Capítulo 62: Sentimentos de uma Jovem, Retorno Repleto de Alegrias

O Deus Dragão da Arte Marcial Marcha 3541 palavras 2026-02-07 13:15:16

Não importa como se fizesse o ranking, a cidade de Qing Shui sempre figuraria entre as dez maiores da China, e, naturalmente, carros de luxo e modelos exclusivos eram vistos por toda parte. Ainda assim, quando Xue Meining estacionou o carro na entrada do shopping, aquele Ferrari edição limitada atraiu todos os olhares para si.

Não tinha jeito, o carro era de fato impressionante! Ao mesmo tempo, o rosto belo de traços marcantes de Xue Meining e suas longas pernas alvas também chamavam tanta atenção quanto o próprio veículo.

Ling Yun sentiu os olhares de inveja e despeito ao redor, mas não se incomodou. Por mais chamativo que fosse aquele carro, nada superava a imponência de voar sobre uma espada!

Enquanto fantasiava consigo mesmo, imaginando-se cruzando os céus, contemplando o mundo lá do alto, Ling Yun ignorava os olhares ao redor e seguia com passo despreocupado atrás de Xue Meining, entrando no grande saguão do shopping.

Afinal, os olhares lançados a ele eram de quem vê uma bela flor plantada em estrume.

O primeiro andar do shopping era dedicado a joias de ouro e prata, além de celulares de grife. Xue Meining, visivelmente familiarizada com o local, puxou Ling Yun pelo braço e foi direto ao ponto.

— Ling Yun, como é que você não tem um celular? Se alguém quiser seu contato, você não tem como passar. Vamos primeiro comprar um telefone.

A jovem claramente não esquecera o momento em que Zhong Qingshan pedira o número de Ling Yun.

Isso era exatamente o que Ling Yun queria. Uma garota esperta, pensou ele.

Ele tinha conseguido vinte mil ienes, mas já gastara nove mil no dia anterior. Restava pouco mais da metade, e não pretendia gastar comprando um celular para si.

Mas recusar um presente seria tolice. Num mundo tão avançado, não ter um aparelho de comunicação era realmente inconveniente.

Sem falar que, em caso de perigo para quem estivesse ao seu redor, seria fácil ser avisado imediatamente.

Ainda refletia sobre o ocorrido no acidente de carro, com a sensação desconfortável de não saber se o alvo era ele ou sua família.

— Ling Yun, vamos comprar um iPhone 5. Assim teremos o mesmo celular! — Xue Meining o levou até o balcão da Apple e, apontando para os diferentes modelos sob o vidro, perguntou: — Que cor você prefere?

— Preto.

Ela assentiu e pediu à vendedora:

— Um iPhone 5 preto, por favor.

A funcionária, pouco acostumada com clientes tão decididos, atendeu prontamente. Uma das atendentes, de rabo de cavalo, perguntou gentilmente:

— Vai pagar em dinheiro ou no cartão?

— No cartão — respondeu Xue Meining, sorrindo.

— Por aqui, por favor... — disse a atendente, fazendo um gesto cortês e levando-a para a máquina de cartão.

Outra vendedora dirigiu-se a Ling Yun:

— Gostaria que testássemos o aparelho para o senhor?

— Não precisa — respondeu ele com um leve movimento de cabeça.

No dia anterior, ao ajudar Tang Meng a comprar um celular para Ning Lingyu, ele já aprendera como usá-lo. Pediu apenas para embalar o aparelho.

A compra foi rápida. Em menos de três minutos Xue Meining estava de volta, sorrindo:

— Ling Yun, conheço alguém que consegue ótimos números de telefone. Vou ligar para ele já e pedir que guarde um número bonito para você.

— Prefere que termine com seis oitos ou seis noves?

Ling Yun achou graça. Não bastava dar o celular, ainda queria presentear com um número especial. Ele sorriu:

— Como posso aceitar tanto? Gosto de seis noves, mas peça para ele conseguir também um com seis oitos. Quanto mais, melhor. Vou usar todos.

Na compra do celular anterior com Tang Meng, este já reclamava que seu número só tinha quatro oitos e não era chamativo o bastante. Agora, sabendo do contato de Xue Meining, Ling Yun não perderia a oportunidade de pedir mais.

Além disso, o número de Ning Lingyu era comum, estava na hora de dar um melhor a ela.

Só de imaginar a reação de Tang Meng ao receber um número assim, Ling Yun sentia-se orgulhoso.

Xue Meining revirou os olhos, pensando: “Você acha que esses números aparecem como repolhos na rua? Se eu não conhecesse o manda-chuva da operadora, nem eu teria acesso!”

Ling Yun percebeu a hesitação e disse, num tom calmo para provocá-la:

— Se não der, tudo bem. Um número comum serve do mesmo jeito.

Ela caiu direitinho na provocação, lançando-lhe um olhar de reprovação:

— Quem disse que não dá? Mas, no máximo, quatro. Pedir mais do que isso eu não consigo.

Era exatamente o que Ling Yun queria. Quatro já estavam de bom tamanho.

— Está ótimo! Para que quero tantos números, não posso comer eles — respondeu, rindo.

