Capítulo 31: Um Novo Encontro
“Clube Noite Púrpura? Nunca fui lá.” O Clube Noite Púrpura era bastante famoso em Beihai, conhecido pelo ambiente requintado e pelo excelente serviço. Oferecia todo tipo de entretenimento: desde karaokê, salão de bilhar, casas de banho termais, e muito mais. Mais importante ainda, era comum encontrar por lá magnatas e personalidades influentes, sendo, portanto, o local ideal para expandir contatos.
Claro, entrar no Noite Púrpura não era tarefa fácil; para entrar ou sair, era necessário apresentar o cartão de sócio. E obter a filiação era um desafio: não bastava ter dinheiro, era preciso também renome e reputação ilibada, além de ser recomendado por três membros já existentes.
Apesar dos critérios rigorosos, o clube ainda atraía multidões; afinal, hoje em dia, conexões valem tanto quanto dinheiro.
O grupo de jovens liderado por Lu Cheng, embora de boas famílias e com certa riqueza, ainda não tinha acesso ao clube. Por isso, quando viram o cartão de sócio nas mãos do rapaz gordinho de óculos, seus olhares brilharam de empolgação.
Diante dos olhares atentos, o rapaz de óculos corou de excitação; afinal, finalmente teria a chance de se destacar, nem que para isso tivesse que pegar o cartão escondido do pai.
“Tudo certo, vamos ao Noite Púrpura!”
Depois de conversarem brevemente, Lu Cheng, Yang Xinru, Ye Qingyun e os demais decidiram ir ao clube para conhecer o local.
Lu Chen permanecia sozinho ao lado, e ao ouvir os planos do grupo, não pôde evitar um leve abanar de cabeça. Não era de surpreender que sua sogra tivesse pedido para que ele viesse; com esse tipo de comportamento, que pai ou mãe ficaria tranquilo?
Enquanto isso, os demais já subiam nos carros.
“Lu Chen, nós vamos indo!”
Ye Qingyun estava ao volante de sua Ferrari vermelha, com Yang Zhen no banco do passageiro. Assim que terminou de falar, o ronco do motor ecoou e o carro desapareceu na noite.
Os outros também entraram em seus carros, seguindo o mesmo arranjo da ida. Por fim, só Lu Chen permaneceu parado na rua.
“Lu Chen, você...”
Mo Xiaoxiao, ao ver o rapaz sozinho, preparava-se para convidá-lo a dividir lugar com eles, mas antes que pudesse falar, Yang Xinru cobriu sua boca rapidamente.
“Cunhado, o carro está cheio! Que tal pegar um táxi e nos encontrar lá? O motorista certamente sabe onde fica o Noite Púrpura. Vamos indo!”
Yang Xinru, com uma mão tampando a boca de Mo Xiaoxiao e a outra acenando para Lu Chen, gritou em alto e bom som.
Lu Cheng, ao ouvir isso, riu alto e acelerou, partindo em disparada.
“Xinru, não acha que exageramos? Como podemos deixar o Lu Chen sozinho na rua?”
Mo Xiaoxiao, finalmente se soltando da amiga, franziu as sobrancelhas, claramente aborrecida.
Yang Xinru riu despreocupada: “Se até a Ye Qingyun, que é cunhada dele, não se incomoda, por que você se preocupa? Ou será que você gosta de homens casados?”
“Que absurdo! Só acho que não foi certo...”, respondeu Mo Xiaoxiao, corando e tentando se justificar.
“Deixa disso. Se ele ficar com raiva e não vier, melhor pra gente; ninguém quer um estranho estragando a diversão!”, comentou Lu Cheng, sorrindo enquanto dirigia.
...
Lu Chen observou o grupo se afastar, esboçando um sorriso amargo. Parecia claro que estavam implicando com ele. Apesar do desconforto, não podia ignorar o pedido da sogra.
Quando se preparava para chamar um táxi, ouviu uma voz feminina atrás de si, clara e melodiosa:
“O que houve? Foi abandonado pelos amigos?”
Ao se virar, Lu Chen viu uma moto esportiva prateada aproximar-se. A motociclista retirou o capacete, revelando um rosto belíssimo e sorridente.
“Não se lembra de mim? Da última vez você salvou meu avô e ainda me indicou o caminho.”
Diante do olhar confuso de Lu Chen, Fang Yingling franziu as sobrancelhas — como alguém poderia esquecer uma mulher como ela?
“Ah, agora lembro”, disse Lu Chen, subitamente compreendendo. Era a mesma garota a quem ele havia ajudado, e que, por fim, lhe mostrara o dedo do meio.
“Prazer em conhecê-lo de novo. Sou Fang Yingling. O senhor que você salvou se chama Fang Zhen, é meu avô.”
Ela sorriu encantadora ao ver que ele finalmente se lembrava.
“Meu nome é Lu Chen, é um prazer conhecê-la”, respondeu ele.
“Vi que seus amigos foram embora e o largaram aqui. O que aconteceu?”
Lu Chen pareceu envergonhado: “Na verdade, eles nem são meus amigos, são amigos da minha cunhada. Acho que não gostam muito de gente mais velha como eu e acabaram me deixando aqui.”
“Quer uma carona?”
Fang Yingling riu com incredulidade. Como alguém como Lu Chen podia ser deixado na rua?
“Deixe, vou de táxi mesmo”, replicou Lu Chen, balançando a cabeça. Não confiava muito nessas motos — um acidente poderia ser fatal.
“Vamos logo! Neste horário e lugar, é impossível conseguir táxi. Pode confiar no meu jeito de pilotar, acabei de participar de uma corrida, minha técnica é impecável!”
Fang Yingling puxou Lu Chen pelo braço, ajeitou-se na moto para abrir espaço e insistiu.
Olhando ao redor e vendo que realmente não passava nenhum táxi, Lu Chen, meio relutante, subiu na moto, advertindo: “Você parece de sorte hoje, mas vá com calma, melhor prevenir do que remediar.”
“Entendido, tio! Ah, para onde mesmo você vai?”
Fang Yingling acelerou e a moto prateada disparou como um raio pelo trânsito.
“Noite Púrpura... nem estou de capacete...”, mal terminou de falar, já sentia o vento forte batendo no rosto.
Ela não mentira sobre suas habilidades: pilotava com velocidade e destreza, aproveitando o tamanho compacto da moto para avançar pelo congestionamento, logo alcançando o grupo de Lu Cheng.
“Olhem só! Não é o cunhado da Ye Qingyun ali?”
O rapaz gordinho de óculos, entediado no banco do passageiro, ergueu os olhos ao acaso e viu pelo retrovisor a moto estilosa, com Lu Chen na garupa, aquele que haviam deixado para trás.