Capítulo 058: O Coração Assassino do Médico

O Deus Dragão da Arte Marcial Marcha 3845 palavras 2026-02-07 13:15:14

— Irmão Ling Yun, esse senhor está à beira da morte, por que você não vem socorrê-lo primeiro?! — exclamou Xue Meining, aflita ao ver que Ling Yun finalmente começou a agir, mas não foi direto salvar o velho que estava prestes a morrer.

— Fique tranquila, ele não vai morrer tão cedo. Venha me ajudar a segurar essa menina, não a deixe se mexer — respondeu Ling Yun, após dar uma bronca no policial masculino que estava sendo insultado pelo motorista causador do acidente.

Ferimentos externos? Ling Yun era um mestre nisso! No mundo da cultivação, ele já havia enfrentado batalhas incontáveis, mais de mil delas de vida ou morte; quantas feridas ele não sofreu ao longo de sua vida? Se não soubesse tratar ferimentos, teria morrido mil vezes, no mínimo. Portanto, curar hemorragias e ossos quebrados era para Ling Yun mais fácil do que comer com pauzinhos.

Ling Yun percebeu que não era o momento adequado para socorrer o velho, pois poderia ser contraproducente. Xue Meining, ao ouvir isso, correu imediatamente, acreditando plenamente: se Ling Yun disse que o velho não morreria, então não morreria.

O policial masculino parecia não querer ficar ali sendo insultado pelo arrogante filho de milionário; desistiu temporariamente das perguntas e, sem jeito, aproximou-se para ajudar.

— Segure bem os ombros e as coxas dela, não a deixe se mexer! — instruiu Ling Yun, enquanto segurava com a mão esquerda a perna ferida da menina e a levantava suavemente. Ele lhe ofereceu um sorriso radiante, caloroso: — O irmão vai cuidar do seu ferimento, você está com medo?

Xue Meining, pressionando os ombros da menina, de repente se distraiu ao ver o sorriso de Ling Yun, tão brilhante quanto o sol! Aquele olhar, aquela sensação de ternura e confiança, penetraram direto em seu coração, deixando-a profundamente impactada. Ele... não era tão frio quanto dizia ser. E que sorriso encantador ele tem!

A menina parou de chorar, suportando a dor, olhou para Ling Yun com olhos arregalados: — Obrigada, irmão... eu não tenho medo!

Ling Yun assentiu sorrindo: — Dizem que meninas que quebram a perna acabam crescendo mais altas, acredita nisso?

Era apenas uma invenção, para distraí-la e relaxá-la.

De fato, a menina sorriu entre lágrimas: — Você está mentindo, irmão, eu não... ah!

Antes que ela terminasse a frase, um estalo se fez ouvir, e ela soltou um grito de dor lancinante!

— Pronto, está alinhado! — disse Ling Yun, sereno, ainda segurando firme a perna da menina, enquanto com a mão direita tirava do bolso o estojo de agulhas de prata que o médico Xue lhe dera. Com uma mão só, abriu o estojo, pegou sete ou oito agulhas e, com movimentos ágeis e precisos, as inseriu nos pontos vitais da perna da menina. A rapidez e a precisão deixaram Xue Meining completamente admirada.

— Um mestre da medicina chinesa! — exclamou o médico cirurgião, que, antes desanimado, agora olhava com entusiasmo.

Redução de fratura, aplicação de agulhas, tudo feito em menos de um minuto. Que técnica extraordinária era aquela?!

Ling Yun sorriu levemente e perguntou à menina: — Ainda dói?

Ela sentiu que a dor já não era insuportável, mas um sono profundo tomou conta de seu corpo, seus olhos se fecharam pesadamente.

— Não dói mais... obrigado, irmão — murmurou, antes de adormecer.

Ling Yun se levantou e disse a Xue Meining e ao policial, ainda atônitos: — Pronto, a perna dela está bem. Deitem-na, deixe-a dormir um pouco.

Depois pegou o estojo de agulhas e foi até o BMW.

Ao ver o cabelo longo e vermelho como vinho da motorista inconsciente, Ling Yun suspirou. Percebeu que ela apenas havia se assustado com o impacto, batendo a cabeça em algum lugar; entre o choque e o susto, desmaiou.

Ling Yun inseriu algumas agulhas de prata no ombro e na nuca dela, depois virou-se para Xue Meining: — Levante a cabeça dela e pressione o ponto entre o nariz e o lábio. Ela vai acordar logo.

Então, finalmente, Ling Yun se dirigiu ao velho, o mais gravemente ferido.

Sem olhar para a policial feminina, falou diretamente ao médico: — Tire toda a camisa dele!

— Certo! — respondeu o médico de meia-idade. Ao ver aquele estudante gordinho tratar três pessoas com tanta calma e habilidade, já confiava completamente nele.

— Espera! Você não pode mexer nele, se algo der errado, quem vai se responsabilizar? A ambulância está quase chegando, é melhor esperar! — protestou a policial, treinada para emergências, mas limitada ao protocolo de não mexer em vítimas graves. Depositava todas as esperanças na ambulância.

Ling Yun franziu a testa: — Posso esperar, mas se o velho morrer antes da ambulância chegar, você vai se responsabilizar?

A policial ficou sem palavras, incapaz de decidir, e olhou para o médico em busca de apoio.

— Eu confio que ele pode cuidar disso — afirmou o médico, decidido.

A policial olhou para o médico, depois para Ling Yun, e finalmente buscou a opinião do colega. O policial masculino assentiu.

— Tudo bem, mas se algo acontecer, não me responsabilizo! — disse ela, já apressando-se em se eximir.

