Capítulo 028: Espancamento de um Libertino

O Deus Dragão da Arte Marcial Marcha 3517 palavras 2026-02-07 13:14:51

No momento em que Zhang Ling fazia uma ligação para o Restaurante Campeão, dois indivíduos entraram abruptamente na sala de aula.

O primeiro a entrar, à frente, trajava roupas de marca caras, usava cabelos longos e ostentava uma atitude arrogante, semelhante ao Pequeno Deus das Apostas, Tang Meng. Seu rosto pálido e o olhar dominador transmitiam uma superioridade inata; na orelha esquerda, um brinco reluzia, e no dedo médio da mão esquerda, um anel chamativo cintilava.

Assim que entrou, lançou um olhar cobiçoso e descarado para Cao Shanshan, sentada à frente, demonstrando sem restrições seu desejo.

Acompanhando-o, vinha outro rapaz de aparência mais comum, mas com porte alto e robusto. Este não chegou a entrar, apenas postou-se à porta, bloqueando completamente a passagem.

Zhang Ling, de cabeça baixa e sorridente ao telefone, não percebeu a entrada dos dois, mas Cao Shanshan notou imediatamente.

Assim que viu quem era, seu semblante mudou e ela se levantou de súbito, exclamando em tom firme e delicado:

— Gou Junfa, o que veio fazer em nossa sala? Saia daqui agora!

O estudante extravagante que entrara era ninguém menos que Gou Junfa, um dos quatro notórios desordeiros do Colégio Primeiro de Qingshui.

Os olhos astutos de Gou Junfa estavam fixos em Cao Shanshan. Ao ouvir a ordem ríspida para que saísse, sorriu de forma bajuladora:

— Shanshan, ainda não almoçou? Espere só eu resolver algo aqui, depois te levo para jantar no Restaurante Campeão, que tal?

Naquele momento, Zhang Ling terminava a ligação. Ao perceber que era Gou Junfa, ficou imediatamente pálida, abriu a boca, mas não disse nada.

O Colégio Primeiro de Qingshui tinha quatro grandes desordeiros: Xie Junyan, Tang Meng, Gou Junfa e Lu Chengtian.

Xie Junyan era o queridinho dos professores — família ilustre, boa aparência e desempenho exemplar. Não tinha ligação alguma com os quatro arruaceiros.

Tang Meng, o Pequeno Deus das Apostas, era famoso por suas jogatinas. Apesar de ser considerado um dos quatro maus elementos, era arrogante, mas não injusto, e jamais intimidava colegas por abuso de poder.

Porém, Gou Junfa e Lu Chengtian eram desordeiros de verdade — ignoravam os estudos, viviam juntos e se divertiam intimidando colegas e assediando garotas.

Fumar, beber, brigar e extorquir dinheiro eram práticas corriqueiras para eles, mesmo sendo estritamente proibidas pela escola. Gou Junfa era filho único do maior empresário imobiliário da cidade, e Lu Chengtian, filho do diretor do Departamento de Educação de Qingshui. Com famílias tão influentes, a escola nada podia fazer.

Quanto a entrar na universidade? Num tempo em que o poder familiar era tudo, eles desprezavam tal ideia.

Zhang Ling era corajosa, mas sabia com quem podia lidar. Enfrentava Tang Meng porque sabia que ele, no fundo, não era mau, apenas arrogante. Mas Gou Junfa e Lu Chengtian eram perversos por natureza.

Zhang Ling já ouvira rumores de várias alunas bonitas que haviam sido vítimas desses dois.

O interesse de Gou Junfa por Cao Shanshan era conhecido por todos os alunos e professores. Felizmente, ele sabia que não podia se meter com a família dela; caso contrário, já teria forçado a situação há tempos.

Zhang Ling, preocupada, olhou para trás em direção a Ling Yun, apenas para vê-lo sentado calmamente, cabeça baixa, como se nada estivesse acontecendo.

— O que veio fazer aqui na nossa sala? — Cao Shanshan ignorou o convite para jantar e perguntou friamente, desconfiando que Gou Junfa estava ali por causa de Ling Yun, o que a deixou ainda mais ansiosa.

Na sala de aula, Cao Shanshan não poderia usar suas habilidades marciais. Lembrando das humilhações que Ling Yun já sofrera por parte de Gou Junfa, sabia que ele estava prestes a se dar mal.

De fato, Gou Junfa desviou o olhar de Cao Shanshan, esboçou um sorriso desdenhoso e foi direto até Ling Yun.

— Seu idiota, ouvi dizer que hoje você andou se mostrando na escola, não é? Uma rã querendo comer cisne? Já se olhou no espelho?

Gou Junfa aproximou-se da carteira de Ling Yun, transbordando desprezo.

Ling Yun nem se dignou a levantar a cabeça, ignorando Gou Junfa completamente.

— Ei, estou falando com você! Vai bancar o surdo-mudo? Levanta essa sua cabeça de porco pra eu ver se o inchaço já passou! Está sentindo falta de uma surra, não é?

Dessa vez, Ling Yun levantou a cabeça, sorrindo com gentileza, quase inocente.

— Você é Gou Junfa? Tenho uma pergunta pra você.

Gou Junfa arregalou os olhos, fingindo surpresa:

— Ora, ficou corajoso, hein? Agora quer me fazer perguntas? Fale, pergunte!

