Capítulo 32: A Aldeia Esquecida, O Assassino Sem Emoções

Douluo: O Douro das Sombras Brisa de Neve Centenária 2603 palavras 2026-02-08 15:47:30

Ao retornar à Academia de Notting, Lan preparou-se para iniciar sua meditação e treinamento. Mal ele se sentou de pernas cruzadas e fechou os olhos, uma voz repentina ecoou em sua mente.

“Ding, parabéns ao hospedeiro por ativar com sucesso a missão principal. Por favor, abra o painel de informações pessoais para visualizar a tarefa.”

Lan franziu levemente o cenho e, com um pensamento, abriu o painel do sistema.

Nome: Lan
Idade: 6 anos
Arte espiritual: Poder Mágico, Noite Eterna
Nível de energia: 16
Habilidade espiritual: Quebra das Ondas
Missão: Ativada
Missão principal: ‘A Vila Esquecida’ está sendo assolada por numerosos mestres de almas malignas. O hospedeiro deve partir para o destino e impedir a matança destes mestres.
Dificuldade: ☆☆☆
Descrição: ‘A Vila Esquecida’ situa-se no Império Celestial, nas terras abandonadas da fronteira nordeste da província de Fasno.
Informações: O hospedeiro deve, em sete dias, salvar os sobreviventes da vila, ajudando-os a migrar para a zona segura da província de Fasno.
Recompensa: Ao completar a missão, o hospedeiro receberá uma generosa recompensa.

Diante dessas informações, Lan tornou-se mais sério. Já estava ali há alguns anos, e o conceito de mestre de almas já estava gravado em sua mente, mas nunca ouvira falar de mestres de almas malignas. Sem dúvidas, esse termo estranho era um novo campo de conhecimento para Lan. Para descobrir mais sobre o que eram mestres de almas malignas, Lan dirigiu-se à biblioteca da Academia de Notting e encontrou pistas em um antigo tomo.

Após consultar os registros, preparou-se para partir.

...

Um dia depois.

Uma carruagem avançava velozmente pelo deserto silencioso, e um garoto observava friamente as redondezas pelo interior do veículo—sim, era Lan. Depois de viajar dia e noite, finalmente chegou à fronteira nordeste da província de Fasno, em meio ao deserto.

O céu sombrio estava coberto de nuvens negras, relâmpagos rasgavam os céus, galhos quebrados dançavam no vendaval, caindo sobre a carruagem como pipas sem fio.

Após cruzar o deserto, a carruagem parou abruptamente. Lan franziu o cenho; não fora ele quem mandara parar, o próprio cavalo interrompera a marcha. Ele afastou a cortina e desceu.

Diante de seus olhos, havia uma vila arruinada. Os edifícios antigos balançavam sob o vento, prestes a desmoronar, como se ninguém tivesse vivido ali há muito tempo; teias de aranha cobriam as fachadas. Era difícil imaginar alguém habitando aquele lugar.

O cavalo recusava-se a entrar, e Lan, resignado, seguiu a pé. Assim que pisou na vila, uma onda de frio intenso o envolveu, acompanhada por um odor forte de sangue. O ambiente o deixou ainda mais alerta; seus olhos sempre frios perscrutavam cada canto ao seu redor.

De repente, um uivo fantasmagórico ecoou pela vila. Lan concentrou o olhar, flexionou as pernas e saltou rapidamente para o topo de um edifício de três andares, direcionando-se para o som. Na encruzilhada da vila, avistou uma criatura de olhos vermelhos sangrentos, perseguindo furiosamente uma pequena garota.

A menina era adorável; cabelos loiros e encaracolados caíam suavemente sobre os ombros, pele alva como jade, olhos negros brilhavam com astúcia, lábios rosados levemente curvados, e duas covinhas cor de rosa decoravam suas bochechas, lembrando maçãs rubras. Era uma pequena princesa de ar doce e misterioso, encantadora e aristocrática.

Porém, naquele momento, a garota estava tomada pelo medo. Sua expressão era pálida, com lábios rachados e vestes rasgadas em vários pontos, revelando uma pele tão branca que refletia a luz, irresistível.

Sinceramente, diante de uma menina assim, poucos resistiriam ao fascínio—restava saber se no Continente Douluo existia alguma lei restritiva. Contudo, Lan era um assassino; sua atenção estava apenas na missão, não nas tentações do momento.

Lan voltou seu olhar para a criatura. Era um monstro de presas afiadas, sangue escorrendo pela boca, provavelmente recém-alimentado. O animal tinha feições semelhantes a um lobo, mas com duas caudas. Lan também percebeu um brilho amarelado emanando de seu corpo.

Subitamente, o monstro abaixou-se e saltou diante da garota, levantando as patas dianteiras; garras afiadas surgiram e avançaram para atacar.

“Não, por favor... não...” Uma voz desesperada ecoou atrás do lobo de olhos sangrentos—a mãe da menina, uma mulher de cerca de trinta anos, observava o ataque com total desespero.

No último instante, Lan lançou-se como uma sombra do topo do edifício. Num piscar de olhos, chegou diante da garota e golpeou o lobo com um soco poderoso, lançando-o para longe.

Lan envolveu a menina pela cintura e a levou para o topo de um prédio.

O lobo, enfurecido ao ver sua presa resgatada, levantou-se e fitou Lan com ódio, arranhando o solo com as patas.

De repente, recuou e avançou ferozmente em direção a Lan.

Uma centelha de determinação brilhou nos olhos de Lan. Empunhando uma lâmina curta, lançou-se ao encontro do lobo de olhos sangrentos. Ao mesmo tempo, liberou seu Poder Mágico: seu corpo foi envolto por uma névoa negra, transformando-se numa sombra de tubarão, mergulhando no solo. Os anéis de energia espiritual em seu corpo começaram a brilhar.

No instante seguinte, um enorme tubarão irrompeu do subsolo. Ao mesmo tempo, uma lâmina afiada reluziu, cortando o pescoço do lobo.

Com o poder do tubarão, Lan utilizou sua primeira habilidade espiritual; o ataque era não só afiado, mas também incrivelmente forte, quase rasgando o ar, com um rugido de vento cortando tudo ao redor.

Num instante, a lâmina curta deslizou pelo pescoço do lobo.

O monstro uivou enquanto sangue jorrava de sua garganta, emitindo um grito de dor lancinante.

Lan, porém, sabia que isso não seria suficiente para matar a criatura.

Assim, seus anéis espirituais brilharam novamente, lançando inúmeros flashes de luz fria sobre o lobo.

Finalmente, o animal caiu, imóvel.

Logo, do corpo do monstro, uma miríade de partículas de luz se condensou, formando um anel de energia amarelo-claro.

Lan franziu o cenho—por que havia uma fera espiritual ali?

Percebeu que aquela criatura era diferente das feras do Bosque dos Espíritos; sua aura era estranhamente semelhante à humana, talvez por se alimentar de pessoas.

Com o lobo morto, a garota e sua mãe aproximaram-se de Lan, agradecendo-lhe.

“Moço, obrigada por salvar minha filha. Posso te abraçar?”

Dizendo isso, a mulher ergueu os braços e se aproximou de Lan.

Lan manteve-se firme, girou a lâmina curta e deslizou-a no pescoço da mulher; sangue rubro espirrou.

Antes que a garota reagisse, Lan deu um passo lateral, levantou a lâmina e fez o mesmo com o pescoço da menina.

Ao ver que ambas não morriam instantaneamente, Lan deu mais algumas facadas em seus corpos.

O sangue jorrou em ambas como uma fonte...

A mulher apontou para Lan, soluçando: “Você... não tem sentimentos?”