Capítulo 37: Um Pouco de Respeito
“Caro Senhor Tian, o senhor é uma figura ilustre e renomada em Beihai. Não há necessidade de se incomodar com duas jovens inocentes. Permita-me pedir desculpas em nome delas, peço que o senhor, com sua magnanimidade, as perdoe.”
Lu Cheng, percebendo a situação, apressou-se a falar sorrindo de forma servil.
“E você, quem pensa que é?”
Ren Shengtian estalou os dedos, lançando a ponta de cigarro diretamente no rosto de Lu Cheng, que ardeu e o fez contorcer-se de dor, mas não ousou soltar um grito.
“Já disse: todos vocês, esses pequenos desgraçados, podem ir embora. Se não saírem agora, depois ninguém sairá daqui, terão que chamar seus pais para vir buscá-los.”
Ao redor, Li Quan e os demais também ficaram intimidados pela postura autoritária de Ren Shengtian. No fim das contas, eram apenas universitários, acostumados a brincar e buscar emoções, mas nunca haviam encarado um indivíduo tão influente quanto ele.
“Talvez devêssemos ir embora primeiro? Qingyun tem um bom respaldo familiar, eles não devem fazer nada contra ela.”
Alguém murmurou, e os outros começaram a se sentir hesitantes.
Entre eles, sair para se divertir era comum, o gasto não era um problema. Mas arriscar-se por esses amigos, enfrentando um chefe como Ren Shengtian, era pedir demais—não eram tão próximos assim.
Se Ren Shengtian realmente os mantivesse ali e chamasse os familiares, seria motivo para bronca e até para restrição em casa. Se a história se espalhasse, virariam alvo de chacota. Com a idade deles, tão vaidosos, ninguém quer ser motivo de riso, certo?
Quanto às três garotas, embora deixá-las para trás soasse errado, o histórico de Qingyun era uma garantia; Ren Shengtian provavelmente não faria nada grave.
“O que estão esperando? Vão logo!”
A Long olhou ameaçadoramente, e muitos abaixaram a cabeça, saindo da sala, inclusive Li Quan, que escapou furtivamente.
Ao final, restaram apenas Ye Qingling e as outras duas garotas, Lu Cheng e Yang Zhen, que estava inconsciente e sangrando.
“Que sorte vocês têm, sendo escolhidas pelo Senhor Tian. Basta agradá-lo e terão tudo o que quiserem, viverão com prestígio, muito melhor do que brincar com esses garotos tolos.”
A Long sorriu, olhando com desprezo para os jovens que partiram.
Yang Xinru estava pálida, finalmente sentindo medo. Não era ingênua, compreendia bem o que Ren Shengtian insinuava. Para alguém que adorava homens bonitos, a ideia de se deitar com alguém da idade de seu pai era pior que a morte.
Lu Cheng também estava constrangido, mas não ousava intervir; só podia se curvar e pedir desculpas repetidamente a Ren Shengtian.
Ye Qingyun, porém, mantinha o rosto firme, encarando Ren Shengtian com raiva, sem um pingo de submissão.
Para ela, o prestígio de seu avô no círculo dos ricos era tão grande quanto o de Ren Shengtian. Se mencionasse o avô, ele não ousaria fazer nada contra ela.
“Senhoritas, neste ponto, ainda não vão tomar a iniciativa?”
Ren Shengtian sentou-se no sofá, cruzando as pernas, esperando que as três garotas viessem servi-lo.
“Malditas, não sabem aproveitar a oportunidade!”
A Long, impaciente, vendo que elas permaneciam imóveis, xingou e estendeu a mão para agarrar Ye Qingyun.
“Espere…”
Nesse instante, Lu Chen levantou-se, impedindo A Long.
A aparição de Lu Chen surpreendeu Ye Qingyun e as demais. Pensavam que ele já havia fugido, mas ali estava ele.
“E você, quem é?”
Ren Shengtian franziu a testa, claramente irritado com aquele intruso inesperado.
Lu Chen sorriu: “Sou apenas um desconhecido, mas peço ao Senhor Tian, em consideração a mim, que libere minhas amigas.”
O pedido deixou Ye Qingyun e as outras sem palavras. Lu Cheng e Yang Zhen já haviam mencionado seus pais, sem sucesso. E Lu Chen, admitindo ser um ninguém, queria que Ren Shengtian lhe desse consideração? Parecia estar brincando com todos.
“Um desconhecido quer que eu lhe dê consideração? Você aguenta o peso disso?”
Ren Shengtian riu, furioso.
Realmente estava exasperado: primeiro, um grupo de idiotas causou problemas em seu território, depois outro desconhecido aparecia pedindo favores. Será que, por não agir há tanto tempo, qualquer um achava que podia desafiá-lo?
“Que absurdo, você se atreve a pedir consideração ao Senhor Tian?”
A Long, vendo Ren Shengtian irritado, sorriu friamente, pronto para atacar.
Com quase dois metros de altura, músculos entrelaçados, parecia um urso negro. Para ele, a expressão “o braço não vence a perna” não se aplicava, pois seus braços eram mais grossos que as pernas de muitos.
Um brutamontes assim, ninguém ousaria enfrentar.
Ren Shengtian sorriu com desprezo, aguardando ouvir o grito de dor de Lu Chen.
A Long era seu principal capanga, já havia matado muitos no ringue clandestino do Sudeste Asiático. Ren Shengtian pagou caro para trazê-lo a Beihai, usando sua força para intimidar muitos ambiciosos.
“Lu Chen, talvez seja melhor você ir embora.”
Mo Xiaoxiao, aflita, não conseguiu conter o aviso.
“Quer sair? Já é tarde!”
A Long gritou, e seu punho, do tamanho de uma panela, disparou como um projétil em direção à cabeça de Lu Chen. Se acertasse, provavelmente seria uma concussão gravíssima.
“Lu Chen, desvie rápido!”
Ye Qingyun exclamou assustada.
Ouviu-se um som surdo, “Pum”, e Lu Cheng e os outros fecharam os olhos de medo, mas não ouviram o grito esperado. Quando abriram novamente, viram que o punho de A Long acertara a parede, deixando uma marca profunda.
Quanto a Lu Chen, no último instante, desviou suavemente, escapando do golpe brutal de A Long.