Capítulo 85: Irmãos, liberem o Espírito Marcial! (Pedido de assinatura)
Lán lançou um olhar para o homem, e a aura gélida que emanava dele fez com que o sujeito estremecesse involuntariamente. Sem alternativas, ele acabou cedendo ao pedido de Lán. Apesar de o regulamento do torneio prever cinco rodadas, o campeão da temporada anterior poderia, caso quisesse e tivesse força suficiente para sustentar sua decisão, alterar as regras a qualquer momento.
Normalmente, ninguém escolheria enfrentar cinco oponentes sozinho.
— Agora, convidamos ao palco os cinco combatentes que participarão do torneio de hoje — anunciou o apresentador.
Ao som de aplausos e gritos entusiasmados, os cinco participantes subiram, um a um, ao palco.
Os primeiros a entrar foram dois mestres espirituais, um homem e uma mulher. A jovem tinha o corpo esguio, aparentando pouco mais de vinte anos, com cabelos curtos e vermelhos que atraíam olhares, um olhar afiado e os dez dedos se movendo ritmicamente, lembrando uma gata cheia de energia. Já o homem era baixo e obeso, parecendo uma grande esfera ambulante; tanto a cabeça quanto o corpo eram perfeitamente arredondados, e apenas os olhos pequenos e semicerrados davam-lhe um ar semelhante a um rato.
Os dois estavam próximos, e Lán deduziu que deviam formar uma dupla.
Logo depois, outros três homens subiram ao palco. Todos pareciam ter pouco mais de vinte anos, com feições semelhantes, rostos de traços fortes e olhos grandes, corpos robustos e musculosos, de braços grossos expostos, ostentando claramente sua força.
Ao ver o jovem de sobretudo diante deles, a garota de cabelos vermelhos soltou um resmungo sarcástico:
— O mundo é mesmo vasto, há de tudo por aí... querer enfrentar cinco de uma vez só!
Os três homens ao lado riram com desdém.
— Chefe, o que passa na cabeça desse moleque? Quer desafiar cinco de nós sozinho, será que levou uma coça e ficou doido? — comentou um deles.
— Talvez esteja desesperado com a vida e queira morrer de um jeito diferente. Vamos fazer um favor a ele — disse outro.
— É bom ficarmos atentos, ele ainda não perdeu nenhuma luta — alertou o terceiro.
— Está com medo, é? Deixa que nós três mostramos como se faz. Se vencermos, garantimos dez pontos fáceis — rebateu o primeiro.
— Garoto, nós somos o grupo dos Cães Selvagens. O que te levou a escolher justo hoje para enfrentar cinco de uma vez? Encontrando a gente, suas chances são nulas — zombou um deles.
A garota, então, gargalhou:
— Nós também somos uma dupla, Gata Magra e Rato Gordo. Contra dois grupos, tua derrota é certa.
Dito isso, soltou um grito seco:
— Companheiros, ativem os espíritos!
Imediatamente, os cinco canalizaram seu poder espiritual, e seus corpos começaram a se transformar rapidamente.
O espírito animal da garota era um gato: garras afiadas saltaram de suas pontas dos dedos em um instante, mechas prateadas surgiram entre seus cabelos vermelhos, suas pupilas tornaram-se verticais, ela se agachou, as orelhas ergueram-se e um manto de pelos prateados cobriu seus braços. Quatro anéis espirituais brilharam ao redor dela: um branco, um amarelo e dois roxos.
O terceiro e o quarto anéis eram ambos roxos e milenares, sinal de que suas habilidades agregadas eram notáveis.
O Rato Gordo também ativou seu espírito: sua transformação era quase cômica, com os dentes da frente saltando enormes, bigodes despontando nas laterais da boca, e os olhos pequenos agora redondos. Seu corpo rechonchudo se agachou, os antebraços afinando e garras negras e afiadas emergindo dos dedos. Sua configuração de anéis era idêntica à da garota.
