Capítulo 18 – Justiça nas Recompensas e Punições

O Genro Predestinado Capitão Jia salva a pátria de maneira indireta 2442 palavras 2026-03-04 20:10:46

Assim que retornaram da antiga residência, Lúcia chamou todos, que já se preparavam para ir aos seus quartos, para uma reunião familiar emergencial.

Observando os quatro sentados, comportados à sua frente, Lúcia assentiu com a cabeça e disse suavemente: “Estou muito satisfeita com o desempenho do Luís hoje. A partir do próximo mês, ele terá um acréscimo de dois mil reais em sua mesada.”

Ao dizer isso, Lúcia olhou para Luís com um olhar muito mais ameno do que antes, já não o encarava como um estranho.

“Obrigado, mãe.”

Para Luís, esse aumento na mesada era quase irrelevante; afinal, devido às limitações de seu destino, ele não conseguia acumular muito dinheiro, e quando tinha de sobra, acabava doando tudo para instituições de caridade.

Logo após elogiar Luís, o olhar de Lúcia voltou-se lentamente para sua filha mais nova. Sua atitude, que pouco antes era gentil, tornou-se imediatamente severa.

Carolina, que estava bocejando de sono, despertou completamente ao notar o olhar gélido da mãe, como se tivesse sido atingida por um balde de água fria.

“Mãe, deixa eu explicar...”

Como filha, ela sabia perfeitamente o quanto era assustador quando a mãe perdia a paciência. Mas antes que pudesse se justificar, Lúcia lançou-lhe um olhar fulminante, fazendo com que todas as palavras que estavam prestes a sair ficassem engasgadas em sua garganta.

“Carolina, você me decepcionou profundamente hoje! Tem ideia de que sua língua solta quase colocou toda a nossa família em apuros?”

O rosto de Lúcia estava gélido como gelo, provocando arrepios em todos.

Na antiga residência, devido à indiscrição de Carolina, por pouco não tornaram a família um motivo de escárnio para os demais. Se não fosse por Luís, que percebeu o problema graças ao seu conhecimento, provavelmente a família seria excluída de vez do círculo de poder dos Albuquerque.

Diante da mãe enfurecida, Carolina perdeu completamente o ar despreocupado de sempre, encolheu-se no sofá como um pequeno passarinho, tremendo e dizendo: “Mãe, eu sei que errei, mas se não fosse por mim, como a mana teria se tornado vice-presidente? No fim das contas, eu também tive meu mérito, não?”

Ao terminar, lançou um olhar de soslaio para a irmã ao lado, esperando que ela a defendesse.

Infelizmente, Melissa manteve a expressão impassível, como se nada tivesse visto.

“Você ainda ousa argumentar comigo?”

Lúcia, furiosa, esboçou um sorriso irônico: “A partir do próximo mês, sua mesada será reduzida para dois mil. Só voltará ao normal quando seu comportamento me agradar.”

“Não, mãe! Eu errei, eu realmente errei!”

Ao ouvir que teria seu dinheiro cortado, Carolina ficou em choque, suplicando imediatamente.

Para alguém como ela, que era uma das garotas mais populares da escola, era necessário cuidado e manutenção. Só os gastos mensais com maquiagem, roupas, bolsas e entretenimento já ultrapassavam dez mil. E isso porque ela já economizava ao máximo; do contrário, gastaria facilmente mais de cinquenta mil por mês.

“Não adianta pedir desculpa. Está decidido. Todos podem ir dormir agora.”

Lúcia ignorou completamente os apelos de Carolina e, quando estava prestes a se levantar para ir ao quarto, lançou um olhar de soslaio ao marido, dizendo friamente: “Atenção, Augusto, nada de dar dinheiro escondido pra ela. Se eu descobrir, sua mesada também cai para dois mil.”

Ao ouvir isso, Augusto, que até então fazia sinais discretos para a filha, endireitou-se imediatamente e assentiu com seriedade.

“Mana, me ajuda, por favor! Se não fosse por mim, você jamais teria virado vice-presidente!”

Vendo que apelos à mãe não funcionavam, Carolina tentou mudar de tática, agarrando a irmã e pedindo com voz manhosa.

“A minha mesada também não é suficiente. Dá seu jeito.” Melissa afastou a mão da irmã com um tapa e saiu do cômodo sem mudar a expressão. No entanto, se alguém observasse com atenção, perceberia um leve sorriso em seus lábios.

Com as duas irmãs, donas de dinheiro, fora do recinto, Carolina só pôde suspirar resignada. Olhou para o pai, que nada podia fazer, e depois para Luís, que sorria sem jeito, desejando gritar de frustração, mas com medo de provocar mais uma bronca da mãe. Por isso, restou-lhe recolher-se ao quarto, bufando de raiva.

Depois que as três mulheres saíram, Augusto falou: “Luís, muito obrigado por hoje.”

“Pai, que isso? Sou parte da família, é meu dever ajudar.”

Luís sorriu gentilmente e balançou a cabeça.

“Aliás, Luís, já que você entende tanto de antiguidades, que tal ir comigo a um leilão beneficente daqui a um tempo?”

Augusto olhou para o genro com admiração, convencido de que não havia se enganado sobre ele. Só lamentava que a filha e o genro continuassem dormindo em quartos separados; se quisesse um neto logo, teria que ajudá-los a se aproximarem mais.

“Claro, vou sim.”

Luís respondeu sem hesitar.

***

Na manhã seguinte, Luís acordou cedo, como de costume, pegou algum troco e foi ao mercado comprar alimentos.

Após escolher cuidadosamente verduras, carnes e outros ingredientes, já com as sacolas cheias e pronto para voltar para casa, notou uma aglomeração na rua.

“Aquele senhor está com os lábios arroxeados, provavelmente sofreu um ataque cardíaco. Alguém dê logo um comprimido de emergência!”

“Parece que já deram, mas não adiantou nada.”

“Então por que estão parados? Chamem a ambulância agora!”

Luís ficou do lado de fora, pôs-se na ponta dos pés e viu um senhor de setenta anos deitado no chão, olhos fechados, mãos no peito, corpo convulsionando e expressão de dor intensa.

“Seu Francisco, aguente firme, já liguei para o doutor Lima, ele vai chegar o mais rápido possível.”

Ao lado do idoso, havia um homem forte, de pouco mais de trinta anos, visivelmente aflito.

Luís balançou a cabeça. Não era especialista em medicina — sabia lidar com problemas simples, mas um ataque cardíaco estava além de suas capacidades. Preparava-se para ir embora quando um médico de jaleco branco abriu caminho na multidão, gritando: “Deixem-me passar, sou o médico do paciente!”

O médico, ofegante, conseguiu se aproximar e disse ao homem forte: “Senhor Ricardo, fique tranquilo. O velho Francisco tem esse problema, eu sei como tratar.”

Em seguida, abriu a maleta de emergência e começou a examinar o idoso.

Conforme o exame avançava, o rosto do idoso ficava cada vez mais pálido, a respiração curta, e a expressão do médico mudou drasticamente. “Não é bom, o quadro está se agravando. Abram espaço para circulação de ar!”

O público obedeceu, recuando para dar mais espaço.

Ao mesmo tempo, o médico chamou o homem forte para ajudá-lo a estender os braços do idoso e abriu dois botões da camisa no peito dele.

Quando os botões se abriram e a pele do idoso ficou exposta, todos os presentes exclamaram e recuaram assustados. Embora já fosse verão, uma sensação de frio percorreu seus corpos instantaneamente.