Capítulo 87: Cinco anos depois, Vila das Flores e Frutos (Peço a sua assinatura)
De repente, um grito estrondoso ecoou. O restante do público também se agitou.
— Caramba, habilidade de chuva de meteoros?
— Vamos assistir à chuva de meteoros juntos?
— Moça, aceita um convite? Esta chuva de meteoros foi preparada para você.
— Vou fazer um pedido: que todos os apaixonados do mundo terminem seus relacionamentos!
...
Num piscar de olhos, todas as luzes estelares caíram.
A garota com feições felinas, o rato corpulento, o homem chamado Tai Ri Tian e o homem de aparência feroz viram sua energia espiritual despencar um nível, juntamente com a redução de todos os seus atributos.
O rosto dos quatro mudou drasticamente.
— Como minha energia espiritual caiu de repente um nível?
— A minha também, que habilidade é essa afinal?
— Nunca imaginei uma técnica tão estranha, parece que estamos derrotados.
— Atenção, fiquem alertas contra ataques surpresa.
Os quatro olhavam ao redor com cautela.
De repente, uma sombra imensa rompeu a noite, avançando em ataque. Um brilho cortante relampejou, e num instante, os quatro foram lançados para fora da arena.
Não havia dúvidas: era a quarta habilidade de Lan, o Ataque Implacável das Estrelas, concentrando uma força extrema para um golpe final de corte instantâneo.
Quando Lan apareceu novamente sobre a plataforma, o último dos adversários, um jovem de olhar assustado, tremeu de medo.
— Eu mesmo vou descer.
E, sem hesitar, ele pulou da arena, comprovando que a mente do husky era mesmo ágil.
— Impressionante, mestre!
Com o fim do torneio, Lan conquistou o distintivo dourado da arena, embora tenha demorado mais do que planejara.
Mas a missão do pergaminho estava apenas pela metade; ele precisava derrotar os Sete Monstros de Shrek para concluir sua tarefa.
Ao sair do Grande Coliseu das Almas, Lan decidiu voltar ao Pico do Pomar para ver sua terra natal. Havia quase seis anos desde que partira, e nunca voltara.
Durante esse tempo, buscava o paradeiro de Nock, mas o continente era vasto demais para encontrar uma pessoa facilmente.
Por isso, resolveu retornar, pois talvez Nock já tivesse voltado.
Após o almoço, Lan contratou uma carruagem rumo ao Pico do Pomar.
...
Três dias depois.
Na entrada da Vila do Pomar.
Um jovem vestido com um sobretudo negro, olhar frio, ergueu os olhos para o portal da vila, deixando transparecer uma expressão mais suave.
Murmurou com os lábios quase imóveis: — Não imaginei que, após cinco anos, tudo tivesse mudado.
Ao contemplar a vila diante de si, não pôde deixar de se admirar.
Em cinco anos, a Vila do Pomar se transformou radicalmente.
O portal não era mais feito de velhos troncos, mas de um arco de mármore, com cerca de cinco metros de altura e três de largura, imponente.
Entrando pela vila, avistava casas novas de dois ou três andares nas laterais, com uma avenida espaçosa ao centro, larga o suficiente para duas carruagens lado a lado.
Num único olhar, notava que o número de famílias era pelo menos o dobro de cinco anos antes.
Toc, toc, toc...
De repente,
Um som agudo e cristalino chegou aos ouvidos do jovem, que buscou sua origem numa oficina de ferreiro feita de pedra.
O movimento era intenso, sinal de que o negócio prosperava.
Diante da oficina, Lan entrou devagar.
Logo ao entrar, foi barrado por um homem robusto, de torso nu.
— Crianças não podem entrar aqui, é perigoso.
O homem parecia ter cerca de trinta anos, rosto comum, poucos cabelos, provavelmente resultado do trabalho sob altas temperaturas.
Lan recuou alguns passos e, da porta, observou o interior.
A oficina não era grande, cerca de cinquenta ou sessenta metros quadrados, mas suficiente para a vila.
— Pedra Quatro, cadê minha faca de cozinha? Já está pronta? — perguntou um ancião de túnica azul, que preferiu chamar da porta.
O homem robusto saiu, entregou a faca recém-feita e sorriu com simplicidade:
— Velho chefe, hoje está tão livre? Não foi paquerar as moças?
O ancião lançou-lhe um olhar severo e respondeu irritado:
— Nos últimos dias meus rins doem, que tal sua esposa me massagear esta noite?
Pedra Quatro mudou de expressão, exibindo um sorriso estranho:
— Que tal pedir à tia Zhang? Dizem que um certo velho foi pego em flagrante...
— Aliás, chefe, amanhã é o grande dia do despertar espiritual do meu filho. Se ele despertar com energia plena, você vai quebrar a banca!
— Não tenho dinheiro — resmungou o ancião.
— Sem problema — Pedra Quatro riu. — Nesse caso, vou levá-lo para despertar na Vila Sagrada. Se ele virar mestre espiritual, não será mérito nosso.
— Você! — o ancião apertou os dentes, furioso. — Você é terrível.
— Se seu filho se tornar um mestre, o velho aqui não será mesquinho, mas tudo depende do talento dele. Nem todos têm a mesma sorte que meu neto, energia plena e ainda por cima dois talentos. Agora ambos são excepcionais.
— Por que não chama seu irmão Pedra Três também? Nossa vila está melhor, embora não tão rica quanto Notting, mas o custo de vida é baixo, não precisa viver tão cansado.
Observando o diálogo, Lan relaxou, como se sua frieza se dissolvesse como gelo ao sol.
Uma pessoa se torna fria não por natureza, mas pelo ambiente.
Ele murmurou:
— Esses aldeões, quando sorriem, são realmente puros.
— Criança, não fique aqui, é perigoso — o ancião lembrou após brincar com Pedra Quatro.
Ao se virar, sua expressão ficou séria:
— Você... quem é? Nunca te vi. Da vila vizinha?
— Chefe, cinco anos se passaram, parece que você rejuvenesceu.
Lan forçou um sorriso; diante do chefe, queria sorrir naturalmente, mas sentiu os músculos rígidos, incapazes de se mover, como se não soubesse mais sorrir como os aldeões.
Os olhos do ancião ainda eram vivos, e as rugas diminuíram em relação a cinco anos atrás, mostrando que, livre de pressão, alguém pode realmente parecer mais jovem. O desgaste do rosto quase sempre é fruto da preocupação.
— Sou Lan, chefe.
O velho não conviveu muito com Lan, mas naquele breve período o tratou como família.
Essa relação nasceu espontaneamente, sem qualquer artifício.
Ao olhar para o jovem, os lábios do ancião tremiam e os olhos se encheram de lágrimas.
— Você... é mesmo... Lan?
Lan assentiu delicadamente:
— Chefe, sou eu. Voltei para vê-lo.
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Nestes dias, Cai Cai vai aparecer. Preparem-se para o ritual de boas-vindas!