As atendentes da Apple, ouvindo a conversa, não conseguiram esconder o espanto. Seis oitos? Seis noves? E pediu quatro de uma vez?

Esses dois estudantes só podiam ter uma relação extraordinária.

Depois de comprar o celular, Xue Meining arrastou Ling Yun para o elevador, subindo direto ao quarto andar do shopping.

Ali se concentravam as lojas de roupas masculinas de grife.

— Ling Yun, o que você quer comprar? Roupas esportivas, casuais ou ternos e camisas?

Mal chegaram, ela já estava ansiosa perguntando.

— Umas roupas esportivas já bastam. Nos próximos dois meses quero fazer uma dieta séria, nem vou caber em outras roupas.

Ling Yun não queria comprar mais do que o necessário, pois estava certo de que perderia entre trinta e cinco a quarenta quilos em dois meses. Depois disso, as roupas novas não serviriam mais.

— De jeito nenhum! Você não vai viver só de dieta. Precisa ter roupas formais para quando encontrar as pessoas ou resolver algum negócio.

Sem dar chance para discussão, Xue Meining passou a arrastá-lo por todos os balcões de marcas famosas.

Rapidamente compraram dois conjuntos de agasalhos e dois pares de tênis Nike. Em seguida, a jovem o levou para escolher camisas e ternos.

Ling Yun ficou impressionado. Em menos de duas horas, quarenta mil ienes tinham sido gastos. A jovem realmente não economizava ao fazer compras.

E ele estava certo — ela nunca sentira pena de gastar dinheiro ao fazer compras.

Roupas esportivas eram fáceis de escolher, mas ternos, não. Ling Yun era grande demais.

Várias provas, nada servia. A jovem começou a ficar desanimada:

— Ling Yun, você tem uns um metro e oitenta, não é? Para que comer tanto e ficar assim? Que desperdício de um corpo!

Ela reclamava, franzindo as sobrancelhas.

— Por isso estou fazendo dieta. Melhor deixarmos para depois, daqui a dois meses voltamos. Prometo que estarei com uns setenta quilos!

— O quê? Agora você deve ter mais de cem, e acha que em dois meses vai para setenta? Comendo daquele jeito? Só pode estar brincando!

Para ela, perder mais de trinta quilos em dois meses era impossível.

Ling Yun apenas sorriu, sem discutir.

Os fatos falariam por si. Em dois meses, até em um mês, ele surpreenderia a todos.

— Mas... mas daqui a dez dias é meu aniversário! Você tem que ir, meus pais vêm da capital, e você...

Ela contava nos dedos, organizando os planos.

Ling Yun apenas sorria, compreendendo finalmente as intenções da jovem.

Sentiu uma onda de calor no coração e, sem pensar, afagou-lhe a cabeça, esboçando um sorriso radiante e confiante:

— Não se preocupe, eu vou. A roupa não importa, certo?

Xue Meining ficou atônita. Mais uma vez, viu aquele sorriso caloroso e gentil, capaz de derreter qualquer barreira. Corou intensamente, sentindo algo diferente no peito.

— O tempo está esquentando, você nem vai usar terno. Compre ao menos uma camisa.

Era raro vê-la envergonhada. Ling Yun observava divertido e sugeriu.

Nas poucas horas juntos, brigaram, riram, choraram, mas isso não impedia Ling Yun de, aos poucos, aceitar Xue Meining.

Ela era apaixonada, ousada, corajosa e, acima de tudo, sabia ser filial e tinha um bom coração.

Quanto aos caprichos e manhas, era apenas charme juvenil, algo que Ling Yun não levava a sério.

Durante toda aquela maratona de compras, foi sempre Xue Meining quem pagou. Os funcionários do shopping não escondiam os olhares curiosos, mas Ling Yun não se importava.

Ele sabia que, no futuro, daria a ela muito mais do que recebia agora.

Assim era Ling Yun: se alguém lhe dava uma gota de água, ele retribuía com um oceano.

— Pronto, nada de terno. Vamos comprar camisas. E você, coma menos e emagreça logo, está realmente muito gordo! — disse ela, num raro momento de timidez, com as bochechas vermelhas.

Em seguida, comprou-lhe duas camisas Versace, duas calças sociais K-Boxing e um jeans Levi's.

Agora, Ling Yun mal conseguia segurar tantos sacos.

— Ning'er, acho que já está bom, não consigo mais carregar!

Mesmo gostando de receber presentes, sentia-se um pouco constrangido. A jovem era realmente decidida: gostava, comprava, pouco importava o preço.

Calculando mentalmente, em menos de uma hora e meia, quarenta mil ienes tinham evaporado!

Xue Meining finalmente parou, observando com satisfação os sacos cheios nas mãos dele:

— Concordo, acho que está bom. Vamos ao carro deixar as coisas, depois compramos as minhas!

Ling Yun quase tropeçou.

— Mais compras?!

Ela fez beicinho:

— Claro! Não posso comprar só para você, e para mim?

O brilho nos olhos da jovem fez Ling Yun finalmente entender o terror que é acompanhar uma garota em compras.

Mas, felizmente, ele havia saído ganhando!