Pretendia mostrar sua autoridade diante de Cao Shanshan, e como Ling Yun era tão atrevido, nem precisava levá-lo até a cobertura; podia dar-lhe uma surra ali mesmo, para impressionar a garota.

Ling Yun continuou sorridente, inofensivo:

— Gostaria de saber: nesses três anos, quantas vezes você já me bateu? E quanto dinheiro conseguiu de mim? Ainda pretende pedir mais?

Gou Junfa, ao perceber que Ling Yun se mostrava submisso, sentiu-se ainda mais confiante. Chegou a lançar um olhar para Cao Shanshan antes de responder arrogantemente:

— Já perdi a conta de quantas vezes te bati. Sempre que sinto vontade, uso você pra treinar. Dinheiro, peguei uns três ou quatro mil de você. Com a sua pobreza, não dava pra tirar mais.

— Mas fiquei sabendo que hoje sua irmã ganhou dez mil do Pequeno Tirano, e você pegou mais mil de Shanshan. Esse dinheiro não faz diferença pra mim, mas quero que me entregue tudo!

Gou Junfa falava cada vez mais animado, com um sorriso cruel.

Cao Shanshan, furiosa, gritou:

— Gou Junfa, pare de intimidar os outros! Qual a diferença entre você e um ladrão?

Ling Yun, surpreso com a defesa de Cao Shanshan, lançou-lhe um olhar curioso, pensando que ela realmente tinha um bom coração. Talvez até aceitasse convidá-la para jantar mais tarde.

Quanto ao fato dela ter perdido o almoço por sua causa, ele já nem se lembrava.

Ling Yun voltou a encarar Gou Junfa, sorriu de leve e assentiu:

— Só mais uma pergunta: por que eu deveria te entregar meus onze mil reais?

Gou Junfa, já impaciente com tanta conversa, respondeu bufando:

— Porque eu quero, oras! Pra que todo esse papo?

Ling Yun assentiu, compreendendo, e continuou sorrindo:

— Só mais uma pergunta: quanto dinheiro você trouxe hoje?

Gou Junfa explodiu:

— Você está mesmo querendo apanhar, hein? Nunca saio de casa sem pelo menos uns oito ou dez mil!

Ling Yun riu, satisfeito:

— Ótimo, assim fico tranquilo!

Gou Junfa, intrigado, perguntou:

— E por que isso te deixa tranquilo?

Sem responder, Ling Yun se levantou abruptamente, fechou o punho direito e, com um movimento ágil e certeiro, desferiu um soco violento no lado esquerdo do rosto de Gou Junfa.

— Pum!

— Aaah!

Mesmo usando apenas metade de sua força, o golpe de Ling Yun foi avassalador, rápido e preciso, acertando Gou Junfa em cheio.

Gou Junfa gritou de dor, cambaleando para trás até colidir com uma carteira, derrubando livros ao chão.

— Só queria garantir que, depois de pagar o que me deve, ainda sobrasse dinheiro para o seu tratamento! — disse Ling Yun, rindo, enquanto avançava.

Transformando o punho em garra, agarrou a gola de Gou Junfa, puxou-o com força e desferiu outro soco, agora no abdômen.

— Pum!

Dessa vez, usou setenta por cento da força, acertando-o no estômago. Soltou Gou Junfa, que se dobrou em dor e voou dois metros, caindo ao chão.

Agora, nem conseguia gritar, tamanha a dor.

Gou Junfa suava frio, os dentes partidos e a boca cheia de sangue, os olhos tomados de terror e incredulidade.

Não podia crer que o “porco gordo” que sempre fora seu saco de pancadas ousara revidar.

E o que lhe causava terror era perceber que aquele rapaz sorridente batia com tanta brutalidade, sem temor das consequências.

Todos os colegas presentes ficaram boquiabertos.

Cao Shanshan e Zhang Ling, de olhos arregalados e bocas abertas, não conseguiam acreditar no que viam.

Na noite anterior, haviam ouvido boatos sobre o desempenho impressionante de Ling Yun no dormitório, mas agora viam com os próprios olhos que era verdade.

A rapidez e a violência de Ling Yun eram espantosas. Ele não hesitava: quando decidia agir, o fazia sem rodeios.

Somente então o sujeito que bloqueava a porta reagiu. Chamava-se Pi Hezhi, era o capanga de Gou Junfa e sempre o acompanhava em suas traquinagens. Sempre que Gou Junfa batia em Ling Yun, ele ajudava.

Atordoado, Pi Hezhi correu, mas o corredor entre as carteiras era estreito e Gou Junfa bloqueava a passagem.

Enquanto Pi Hezhi hesitava entre atacar ou socorrer, Ling Yun não parou.

Num salto, aproximou-se de Gou Junfa, ergueu-o com uma só mão e desferiu um chute certeiro em seu peito.

— Pum! Pum!

Desta vez, Pi Hezhi não teve dúvidas: o chute de Ling Yun, usando quase toda sua força, arremessou Gou Junfa sobre ele, fazendo ambos voarem e desabarem um sobre o outro.

— Que incrível! Que força! — exclamou Zhang Ling, encantada com a imponência de Ling Yun, seus olhos brilhando de emoção, torcendo entusiasmada.