Capítulo 107: O jovem de olhar frio, voltou correndo para a morte? (Por favor, assine)
Neste momento, do lado de fora do hotel, um grupo de pessoas armadas saqueava com violência.
— Saiam da frente, vou acabar com ela com um tiro! — gritou um homem vestido com uma armadura negra, segurando firmemente uma lança longa e grossa, enquanto a cravava no corpo de uma mulher.
Pum!
Sangue carmesim jorrou do corpo da mulher, que soltou um grito agonizante.
— Ah!
— Não!
O olhar do homem de meia-idade era afiado e impiedoso, sem qualquer traço de compaixão. Ele puxou a lança, que saiu do corpo da mulher com um jorro intenso de sangue, tendo perfurado diretamente a membrana de seus vasos sanguíneos.
Observando o sangue que continuava a jorrar, o homem lançou um olhar ao redor e gritou friamente:
— Viram? Essa é a consequência de resistir a mim. Quem ousar se rebelar de novo, eu vou mostrar com esta lança o que significa o cano de uma arma!
Ele ergueu a lança novamente e a cravou no corpo da mulher, mexendo brutalmente dentro dela, num ato de crueldade extrema.
— Chefe, aqui tem uma garota bonita — uma voz estridente chegou aos seus ouvidos.
O homem recolheu a lança e caminhou até lá. Com um chute, abriu a porta do prédio à sua frente e entrou carregando a arma.
Dentro do prédio, em um canto, uma jovem vestida com uma túnica rosa tremia de medo.
O homem endureceu o rosto e berrou:
— Maldita seja, saia daqui agora ou eu vou ter que encontrar você pessoalmente e mostrar o que é a ponta fria chegando primeiro, seguida de um tiro certeiro.
Enquanto falava, olhou com orgulho para a lança em suas mãos. Para ele, aquela arma era seu maior trunfo.
Pouco tempo depois, a garota que estava escondida no canto saiu, com o olhar evasivo e rosto pálido, claramente aterrorizada. Ela sabia muito bem que, se não saísse voluntariamente, certamente seria morta.
— Que menina compreensiva — disse o homem, estendendo a mão para tocar suavemente o rosto da jovem, com um sorriso lascivo.
— Me diga, você ainda é virgem? — ele perguntou de repente, com um tom frio.
A garota estremeceu, tremendo de medo, e implorou:
— Por favor, me deixe em paz.
— Parece que não — disse ele desapontado, balançando a cabeça, e virou de costas para sair.
Mas naquele instante, a lança em sua mão atravessou o peito da jovem sem aviso.
Ninguém esperava por esse golpe inesperado, que pegou a todos desprevenidos.
Após retirar a lança, o homem saiu.
Seus olhos afiados varreram as pessoas ao redor, parecendo disposto a matar qualquer um que lhe desagradasse.
De repente, um brilho frio passou por seus olhos; ele arremessou a lança, que atravessou a porta do prédio num instante, seguido por um grito agonizante vindo de dentro.
O homem correu em disparada, desferiu um soco e quebrou a porta.
Lá dentro, havia uma garotinha de sete ou oito anos e uma mulher na casa dos trinta.
A lança cravara-se no peito da mulher, pregando-a à parede, enquanto a garotinha estava paralisada de medo, imóvel.
Na verdade, a criança era bastante adorável.
Seus cabelos negros e brilhantes caíam preguiçosamente até a cintura, seu nariz delicado e lábios tenros exalavam um brilho encantador, como pétalas ou pérolas, despertando a vontade de provar sua doçura.
Mas, naquele momento, seu rosto estava pálido como papel; sua mãe acabara de ser assassinada diante de seus olhos.
O homem lançou um olhar para a garotinha, um sorriso sinistro curvou seus lábios enquanto murmurava para si mesmo:
— Que garotinha tão bonita, se eu cuidar dela por alguns anos, então...
Ele lambeu os lábios, já excitado só de pensar nisso.
Voltando à realidade, estendeu a mão para agarrar a garotinha.
Mas, então, uma lâmina curta de sessenta centímetros voou da porta, cortando o ar com um assobio agudo, cravando-se no chão diante da menina.
Logo depois, um jovem de cabelos castanhos, vestido com um sobretudo preto, apareceu diante da garotinha.
Sim, era Lan!
Ele a segurou nos braços e desapareceu numa sombra rápida ao lado do homem.
Lan tinha acabado de resgatar a garotinha bem debaixo do nariz do homem de armadura.
O homem rosnou furioso, sacou a lança e partiu em perseguição.
Sua velocidade não era nada lenta, segurando a lança com a mão direita.
— Agarrem ele! — ordenou.
De repente, dezenas de homens correram atrás, mas sua velocidade era insignificante diante de Lan, que os deixava para trás com facilidade.
O homem arregalou os olhos, surpreso:
— Caramba, esse cara deve estar drogado!
De repente, um grande cachorro preto avançou contra o homem.
Ele franziu a boca, segurou a lança e encarou o animal.
Pum!
Sangue jorrou do peito do cachorro.
O dono do hotel, escondido num canto, apertava o punho silenciosamente:
— Cachorro bobo, eu já te disse para não se meter, por que você não me obedece?
Lan levou a garotinha para um lugar seguro e a entregou a Cai Wenji para cuidar.
Então, voltou para enfrentar os homens.
Enquanto o homem xingava no lugar, uma sombra solitária corria em sua direção.
— Chefe, ele voltou! — um homem com uma tatuagem de escorpião no rosto gritou assustado.
— Vai se ferrar! — respondeu o homem de meia-idade, furioso. — Se ele ousar voltar, vou mostrar para ele por que as flores são tão vermelhas.
Mas no instante seguinte, Lan apareceu atrás dele.
Os capangas do homem ficaram boquiabertos, apontando para Lan:
— Chefe, ele está bem atrás de você.
— É verdade, chefe, ele realmente voltou.
— Chefe, olhe para trás!
Vendo os capangas apavorados como se tivessem visto um fantasma, o homem virou-se desconfiado, pois acreditava que o jovem certamente não teria coragem de voltar para se matar.
Ele era o chefe da região num raio de dez quilômetros, ninguém ali não conhecia seu nome. Tinha fama de invencível no vilarejo, e até os chamados Douros com Título o respeitavam como um irmão mais velho.
Mas, no momento seguinte, ele ficou completamente paralisado.
Sua mente ficou em branco. Aquela pessoa atrás dele parecia familiar.
Parecia que já a tinha visto em algum lugar.
— Merda! — exclamou, assustado, tremendo e olhando incrédulo para o jovem.
Naquele instante, seu raciocínio falhou por completo.
Jamais imaginara que aquele jovem de olhos frios que fugira pudesse ter voltado para se entregar à morte.
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