Ling Yun lançou-lhe um olhar frio: — Saia da frente! — e fez sinal ao médico para tirar a camisa do velho.

Despiram o velho com dificuldade, pois sua cabeça e braços pendiam pesadamente. O policial masculino também se ajoelhou para ajudar; só depois de muito esforço conseguiram tirar a camisa.

Ling Yun estendeu o casaco do velho no chão, usou a camisa para limpar o sangue do rosto e da cabeça, e o acomodou sobre o casaco.

Desta vez, não podia usar energia espiritual; só podia contar com a acupuntura.

Ling Yun estava prestes a começar, quando ouviu o grito de Xue Meining: — Ela acordou! Ei... o que você está fazendo?!

Os quatro se viraram ao mesmo tempo.

Três minutos depois, a mulher do BMW finalmente despertou; Xue Meining ia avisar Ling Yun, mas viu o arrogante causador do acidente se aproximar.

Ele empurrou Xue Meining, que estava desprevenida, e com um sorriso malévolo dirigiu-se à mulher recém-acordada: — Zhuang Meifeng, gostou do acidente? Não pense que, só porque voltou para Cidade das Águas Limpas, eu, Sun Xing, não vou te pegar!

— Quer cancelar nosso casamento? Saiba que foi sua família que implorou para acertar isso com a minha! Quer desistir? Nem sonhe!

— Eu nem toquei na sua mão até hoje, e você fugiu! Se eu, jovem Sun, não te ensinar uma lição, como vou manter minha reputação em Pequim?!

Sun Xing, insultando-a, tentou agarrar o cabelo de Zhuang Meifeng, mas Xue Meining rapidamente interveio.

— Ela acabou de acordar, não mexa nela!

— Ah, dizem que Cidade das Águas Limpas tem mulheres lindas, e é verdade! Garotinha, que tal deixar o irmão te mimar esta noite? — Sun Xing, encantado pelas belas pernas de Xue Meining, agora, ao ver seu rosto, ficou vidrado, falando com olhar lascivo.

Parecia não se importar com as três pessoas gravemente feridas no chão.

O rosto de Xue Meining corou de raiva, ela encarou Sun Xing furiosa: — Canalha! Imoral!

Sun Xing semicerrou os olhos, sorrindo friamente: — Hehe, você está certa! Quando eu me divertia em Pequim, elas me xingavam assim!

— E nunca te bateram? — Uma voz fria, mais gelada que o inverno, soou atrás de Sun Xing.

Agora Ling Yun estava realmente furioso, a ponto de desejar matar.

Sun Xing se virou: — Quem ousaria bater em mim? Não sabe quem eu sou?!

— Não importa quem você seja, eu garanto que vai virar um porco!

Entre os gritos da multidão, Ling Yun, com um sorriso frio, desferiu um soco quase com toda a força, atingindo em cheio o rosto repulsivo de Sun Xing!

Ling Yun raramente se irritava.

Mas, quando ficava, era assustador.

Aquele soco quase destruiu o rosto de Sun Xing!

E ainda não estava satisfeito: logo em seguida, chutou Sun Xing, derrubando-o no chão, e começou a espancar com uma chuva de pontapés!

— Então ele conhece aquela mulher!

— Claro, foi de propósito! Que crueldade, tudo por orgulho, até atropelou inocentes!

— Bata! Bata até matar!

— Que alívio!

A multidão, indignada, queria ver Ling Yun acabar com Sun Xing de vez!

Assistindo Ling Yun espancar o canalha, todos se sentiam vingados, mas ninguém ousava ajudar.

A policial tentou intervir, pois Ling Yun batia em Sun Xing sem hesitar, deixando-o aos berros, rolando no chão como um porco. Apesar de detestar Sun Xing, ela sabia que ele tinha grandes conexões — seu Audi Q7 tinha placa militar.

Se Ling Yun o matasse, o apoio de Sun Xing poderia trazer problemas para ela e seu colega.

Xue Meining não se importava; a pequena feiticeira, furiosa, sentiu-se satisfeita ao ver Ling Yun espancar Sun Xing, e também correu para dar-lhe várias pontapés, cuspindo nele ao final!

— Mimá-la? Pois é você quem vai ser mimado! — exclamou, excitada pela primeira vez em sua vida ao pisotear alguém.

Ling Yun suava, pensando: “Essa feiticeira é realmente feroz! Isso é ótimo, combina comigo!”

— Parem! Se continuarem, vão matá-lo! — A policial, vendo Ling Yun realmente disposto a matar, correu para intervir.

Ling Yun já havia terminado. Parou abruptamente e recolheu o pé.

Sun Xing estava imóvel, como um cão morto; a surra de Ling Yun provavelmente o deixaria meses no hospital.

No BMW, Zhuang Meifeng estava atônita; acabara de acordar, ainda confusa, e viu seu maior inimigo sendo espancado, sentindo-se ao mesmo tempo feliz e apreensiva.

— Isso vai dar problema...

Ling Yun ignorava a situação; Xue Meining simplesmente não se importava. Os dois, sem medo, espancaram Sun Xing até quase matá-lo!

Mas Zhuang Meifeng conhecia muito bem quem era Sun Xing! Olhou para os dois, grata e preocupada, sem saber como reagir.

Ling Yun sentiu-se satisfeito com a surra. Olhou para Xue Meining, sorrindo: — E aí, gostou?

— Adorei! Esse tipo de gente, mesmo morto, é pouco! Nunca pensei que existisse alguém pior que você! — Xue Meining, ainda excitada, sentiu vontade de pular nos braços de Ling Yun e beijá-lo.

— Vamos, salvar vidas!