Capítulo 99: A Origem do Problema

O Genro Predestinado Capitão Jia salva a pátria de maneira indireta 2529 palavras 2026-03-04 20:11:28

Após assistir à fuga desabalada de Sun Yong e seus comparsas, Fang Yingling fez um biquinho descontente e protestou: “Tio Yu, por que o senhor deixou ele ir embora assim?”

“Senhorita Fang, o mais importante para nós hoje é encontrar o túmulo do senhor ancestral. Quanto a Sun Yong, ele pode até fugir do monge, mas não escapará do templo. Podemos castigá-lo a qualquer momento”, respondeu Lu Chen, sorrindo suavemente para explicar.

Depois dos acontecimentos de hoje, Sun Yong, o principal herdeiro dos Sun, estava prestes a desaparecer de Beihai; talvez até a família Sun estivesse próxima do fim.

“O senhor Lu tem razão. Aquele canalha pode esperar, mas agora precisamos encontrar o túmulo do seu bisavô”, elogiou o senhor Fang, lançando um olhar de aprovação a Lu Chen e assentindo satisfeito.

“Vamos, vamos dar uma olhada naquela encosta ali”, disse Lu Chen, apontando para um morro próximo e guiando o grupo até lá.

Enquanto caminhava, o velho Fang olhava ao redor, cada vez mais aflito; já não conseguia lembrar o local exato do túmulo. No ano anterior, quando viera prestar homenagem ao pai, havia árvores e lápides por perto, tornando fácil encontrar o local. Agora, porém, toda a encosta fora limpa, não restava uma única árvore, quanto mais uma lápide.

“Não se preocupe, senhor Fang. Com o senhor Lu aqui, com certeza iremos encontrar”, apressou-se Yu Qingshan a consolá-lo, vendo o velho suar em desespero.

Fang Yingling também concordou: “Isso mesmo, vovô, com Lu Chen aqui, com certeza encontraremos o túmulo do bisavô”.

“Montanhas cercam, águas envolvem, de fato um lugar de sorte e energia!”, exclamou Lu Chen, imaginando como seria o morro antes, observando os picos ao redor.

“Senhor Lu, já não me lembro da localização exata do túmulo do meu pai. Será que o senhor poderia me ajudar a encontrá-lo?”, perguntou o senhor Fang, com um tom de respeito, depositando em Lu Chen sua última esperança diante da encosta nua, onde tudo parecia igual.

“Claro, claro. Neste pequeno monte, há apenas três lugares adequados para um enterro. Podemos procurar com calma”, respondeu Lu Chen, já tendo analisado o terreno, enquanto apontava para três pontos distintos.

“Ótimo, ótimo!”, suspirou o senhor Fang, aliviado ao ver que havia uma solução.

Nesse momento, Qi Jun apareceu trazendo mais de dez operários, carregando ferramentas diversas, subindo do sopé do morro.

“Vamos escavar aqui primeiro”, disse Lu Chen, dirigindo-se ao primeiro local apropriado para sepultura, enquanto os operários começavam a cavar e os demais assistiam ansiosos. Infelizmente, nada foi encontrado nesse ponto, nem após quase treze metros de escavação.

O senhor Fang balançou a cabeça, desapontado, e seguiu Lu Chen até o segundo local. Ali, após menos de três metros de escavação, encontraram fragmentos de uma lápide, mas, ao juntá-los, não era o nome do senhor ancestral Fang.

Restava apenas o último ponto. O velho Fang observava os operários trabalharem, sentindo-se ansioso e esperançoso, sem saber se desta vez teriam sucesso.

Diferente das tentativas anteriores, ao cavarem pouco mais de um metro, encontraram um fragmento relativamente inteiro de lápide. Ao limpá-lo, uma expressão de alegria surgiu no rosto do velho Fang.

“Sim, sim, esta é a lápide do meu pai!”, exclamou, reconhecendo imediatamente os caracteres “Tai Shan”, sentindo vontade de chorar de emoção.

Quando os operários terminaram de desenterrar o túmulo, Fang Yingling resmungou: “Maldito Sun Yong!”

Sobre o túmulo restavam apenas alguns pedaços de pedra; esculturas e ornamentos haviam desaparecido há muito. Mas, felizmente, a estrutura do túmulo não estava muito danificada e o caixão parecia intacto.

“Senhor Lu, o que devemos fazer agora?”, perguntou o velho Fang, incerto, procurando orientação.

Nesse momento, porém, Lu Chen franziu as sobrancelhas, murmurando: “Este local de sorte não foi destruído, então por que afetaria os descendentes da família Fang?”

O velho Fang, ouvindo isso, ficou surpreso e calou-se, esperando a conclusão de Lu Chen. Fang Yingling, Yu Qingshan e seu filho também mantinham os olhos fixos em Lu Chen. Os operários, a princípio, também prestaram atenção, mas, como o tempo passava sem resposta, começaram a conversar entre si, entediados.

“Ouvi dizer que o gerente Sun e o pessoal já foram embora. Será que ainda vamos continuar trabalhando aqui?”

“Temos meio ano de salário retido pela Hengyuan Imóveis. Se eles quebrarem, a quem vamos cobrar?”, lamentavam alguns operários aflitos.

Nesse momento, um jovem apontou para uma montanha próxima: “Olhem, aquela estátua que levantamos antes do Ano Novo até que impõe respeito”.

“O que adianta olhar pra lá? Sem dinheiro, de nada serve beleza”, resmungou um dos mais velhos.

Lu Chen, ouvindo a conversa, ficou curioso e olhou na direção indicada. Assim que viu, seu semblante mudou abruptamente e disse em tom grave: “Agora entendo por que não encontrávamos a causa neste local de sorte. O problema não está aqui!”

“Senhor Lu, encontrou a origem do problema?”, perguntou o velho Fang, ansioso.

Lu Chen assentiu e apontou para o pico em frente: “O problema está naquela escultura de pedra naquela montanha”.

“O que pode ter de errado com a escultura?”, perguntou Fang Yingling, sem perceber nada de diferente, olhando para Lu Chen: “Já que percebeu, explique pra nós”.

“Isso mesmo, mestre, também não vejo nada de especial. Poderia nos explicar?”, pediu Yu Shiwen, achando o local bom para pintar, mas não identificando nenhum problema na escultura.

Diante dos olhares curiosos, Lu Chen sorriu levemente e explicou: “Na arte do feng shui, a avaliação de um túmulo ancestral se faz principalmente por três aspectos...

Primeiro, a qualidade do local depende de possuir os quatro símbolos: Pássaro Vermelho, Tartaruga Negra, Dragão Verde e Tigre Branco, além de elementos como a vinda da montanha, a areia de proteção, o salão aberto, a entrada de água e a orientação. Se atrás do túmulo houver montanhas contínuas, à frente algumas colinas baixas, os lados protegidos por montes, o centro amplo e bem definido, e de preferência um rio sinuoso ao redor, o local é considerado ideal.

Segundo, o maior problema é quando o entorno é elevado e o túmulo está em terreno baixo, prejudicando a saúde dos descendentes. Um bom túmulo nunca pode ser inundado; deve haver equilíbrio entre yin e yang, não pode estar em montanhas áridas ou encostas batidas pelo vento.

Terceiro, segundo a teoria ancestral, os filhos nascem dos pais, e se estes, após falecerem, são enterrados em bons lugares, seus ossos recebem a energia da terra, abençoando os descendentes. Por isso, não se deve escolher locais extremos, nem enterrar em lugares úmidos ou expostos ao vento, pois isso prejudica as gerações futuras."