Já os três homens, ao verem a dupla ativar seus espíritos, deixaram brilhar uma luz determinada nos olhos. Três vozes ecoaram em sequência:
— Husky, incorporação!
— Teddy, incorporação!
— Mastim Tibetano, incorporação!
Luzes de diferentes cores jorraram de seus centros de testa, subindo até o alto da cabeça e mergulhando no cabelo.
O homem do espírito Husky, ao ser inundado pela luz branca, teve o corpo expandido até dobrar de tamanho, pelos preto e branco surgindo nos braços, os olhos se tornando heterocromáticos, destoando do restante do rosto. Com um simples movimento, garras reluzentes saltaram de seus dedos, acompanhados de quatro anéis espirituais: um branco, dois amarelos e um roxo.
O homem do espírito Teddy, apesar do nome imponente, na verdade se transformou em um pequeno cão marrom, coberto por pelos densos e encaracolados. As orelhas caíram até o queixo, dentes se alongaram e ele se agachou no chão, fitando Lán com frieza. O que realmente chamou a atenção de Lán, no entanto, foi o fato de, ao se transformar, uma espada de quase um metro brotar subitamente de sua metade inferior, a lâmina cintilando com frieza.
Sua configuração de anéis era igual à do Husky: um branco, dois amarelos, um roxo.
O último, com o espírito do Mastim Tibetano, não mudou muito além dos músculos inflados e do espesso pelo cobrindo as partes expostas do corpo. As garras afiadas brilhavam entre os dedos, evidenciando ser um mestre espiritual de combate físico. Seu padrão de anéis também era igual ao dos irmãos.
Após a incorporação dos espíritos, a plateia começou a se preocupar com Lán. Todos ali estavam acostumados a assistir batalhas espirituais e conheciam bem as configurações de anéis. Mas quanto mais poderosos os lados, maior era a empolgação dos espectadores.
No palco, cinco mestres espirituais, todos do quarto nível, erguiam seus anéis ao mesmo tempo — um espetáculo de brilho e poder.
Sem dúvida, aquela seria a batalha mais emocionante desde o início daquele modelo de torneio.
— Não vai liberar seu espírito? Ficou com medo? — provocou a Gata Magra.
Mal terminou de falar, lançou-se à frente, pernas rápidas como um vendaval rente ao chão, avançando sobre Lán. Simultaneamente, os dois primeiros anéis em seu corpo brilharam, e as garras cruzaram em um movimento devastador, liberando dez feixes prateados cortando o ar.
Com o reforço das habilidades, sua velocidade atingiu o auge, avançando sobre Lán com fúria letal. O primeiro poder aumentava a velocidade, o segundo era um ataque de garras afiadas — juntos, um golpe devastador.
Em um piscar de olhos, dezenas de garras miraram o rosto de Lán.
Vendo-o imóvel, a garota soltou um sorriso frio, pensando: "Se quer morrer parado, vou rasgar seu rosto em pedaços."
Mas foi então que Lán se moveu.
Inclinou-se para a direita, girando a ponta do pé, desviando perfeitamente do ataque felino.
As garras da Gata Magra cortaram apenas o ar, produzindo um som de rasgo, como se até o próprio vento tivesse sido dilacerado.
Nesse momento, um assobio cortou o silêncio em seu ouvido. Lán ergueu a mão direita e, num instante, agarrou a nuca da garota, puxando-a com força e desferindo um chute certeiro.
Com um estrondo, ela foi lançada voando em linha reta.
Ao mesmo tempo, uma névoa estrelada explodiu da palma de Lán, envolvendo-o como um manto celestial, enquanto quatro anéis espirituais brilhavam sob seus pés.
Diante dessa cena, os outros quatro ficaram atônitos.
Tinham planejado assistir de camarote e garantir pontos fáceis, mas agora todos estavam perplexos.
Então, o homem do espírito Husky gritou friamente:
— Impacto de Ondas Cerebrais!