só pude usá-lo como escudo por um tempo", disse Linyun, sorrindo para o 'escudo humano' que arrastava, sem dar qualquer atenção a Dao e aos outros, furiosos do lado de fora.

O infeliz, com o tornozelo esquerdo preso na mão de Linyun e o direito arrastando no chão, só conseguia apoiar as mãos e erguer a cabeça como um cão, desejando morrer de vergonha e dor.

"Inacreditável! O chefe é um verdadeiro deus da guerra!", exclamou Tang Meng, dentro do Hummer, assistindo tudo preocupado. Por várias vezes quis sair para ajudar Linyun, mas foi impedido por Qin Qiuyue.

Ao ver os invasores sendo lançados um a um para fora, formando uma montanha de corpos, ficou boquiaberto!

Agora, vendo Linyun arrastando alguém e desafiando mais de cem homens sem demonstrar medo, Tang Meng estava mais animado do que nunca, esquecendo completamente que Qin Qiuyue e Ning Lingyu estavam no banco de trás.

Quanto a Ning Lingyu, ela estava completamente atônita!

Quando viu Linyun se enfiar na multidão, sua mente ficou em branco, o rosto pálido, lábios sem cor de tanto morder, dedos cerrados em punhos, unhas cravadas nas palmas sem sentir dor!

Agora, vendo Linyun aparecer imponente na porta, Ning Lingyu jurou que jamais esqueceria aquela aura de "Mesmo contra milhares, eu avançaria!" que ele deixara escapar sem querer!

Linyun deu uma leve sacudida em seu "escudo" e, apontando para os sessenta que ainda estavam do lado de fora, ergueu o queixo e perguntou: "Quem aqui manda?"