Capítulo 40: Rosa Negra

Douluo: O Douro das Sombras Brisa de Neve Centenária 2503 palavras 2026-02-08 15:48:08

— Shrek? — murmurou Lan para si mesmo.

Para Lan, aquele nome era uma novidade, mas, pelas palavras de Dai Mubai há pouco, ele pôde deduzir que se tratava de uma academia.

Desde que se formara na Academia de Notting, Lan não buscara aprimoramento em uma academia intermediária de mestres espirituais, tampouco ingressara em uma academia avançada. Com seu talento, qualquer instituição o receberia de braços abertos.

Ao deixar o Hotel Rosa, Lan, já acostumado, abriu o painel do sistema para conferir as tarefas.

Nome: Lan
Idade: 11
Arma espiritual: Poder Demoníaco, Noite Eterna
Nível de poder espiritual: 35
Caça: Quinto Céu
Técnicas espirituais: Romper as Ondas, Cortar o Vazio, Execução do Destino.
Recompensa: 52.012
Missão secundária 1, já aceita: [Alterar o enredo de Tang San, impedir que Tang San se vanglorie, desviando a linha temporal do mundo do seu curso original.]
Missão secundária 2, não aceita: [Ir até o oeste da Cidade de Soto e eliminar os mestres espirituais do mal.]

Diante do painel, com a missão secundária 2 destacada, Lan ficou sério.

Em cinco anos, já caçara inúmeros mestres espirituais malignos, mas parecia impossível exterminá-los por completo. Entretanto, quanto mais deles havia, mais vantagens ele obtinha.

Ainda que o crescimento de seu poder espiritual nesses cinco anos não fosse exatamente rápido, seu corpo e sua mente haviam sido refinados ao extremo.

Se não aceitasse tais missões e se dedicasse apenas à própria cultivação, acreditava que já teria ultrapassado o nível de Mestre Espiritual do Espírito.

Lan jamais duvidara das missões atribuídas pelo sistema. Para ele, era fundamental consolidar a base no início e só depois acelerar o progresso.

Terminada a leitura das tarefas, Lan, em pensamento, aceitou a missão secundária 2.

Imediatamente, uma onda de calor percorreu seu corpo e uma imagem nítida de um mapa surgiu em sua mente.

O local da missão era um lugar chamado Rosa Negra.

Pelo que via no mapa, Lan não conseguia distinguir se era uma vila ou uma cidade pequena. Esperava que fosse apenas uma vila, assim haveria menos vítimas.

Para chegar mais rápido ao destino, não hesitou em usar poder espiritual: invocou o Poder Demoníaco, fundiu-se ao solo e avançou velozmente em direção ao objetivo.

Para evitar ser percebido e causar pânico desnecessário, até mesmo as barbatanas de peixe ocultou sob a terra.

Tal método, porém, demandava grande gasto de poder espiritual.

De acordo com o mapa, a distância era de cerca de dez quilômetros.

Em torno de uma cidade desenvolvida como Soto, normalmente os arredores seriam ao menos pequenas cidades e não vilarejos, pois, devido ao efeito econômico, vilas próximas de grandes centros acabam por se transformar gradualmente.

Pouco tempo depois, Lan chegou ao local indicado no mapa.

Era uma pequena cidade.

Na entrada, havia um portão semicircular de mais de dez metros de altura e oito metros de largura, com quatro grandes caracteres esculpidos no topo: Rosa Negra!

Era um local cobiçado por incontáveis homens.

O nome simbolizava elegância.

Graças a esse nome sofisticado, a cidade se tornara refúgio de muitos em busca de uma vida feliz.

Em cada rua e viela,
na boca de cada um,
a primeira pergunta ao se encontrarem era: “Hoje você foi feliz?”

Naturalmente, a origem do nome Rosa Negra não era tão simples. Ali havia uma multidão de belas mulheres, todas forçadas pelas circunstâncias da vida. A cidade era o único território do império sem controle governamental.

Às vezes, até nobres e parentes do imperador vinham para cá buscar prazeres.

Lan mal chegou à porta quando um cheiro complexo de rosas invadiu-lhe as narinas. Dizia-se complexo porque não era apenas o aroma de rosas; havia também um leve odor de dama-da-noite, além de muitas outras notas florais desconhecidas.

Por precaução, Lan rapidamente rasgou um pedaço de pano, molhou-o na água de uma poça próxima e o atou ao rosto — instinto básico de um assassino, pois ninguém podia garantir que tal fragrância não fosse tóxica.

Após cruzar o portão, Lan seguiu pela rua principal.

No centro da cidade havia uma avenida larga, ladeada por edifícios de mármore, com pequenas ruas ramificando-se aos lados.

Naquele momento, quase não havia pessoas nas ruas.

Isso aumentou ainda mais a vigilância de Lan.

Era meio-dia — o horário em que a cidade deveria estar movimentada —, mas do momento em que entrou até agora, dez minutos se passaram e ele vira apenas três pessoas.

E todas tinham um olhar estranho; ao vê-lo, imediatamente entraram em suas casas e bateram a porta com força.

Um vento suave soprou, e o rosto de Lan se fechou de repente. No ar, além do aroma floral, havia também um leve cheiro de sangue — sutil, mas perceptível para a sua sensibilidade aguçada.

Imediatamente acelerou o passo, seguindo na direção de onde vinha o odor.

De repente,

uma silhueta feminina surgiu num beco e, num piscar de olhos, lançou-se sobre ele.

De súbito!

Lan sentiu a cintura sendo envolvida por algo.

Ao olhar para baixo,

viu que era uma mulher!

E não apenas uma mulher, mas uma mulher obesa de cerca de cento e cinquenta quilos.

Ela o agarrava fortemente pela cintura, espalhando pó branco do rosto por todo lado.

— Irmãozinho, já amou hoje?

Como aquela mulher chegou até ali? Pensou Lan, surpreso com a velocidade de alguém tão corpulenta.

Seus olhos se estreitaram, cintilando de perigo.

Num instante, uma lâmina fria passou pelo pescoço da mulher.

Ela imediatamente recuou, levando as mãos à garganta, tombando para trás com um olhar feroz e arregalado.

— Você... você é um mestre espiritual!

Ao ver que ela sobrevivia, Lan golpeou mais duas vezes, encerrando sua vida.

Do corpo morto, uma névoa de sangue se elevou, até que a mulher se dissolveu em uma poça rubra.

Mas ela não era uma mestra espiritual; não havia qualquer traço de poder espiritual em seu corpo — apenas uma praticante de artes sinistras, que também figurava na lista de alvos de Lan.

Naquele continente, mestres espirituais ocupavam o topo da hierarquia. Muitos, incapazes de alcançar tal patamar, recorriam a métodos extremos para adquirir habilidades especiais.

Seguindo em frente, o odor de sangue tornava-se mais intenso.

Nem mesmo o forte perfume de flores conseguia mais abafá-lo.

Enquanto avançava, Lan fitava atentamente os arredores.

De repente, um soluço vindo de um beco chamou-lhe a atenção. Ao virar-se, seu semblante tornou-se grave.

O horror diante dos olhos era digno do inferno!

Sangue escarlate escorria pelos cantos das paredes. Dezenas de corpos femininos empilhavam-se, formando uma montanha de três metros de altura. Cada um deles estava nu, com os seios mutilados — no peito, dois buracos sangrentos.

Nesse instante, vozes lascivas vieram de uma casa a cinco metros do beco:

— Você é tão malvado!

— Marido, não faça isso!

— Por favor, pare!

...
...